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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sport, Flu, quantos mais? Chega!

Aproveito para comentar nossos dois últimos jogos de uma só vez, já que ambos devem ser percebidos como derrotas.

Vamos ao mais recente: foi falta no meio-campo no lance que originou o gol do Fluminense?

Independente disto, direto ao que interessa de verdade: o Fluminense, nosso freguês nos últimos anos, conseguiu a vitória com um golaço de seu artilheiro e craque - dois elementos que simplesmente faltam ao Botafogo. E isto aos 43 minutos do segundo tempo. Me pergunto se já não nos cansamos de perder partida assim, no finalzinho. Será que ainda não aprenderam?

Depois iremos com certeza ler que "valeu o aprendizado", "o time acredita", "o grupo confia em fulano", "beltrano lamenta gol de cicrano", "goleiro lamenta gol no fim, mas exalta qualidade do atacante" (essa então é de morrer!)... isso tudo, na boa, entra no mesmo saco do papinho sobre reforços: pura cortina de fumaça pra tirar a atenção da realidade. Daqui a pouco não vale a pena trazer mais ninguém, pois o pelotão da frente já se distanciou.

Aliás, queria saber se o André Silva ainda fala de título. E, sinceramente, gostaria de saber qual o real objetivo da diretoria, da comissão técnica e desse bando de jogadores: só pra eu também dosar minhas expectativas, me programar e cuidar de meu coração alvinegro pra que não sofra desnecessariamente.

E é bando, porque é assim que vem se apresentando. Parte por culpa do técnico que fica inventando de lançar jogador sem condição e mudar esquema tático, parte por culpa dos jogadores que não honram os salários em dia que estão recebendo. E, por fim, parte por culpa da diretoria que não contrata direito - não pode trazer Diego e negar Palermo - e não exerce pressão sobre a comissão técnica que tem se mostrado perdida quando não covarde em sua postura tática, parte - significativa - culpa também da torcida que não apoia o time e dá renda ao clube. Fica difícil cobrar depois.

E, só pra não passar em branco - como vem fazendo nosso ataque: contra o Sport eu bem que poderia levantar a plaquinha: 'Eu já sabia e avisei no post antes do jogo' - os reservas armados como o Sport jogaria golearam os titulares e o Ney Franco ainda se gabou disto.

Se nosso ataque não faz gol, perderemos ou no máximo empataremos. Se nosso meio for inoperante criativamente continuaremos a nos defender covardemente. E se nossa defesa depender de Emerson, gol do adversário. Não adianta ter bom goleiro, que aliás fez no mínimo duas defesas salvadoras durante o jogo.

E esses dois desastres e fracassos não serviram nem pra derrubar o técnico, nem pra contratar gente boa de verdade. Só serviram pra deixar nossa semana e posição na tabela mais cinza.

Preto-no-branco? Quero menos falácia, mais time e resultados a altura do Glorioso.

SAN

K1

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

G4+Melhor do Rio

Jogo a jogo, placar a placar cresce em mim uma confiança de que surpreenderemos. Uma vitória contra o Cruzeiro confirmará o que a vitória por 1 x 0 contra o Sport, dentro da casa dele, já apontou: quem sabe...

Por enquanto o que se sabe é que estamos no G4: chegamos! E antes de nossa meta estipulada. De quebra ainda somos melhor do Rio - algo que nos pertence de direito.

Destaques do jogo: Renan, que com excelentes defesas garantiu o resultado; Renato Silva, absoluto, como em todos os demais 31 jogos; Jorge Henrique, incansável e oportunista, forçou bem o gol em cruzamento açucarado de Wellington Paulista. Túlio, como sempre seguro.

Se o bom trabalho do Ney Franco perdurar podemos surpreender: 'quem sabe', como diria a mineirce alvinegra.

Iniciarei aqui uma silenciosa, modesta e despretenciosa contagem: faltam 10.

Vamos simbora, pro Engenhão: Torcer! Gritar! É Campeão!

SAN

K1

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Taxista sabe tudo!

Confesso que não vi o jogo da final da CB: estava ensaiando uns mantras no Instituto Nyingma aqui do Rio. Vi os gols somente quando cheguei em casa, com fé abri o browser e os olhos e lá estava o que tanto queria ver: Sport 2 x 0.

Alma lavada, justiça feita - e antes que vocês pensem qualquer coisa, afirmo: menos por termos sido desclassificados pelo Leme do Tietê, mais pela forma como nos trataram, como nos humilharam nas arquibancadas e no vestiário.

A justiça tarda, mas não falha. E é exatamente este o tema deste post.

Na ida ao ensaio fui trocando idéia com um simpático taxista que ficou me contando sobre os artistas mal-humorados que ele volta e meia leva em sua viatura. Fofoca não interessa, todavia, ele fez um comentário que me fez encher o peito de orgulho e a boca de palavras: o BOTAFOGO é diferente.

