Conversei hoje com meu tio - responsável por eu ter revelado minha Gloriosa essência -, alvinegro dos bons, do tipo realista doa-a-quem doer, pé-no-chão. Foi taxativo: 'com esse time que está aí, do jeito que está brigaremos para não cair no brasileiro'.
E no Carioca?
'No classificaremos apenas com sorte para as finais. Mas basta pegar o Zé Roberto pela frente que ele deixa todos pra trás e prontos para serem internados: nossa defesa é muito ruim'.
Suas palavras em maioria encontraram eco em mim: já comentara de como acho Leandro Guerreiro mal aproveitado ali atrás. Muito melhor seria ele no meio, tornando-o mais combativo. Atrás não tem o 'cacoete', como disse meu tio.
No post sobre o jogo já questionara: Emerson? Lento, sem impulso... e Juninho, bem, poderia ser o líbero e tal, mas o fato é que precisamos de alguém mais ágil. As bolas pelo alto, como vimos no jogo contra o fraco Boavista, cujos gols foram marcados em falhas gritantes de marcação. Não pode o atacante deles ganhar daquela maneira de nossa defesa: ele pulou meio corpo a mais. Não pode o rebote sobrar livre nem dentro e nem perto da grande área - por mais competente que tenha sido o chute, um golaço, todos os peladeiros sabem do que falo.
E na linha do que o Fernando Gonzaga comentou no post abaixo, meu tio completa: Léo Silva (e Emerson) é banco!
Meu tio segue quebrando as ilusões iniciais: Lucas Silva é um Lúcio Flávio piorado; Eduardo é banco também, pois irresponsável, perde infantilmente a bola e não volta para brigar por ela - deveriam ter mantido o Luciano Almeida, uma opção financeiramente viável, gostava dele também; Reinaldo vira e mexe está machucado, o que é um problema, pois o Diego é lento.
'E o esquema tático do Ney sempre foi esse', dispara meu tio: 'tem é que acertar aquela zaga, levar o Leandro Guerreiro pro meio e liberar o ataque, senão não vamos conseguir nada'. Ele não elogiou, mas deu pra perceber que, como eu, acha que o sistema ofensivo é o que pode nos dar mais alegrias este ano.
Enfim, o ápice da conversa foi a frase de meu tio: 'uma folha salarial de hum milhão e cem, hum milhão e poucos é folha de time que briga para não cair. Não é para nos iludirmos. O pessoal até que contratou direito, dentro da nossa realidade'.
Eu, como otimista que sou, lembro que a realidade se molda de acordo com as nossas vontades, de nosso pensamento: basta realizarmos as transformações necessárias dentro que isto se espelhará fora.
Atenção à defesa, combate no meio, precisão no ataque e seja o que o Glorioso quiser!
SAN
K1
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domingo, 25 de janeiro de 2009
Glorioso realismo
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Botafogo 2 x 1 Boavista
Se a estréia somatiza e resume em 90 minutos tudo o que acontecerá no ano, então é melhor nos prepararmos para fortes emoções.
A boa notícia é a de que a arbitragem vai ser 'quase' "condescendente" conosco: invalidou gol legítimo e anulou gol irregular. Vamos ver se na final vai se manter isto ou se o árbitro apitará em prol do adversário.
A má notícia, meio óbvia, é que falta conjunto.
Agrava isto o fato de termos perdido o combate do meio de campo que era o nosso forte até então. Sim, senti falta do Diguinho e do Túlio. E não é saudosismos ou o fato de estar acostumado com fulano ou beltrano.
Não senti falta alguma de Wellington Paulista, por exemplo, pois Victor Simões não fez gol, mas mostrou ao que veio - ao menos até agora (lembro-me que WP fez 14 gols no carioca e depois no ano inteiro fez 13).
Outro que senti falta, dois na verdade: Jorge Henrique no ataque endiabrando e driblando, algo que Reinaldo talvez possa suprir melhor que Diego o fez; e Renato Silva - quem diria que falaria isto -, se antecipando no combate. Emerson, sei não...
