domingo, 13 de julho de 2008
Botafogo B: garoto novo - Chocolate Suiço
Porque manchar nossa história com um vexaminoso 6 x 0 para um tal de Young Boys que nem sei daonde é não tem dinheiro que pague - apenas ameniza.
O time tava zoando?
A matéria que li era muito superficial e não detalhava a catástrofe, mas de fato gostaria de saber quem foram os (ir)responsáveis por esse vexame, esse fiasco, essa desgraça que mancha nosso currículo. Os culpados devem pagar por isto.
Em pensar que os europeus lembram da gente pelas primorosas exibições do Garrincha e, mais recentemente, pela corajosa e voluntariosa conquista da Taça Teresa Herrera, que jogamos com uniforme do La Coruña porque não levamos o segundo uniforme ao estádio e a final era contra o Juventus de Turim, que vencemos nos pênaltis após empate de 4x4.
Era um Botafogo que não deixava a chama se apagar, que honrava o manto - mesmo quando jogava com camisa de outro clube por falta de organização e competência da diretoria.
Diretoria aliás que, segundo o Rotenberg, 12 anos depois, tem feito o seu papel. Tem? Não vejo isso bem dessa forma não: acho que falta a contratação de craques, chega de apostas. Dispensa a maior parte, fica apenas com os melhores e recomeça tudo de novo.
Deixo aqui o vídeo da final do Botafogo superando a Juventus - 10 minutos memoráveis e que valem cada momento.
Tem que mostrar isso para os jogadores. É assim que se representa o Glorioso.
Isto no intuito de lembrarmo-nos de que fazemos história a cada segundo e que, ao menos de nossa parte, primeiro devemos apoiar incondicionalmente, depois cobrar conscientemente.
SAN
K1
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A síndrome do quase que se exploda. - Agora vai praonde? - Resultado da 6.enquete
Depois da convincente vitória contra o Grêmio, você acha que agora vai?
Disputar título!
0 (0%)
Disputar Libertadores
2 (50%)
Disputar a Sul-Americana
0 (0%)
Ficar por ali no meio, sem incomodar ninguém
0 (0%)
Vai sim! Vai disputar pra não cair
2 (50%)
Pelo visto a confiança não abandonou apenas o time. Rotenberg deu declaração de que a torcida murchou e disse compreender.
Túlio ainda fala da 'síndrome do quase'.
Na boa? Se quiserem minha opinião, digo que estão todos com postura errada. Não deve haver síndrome do quase, fomos guerreiros, disputamos bem, fomos muito melhores que nossos adversários e se continuassemos com fé em nosso trabalho e potencial o título seria nosso - mas nos abatemos e estamos caindo tanto quanto subimos. Já disse em outro post que quem almeja o céu está franqueado ao inferno - deve-se cuidar dos passos, testa baixa, conduta elevada.
E o dirigente tem que dar o exemplo: tem que conclamar a torcida, não dizer que entende e falar que precisa de ídolos. Tem verba pra trazer ídolo ou tem que fabricar?
Se tiver que fabricar um dos ingredientes mais importantes é a torcida, o fermento para fazer tudo crescer mais rápido: mais apoio, mais verba, mais vitórias.
Tá na hora de mudar a lógica do raciocínio e pensar como de fato somos: time grande. E este começa sempre por uma torcida grande e com apoio incondicional.
SAN
K1
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Época de mudança, época de dedicação
Todavia, tal qual uma árvore que nutre seus frutos pela raíz, também os erros mais vistosos tem sua origem fora do alcance da visão da imensa maioria.
Não diz o dito que temos que 'ir à raiz dos problemas'?
Pois bem, em um almoço com meu tio, responsável direto por me tornar alvinegro, começamos a trocar umas idéias sobre a atual fase do Glorioso e ele, pessimista, justificou sua afirmação de que esse ano teriamos que torcer para não cair:
"É tudo politicagem! Tão abandonando o Bebeto. Ele quis moralizar a coisa toda, tirar mordomias e isso incomoda. Perdeu o apoio do Renha porque não se afastou do Montenegro; mas o que não entendo é que agora este apóia aquele. Com o enfraquecimento do Bebeto, o futebol ficou entregue: pode reparar que o nível das contratações caiu e ficamos agora como vitrine para os jogadores do Boavista e Resende. Por quê? Porque o dinheiro circula entre eles; lá só tem ex-dirigente alvinegro ou empresário mancumunado. O problema é que o Bebeto também cometeu dois erros graves: é centralizador demais mesmo quando não o pode ser e terceirizou o departamento médico para o Cunha, que me parece que quarteirizou o negócio e isto tomou tamanhas proporções que o Cuca chegou a ficar brigado internamente por falta de apoio do departamento médico, que demorava pra recuperar os jogadores."
Não soube e não sei o que dizer sobre isto tudo.
Não sei se são apenas conjecturas, se são fatos ou leituras, não sei, isso ficou no ar, amarrado na realidade que vivemos. Mas definitivamente sei que não estamos indo bem. Os gloriosos caminhos que se apresentavam há exatos um ano não estão se confirmando, estamos nos apequenando e não crescendo.
Saídas comentadas no almoço e algumas pensadas desde então:
- Bebeto assume a centralização, afasta algumas pessoas que estão impedindo a moralização e volta a se aproximar do Renha, enfraquecendo o Montenegro, que de fato comete equivocos - perdemos nossos melhores jogadores porque nossos dirigentes foram ofensivos, torcedores e não profissionais; vejam se algum jogador rubro-negro foi esculachado pelo vexame (maior!) do maraca, enquanto isso babamos vendo o Dodô tirando onda no Fluminense. Jogador também gosta de respeito e profissionalismo.
- União Incondicional desde já - chapa única forjada através do diálogo e aproximação onde um fortalece através de suas qualidades o lado negativo do outro. TODOS SÃO IMPORTANTES PARA O BOTAFOGO! Bebeto, Montenegro, Renha - até o Rotenberg, que está nos devendo boas contratações depois de Escalada, Bruno Costa e cia.
Idealmente, fico com a segunda, mas algo me diz que passamos do ponto e que a primeira seria a possibilidade prática e concreta de reavermos nosso rumo.
De toda maneira, o que se evidencia é que o time precisa de uma mudança de postura e esta deve vir de cima, como exemplo.
Precisamos segurar nossos melhores jogadores, dispensar a turma que está aquém de nosso nível e de nossas metas e contratar poucos, mas decisivos reforços que de fato honrem esta palavra: ser um reforço, não um remendo.
E para selar este momento e pensamento, supersticiosos que somos, publico a foto do caminhão de mudança que nos confirmou estarmos cogitando as saídas de maneira correta.
"com dedicação" - que nossa mudança para o alto e avante também proceda desta maneira.
Transportemo-nos para o topo, só depende de nós. Da união e dedicação de todos nós.
SAN
K1