Comentava que não entendia por que uma determinada rua não recebia o nome e fazia homenagem ao seu ilustre morador em vida, citando o caso da Rua Vinícius de Moraes, do nosso querido poetinha e grandissíssimo AlviNegro - que me perdoem as demais torcidas, mas ser BOTAFOGO é ser intelectual.

Invariavelmente brotou de meu coração e pulsou de minha Estrela o orgulho que tomou corpo em minha boca que proferiu: o BOTAFOGO é diferente. Nós homenageamos o Nilton Santos em vida. Tem até projeto de lei que visa transformar o engenhão em Arena Estelar Nilton Santos, com direito a estátua da Enciclopédia e tudo mais - lindo nome, não?

E daí surgiu um amistoso diálogo de como os brasileiros não dão valor em vida ao que tem. E olha que o Glorioso aprendeu com seus erros e falo aqui do nosso anjo das pernas tortas. Nilton e, em menor escala, Josimar são exemplo de como nos redimimos e estamos de novo em órbita com nossa essência ética - quem conhece a belíssima e tocante história da fusão que resultou em nosso AlviNegro da Estrela Solitária sabe do que falo.

O BOTAFOGO é diferente, só precisa se dar conta disso e assumir que é vanguarda e exemplo para os demais - dentro de campo e além arquibancadas: o fair play, o amor entoado, a ética na conduta, o respeito por todos e a atitude nobre.

O Brasil podia aprender um pouco com o Botafogo, que ainda é tanto Brasil - e ambos podem ser muito mais.

Em tempo: no segundo trecho - entre a Cobal e o Instituto; sim fiz um pit stop para dar um abraço nos amigos - o taxista era AlviNegro, confessou acanhado, se abrindo apenas após a minha ostentação convicta. Seu comentário principal fora: o que é que o Geninho veio fazer aqui. Pra ser ele, preferia o Cuca. Vamos aguardar, mas algo que diz que Taxista sabe tudo!

SAN

K1

Eu choro por ti, Corinthians! Roooaaor, é o Sport, mané!

"Em clima de velório e com bastante choro, os torcedores saíram cabisbaixos do clube. Apenas alguns mais exaltados iniciaram um princípio de confusão. - Fomos roubados, o juiz é um ladrão. Mas aqui é Corinthians e fomos guerreiros. Isso vai passar e vamos dar a volta por cima – dizia uma torcedora, chorando. " - Globo.com

E aí, Dentinho, chooora Gambá! Praga AlviNegra pega. E abre o olho na segundona...

Agora que o Sport jogou mais ninguém comenta, né? Que o goleirão levou por entre as pernas, nenhum comentário.

Mas é isso, depois é o Botafogo que quer ser respeitado, que reclama da arbitragem, que chora.

Parabéns ao Sport, legítimo campeão da Copa do Brasil de 2008 e do Campeonato Brasileiro de 1987. ;)

Aqui vale o comentário: se a força de nossa praga é tamanha, imagina a mesma energia canalizada como apoio incondicional ao nosso Glorioso? Reafirmo: precisamos de mais fé em nós mesmos.

SAN

K1

terça-feira, 10 de junho de 2008

Aqui se faz, no Recife se paga!

"Andrés Sanches esbraveja em Recife e quer mais 2.200 ingressos para o Timão - Clube paulista conseguiu apenas 800 entradas para a final da Copa do Brasil, contra o Sport, nesta quarta-feira à noite, na Ilha do Retiro" - Globo.com

"- Sem ingresso vai ficar complicado. É um absurdo uma caravana viajar por três dias e não ter ingresso. Foi combinado na reunião que fizemos em São Paulo (com a diretoria do Sport, antes do primeiro jogo) que os torcedores viajariam com as entradas - esbraveja o presidente do Timão, Andrés Sanches." - Globo.com

É Sr. Andrés Sanches, nós também achamos, isso, nós também achamos um absurdo reter ingressos. Desejo que os mano sejam tratados da mesma maneira que nós o fomos em São Paulo. E que o Sport tenha o mesmo fair play que seus Gaviões e Abutres tiveram conosco.

Mas é isso: aqui se faz, no Recife se paga. E tomara que no pacote vocês ainda possam dançar o frevo e levar o troco do chororô. Desrespeito tem limite: o estouraram com a maneira que trataram a gente, com a questão dos ingressos e com o deboche. Agora tá na hora de receber a conta e ver o Sport faturar o caneco.

Causa e efeito, karma, justiça divina, dêem o nome que quiserem dar, mas eu só me dou por satisfeito com vitória leonina!

Sport é o Botafogo na final - apoio incondicional ao legítimo campeão de 1987. ;)

SAN

K1