Já Maicosuel, o que falar dele? Lúcio quem? Uma partida apenas, mas pelo futebol de hoje e pelas declarações, 'eu quero que a torcida se lembre do Maicosuel, e não mais do Lucio Flavio', Maicosuel mostrou que tem estrela e que veio para ficar: marcou logo os dois, em momentos importantes e decisivos.
Quem se destacou também foi Victor Simões, que se mexeu bem e deu alguns bons chutes a gol, mostrando faro.
O que não pode é perder de bobeira bola no meio e no ataque .
A defesa também esteve aquém e precisa ficar mais alerta para não 'tomar bola nas costas'.
De toda maneira, ainda se precisa objetivar algumas questões que se necessita.
E, sendo honesto: que golaço do Boavista! Visão é fundamental.
SAN
K1
A boa notícia é a de que a arbitragem vai ser 'quase' "condescendente" conosco: invalidou gol legítimo e anulou gol irregular. Vamos ver se na final vai se manter isto ou se o árbitro apitará em prol do adversário.
A má notícia, meio óbvia, é que falta conjunto.
Agrava isto o fato de termos perdido o combate do meio de campo que era o nosso forte até então. Sim, senti falta do Diguinho e do Túlio. E não é saudosismos ou o fato de estar acostumado com fulano ou beltrano.
Não senti falta alguma de Wellington Paulista, por exemplo, pois Victor Simões não fez gol, mas mostrou ao que veio - ao menos até agora (lembro-me que WP fez 14 gols no carioca e depois no ano inteiro fez 13).
Outro que senti falta, dois na verdade: Jorge Henrique no ataque endiabrando e driblando, algo que Reinaldo talvez possa suprir melhor que Diego o fez; e Renato Silva - quem diria que falaria isto -, se antecipando no combate. Emerson, sei não...
Já Maicosuel, o que falar dele? Lúcio quem? Uma partida apenas, mas pelo futebol de hoje e pelas declarações, 'eu quero que a torcida se lembre do Maicosuel, e não mais do Lucio Flavio', Maicosuel mostrou que tem estrela e que veio para ficar: marcou logo os dois, em momentos importantes e decisivos.
Quem se destacou também foi Victor Simões, que se mexeu bem e deu alguns bons chutes a gol, mostrando faro.
O que não pode é perder de bobeira bola no meio e no ataque .
A defesa também esteve aquém e precisa ficar mais alerta para não 'tomar bola nas costas'.
De toda maneira, ainda se precisa objetivar algumas questões que se necessita.
E, sendo honesto: que golaço do Boavista! Visão é fundamental.
SAN
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Vamos que vamos! Levantar a taça vamos!
Não tem atraso burocrático na inscrição do Jean Carioca; não tem cotovelada de Thiaguinho; nem a lesão de Reinaldo - provocado por um irresponsável treino em meio à um dilúvio, colocando nosso investimento em risco! Nem o Leandro Guerreiro de líbero, posição na qual não atuou bem ano passado pelo que me lembre.
Nenhum desses auto-boicotes clássicos do Botafogo nos fará ficar de fora da final e levantar o título que, por direito e justiça, foi nosso nos últimos dois anos. Seremos tetra-morais.
Nada irá nos segurar. Nem a saudade do Jorge Henrique que está arrebentando no Corinthians, nem a falta de jogadas ensaiadas da era Cuca.
Começamos zerados, sem peso, prontos para subir e brilhar em nosso lugar de direito!
Que tenhamos uma Boavista do alto da tabela!
SAN
K1 - imbuído daquele espírito Glorioso de começo de temporada!
Nenhum desses auto-boicotes clássicos do Botafogo nos fará ficar de fora da final e levantar o título que, por direito e justiça, foi nosso nos últimos dois anos. Seremos tetra-morais.
Nada irá nos segurar. Nem a saudade do Jorge Henrique que está arrebentando no Corinthians, nem a falta de jogadas ensaiadas da era Cuca.
Começamos zerados, sem peso, prontos para subir e brilhar em nosso lugar de direito!
Que tenhamos uma Boavista do alto da tabela!
SAN
K1 - imbuído daquele espírito Glorioso de começo de temporada!
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sábado, 14 de junho de 2008
Ficamos à Beira, do outro lado do Rio da Vitória
Antes de mais nada: não pude novamente ver o jogo, pois estou na reta final do tal curso de psicologia junguiana. Pior, descobri que desfalcarei o Glorioso e nossa Constelação no próximo sábado. Enfim, paciência, o curso é caro e vale a pena, ainda mais na reta final.
Tudo diferente do que está em jogo, literalmente.
O campeonato aparentemente está no seu início - ilusão, pois em pontos corridos todo jogo deveria ser encarado como decisão. Daí já dá para ver que o time está precisando de algo mais, de uma atenção - foco - e vontade a mais. Mais poder de (re)ação, de decisão, de confiança.
Pelo que pude acompanhar, o time até se impôs sem contudo ameaçar o gol - fato ocorrido somente nos últimos 15 minutos. Em suma, esteve mal, individualmente em nossas principais peças e promessas e coletivamente, com nosso técnico demorando para mexer para sufocar o adversário - e não adianta ficar parabenizando o goleiro adversário: tá na hora de olharmos mais pra nós mesmos e acertar internamente o foco para brilhar com todo resplendor em todas as direções, em todas as situações.
Quem é superior tem que exercer sua superioridade, essa é a moral do vencedor.
Enfim, botar mais um atacante somente na segunda metade do segundo tempo é não ter culhão de ganhar uma partida com um a mais e com o Inter desfalcado de suas principais peças. Aliás, temos perdido ou ganho no sufoco - e por pouco - de times claramente inferiorizados de seu real potencial. Vamos abrir o olho, pois não daremos a mesma sorte o campeonato todo.
E ao invés de abrir a carteira para trazer mais um zagueiro do Boavista - que negócio é esse de zagueiros? que negócios é esse com o Boavista? ainda não engoli aquela derrota que os classificou para disputar a Série C - abrir a carteira para investir em reforços (!) de verdade para o meio/armação e ataque.
Unânime é o pedido pela volta do Ferrero e o banco para o Leandro Guerreiro, concordo. Túlio foi criticado por uns, elogiado por outros, mas no balanço ficou a impressão de estar se recuperando da fase ruim e voltando lentamente a ser um bom jogador. Só falta voltar a ter a postura de vencedor e líder - que aliás andam inseparáveis, como cara-e-coroa.
Renan recebeu críticas - de fato falhou no segundo gol -, mas vinha bem nos demais jogos e foi - a meu ver - injustamente preterido no jogo paulista contra o Corinthians, no qual Castillo vacilou no primeiro e falhou clara e drasticamente no segundo gol - o que foi muito pouco comentado, preferindo-se execrar o hoje também execrado Zé Carlos; Castillo tem crédito, mas entrou quando não estava ainda 100% recuperado e no lugar de quem vinha ganhando e passando confiança e a teve, juntamente com a seqüência, quebrada. Por tudo isto, apoio ao Renan, que é goleiro de seleção e merece essa força; afinal, se não fosse o erro cabal do Leandro de tirar a bola a meia altura acertando a cara do Túlio em mais uma comédia palestão da defesa alvinegra, nada disso teria acontecido. Todavia, vale a lembrança: fecha as pernas, senão gluglu!
Quando penso na Sul-Americana e olho pro time, desconfio. Quando olho para o banco, tenho a certeza de que nos faltam peças de qualidade para sermos competitivos e o mesmo espírito ao nada inspirador Geninho - depende de nós passarmos a garra das arquibancadas para o técnico e para o time como um todo: xô, apatia, eu quero é títulos.
Pelo rumo que a coisa tá tomando o quase poderá ser mantido, mas com tabela invertida. Mais um motivo para apoiarmos incondicionalmente em campo e criticar equilibradamente fora dele, não malhando a torto e a direito, mas fortalecendo com soluções e propostas em uma união que só fará bem ao Glorioso, que precisa recuperar o seu brilho novamente, sem depender de um ou outro jogador e sim refletindo a serenidade e força do grupo composto por diretoria, time, comissão técnica e torcida, sempre o fiel da balança e que precisa tomar a medida de apoiar mais, urgentemente.
SAN
K1
Tudo diferente do que está em jogo, literalmente.
O campeonato aparentemente está no seu início - ilusão, pois em pontos corridos todo jogo deveria ser encarado como decisão. Daí já dá para ver que o time está precisando de algo mais, de uma atenção - foco - e vontade a mais. Mais poder de (re)ação, de decisão, de confiança.
Pelo que pude acompanhar, o time até se impôs sem contudo ameaçar o gol - fato ocorrido somente nos últimos 15 minutos. Em suma, esteve mal, individualmente em nossas principais peças e promessas e coletivamente, com nosso técnico demorando para mexer para sufocar o adversário - e não adianta ficar parabenizando o goleiro adversário: tá na hora de olharmos mais pra nós mesmos e acertar internamente o foco para brilhar com todo resplendor em todas as direções, em todas as situações.
Quem é superior tem que exercer sua superioridade, essa é a moral do vencedor.
Enfim, botar mais um atacante somente na segunda metade do segundo tempo é não ter culhão de ganhar uma partida com um a mais e com o Inter desfalcado de suas principais peças. Aliás, temos perdido ou ganho no sufoco - e por pouco - de times claramente inferiorizados de seu real potencial. Vamos abrir o olho, pois não daremos a mesma sorte o campeonato todo.
E ao invés de abrir a carteira para trazer mais um zagueiro do Boavista - que negócio é esse de zagueiros? que negócios é esse com o Boavista? ainda não engoli aquela derrota que os classificou para disputar a Série C - abrir a carteira para investir em reforços (!) de verdade para o meio/armação e ataque.
Unânime é o pedido pela volta do Ferrero e o banco para o Leandro Guerreiro, concordo. Túlio foi criticado por uns, elogiado por outros, mas no balanço ficou a impressão de estar se recuperando da fase ruim e voltando lentamente a ser um bom jogador. Só falta voltar a ter a postura de vencedor e líder - que aliás andam inseparáveis, como cara-e-coroa.
Renan recebeu críticas - de fato falhou no segundo gol -, mas vinha bem nos demais jogos e foi - a meu ver - injustamente preterido no jogo paulista contra o Corinthians, no qual Castillo vacilou no primeiro e falhou clara e drasticamente no segundo gol - o que foi muito pouco comentado, preferindo-se execrar o hoje também execrado Zé Carlos; Castillo tem crédito, mas entrou quando não estava ainda 100% recuperado e no lugar de quem vinha ganhando e passando confiança e a teve, juntamente com a seqüência, quebrada. Por tudo isto, apoio ao Renan, que é goleiro de seleção e merece essa força; afinal, se não fosse o erro cabal do Leandro de tirar a bola a meia altura acertando a cara do Túlio em mais uma comédia palestão da defesa alvinegra, nada disso teria acontecido. Todavia, vale a lembrança: fecha as pernas, senão gluglu!
Quando penso na Sul-Americana e olho pro time, desconfio. Quando olho para o banco, tenho a certeza de que nos faltam peças de qualidade para sermos competitivos e o mesmo espírito ao nada inspirador Geninho - depende de nós passarmos a garra das arquibancadas para o técnico e para o time como um todo: xô, apatia, eu quero é títulos.
Pelo rumo que a coisa tá tomando o quase poderá ser mantido, mas com tabela invertida. Mais um motivo para apoiarmos incondicionalmente em campo e criticar equilibradamente fora dele, não malhando a torto e a direito, mas fortalecendo com soluções e propostas em uma união que só fará bem ao Glorioso, que precisa recuperar o seu brilho novamente, sem depender de um ou outro jogador e sim refletindo a serenidade e força do grupo composto por diretoria, time, comissão técnica e torcida, sempre o fiel da balança e que precisa tomar a medida de apoiar mais, urgentemente.
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