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domingo, 22 de março de 2009

Deu tudo certo hoje

E não me refiro apenas ao nosso jogo, que ganhamos tranquilamente de 4 x 0.

A rodada toda foi boa pra gente: Bangu e Flamengo perderam e assumimos justamente a liderança de nosso grupo, distantes do Friburguense pelo saldo de gols.

Aliás, como está bem nosso ataque - marcamos quatro hoje: só não pode mais passar em branco em dia de clássico. Mas, confesso, que achei ótimo tanto a vitória do Vasco sobre a gente, quanto a deles hoje sobre o Flamengo: é bom subirem no salto, depois o tombo será maior, caindo direto na realidade da segundona.

E por mais que todos queiram que o Vasco se beneficie no carioca, se continuarmos jogando nosso futebol não tem pra Fluminense de Fed e Parreira, Flamengo de Cuca e Zé Roberto e Vasco de Dorival e Carlos Alberto: temos time para sermos campeões sob qualquer circunstância.

Só não pode imperar - o que já ouvi de diversas fontes de distintos clubes - interesse de ser realizado a 'grande final' com vistas à renda dos dois jogos extras: chega de interesse financeiro ditando o ritmo das coisas e alterando o destino. Não é bom brincar com aquilo que é mais forte.

Gostaria de destacar tanto a jogada e gol 'a la Pelé' de Maicosuel em passe primoroso de Thiaguinho - que se torna cada vez mais importante no time -, quanto a preocupação com a imagem de ver nosso mago com bota de imobilização: que seja nada grave, que se recupere rápido e que não sinta dor.

De resto, o que ressaltar: temos o artilheiro do campeonato e dois logo atrás - Victor Simões e a dupla Maicosuel e Reinaldo, respectivamente.

Seria bom ver o Engenhão lotado, mas temo que o preço esteja acima do que a galera alvinegra está disposta a pagar, afinal, não estamos falando do maraca que é logo ali: chegar no Engenhão demanda tempo e dinheiro, principalmente tempo.

Importante pensarmos em uma alternativa para atrairmos mais público.

O time está merecendo, o clube sempre mereceu.

SAN

K1

domingo, 8 de março de 2009

Deu Pantera contra o Tigres

Penalidade não marcada, faltas não dadas e vitória: ou seja, o de sempre.

O time assumiu em entrevista para a globo.com que não jogou bem - mas olha que acho que jogou melhor que contra o Dom Pedro. De qualquer maneira a postura é ótima em véspera de clássico - no qual espero ouvir o silêncio em homenagem ao Carlos Alberto ou a cantoria similar à que fizemos para o Zé Cachaça.

Destaco Victor Simões, Alessandro, Fahel e Thiaguinho, além da importante e gratificante estreia de Gabriel, que em sua primeira partida como profissional marca um golaço, o da vitória.

Um comentário que não quer calar: será Diego o novo Fábio do Botafogo?

E quando aquilo é falta do ataque, quando na verdade foi penalidade a favor do Botafogo, na falta sofrida por Fahel.

Pode dar 3 minutos desnecessários de acréscimo, nossa Estrela brilha eternamente, independente de manipulações.

SAN

K1

domingo, 2 de novembro de 2008

dERROtaS: duas vezes prejudicados

Vi os jogos contra o São Paulo e contra o Atlético Mineiro da TV do hospital do Amparo, que fica na Rua Estrela, pois meu avô fora internado com pneumonia: fui escalado titular do turno noturno e obviamente me senti honrado por ter sido convocado, afinal devo a ele muito mais que 2/3 do meu nome. Dedicação ao trabalho, humildade, força de vontade, simpatia indiscriminada, seriedade e muitas outras qualidades mais vieram a reboque na história que vem sendo escrita há mais de 95 anos e que tanto me inspira.

Menos inspiradora, melhor dizendo, brochante, é a novela dos roubos contra o Glorioso: contra o São Paulo fomos prejudicados pelo gol mal anulado. Aliás, muiiiiito mal anulado. Até a Globo saiu em nossa defesa!

E hoje, contra o Atlético Mineiro também, a transmissão foi clara ao afirmar que o Botafogo não só merecia ter ganho a partida como foi claramente prejudicado com a marcação da penalidade, inexistente, e da expulsão, que valeria ao Rodrigo Sá - que vinha fazendo uma partida a meu ver correta - um cartão amarelo. Só a globo.com é que não registrou nada disso...

O time mostrou força de vontade, correu, se entregou, com destaque a meu ver para Renan - que mostrou que não se abalou com a falha no jogo contra o São Paulo - e fez importantes defesas, inclusive com arrojadas saídas com o pé; Jorge Henrique, sempre incansável e habilidoso ajudando na frente, atrás e executando o que lhe fora pedido taticamente - esse é identificado com o manto e joga, deve ficar para 2009, alô diretoria! -; Diguinho, outro identificado, lutador e que comandou o meio, aparecendo bem na frente; e, Carlos Alberto em uma de suas melhores exibições pelo Glorioso, fazendo jus à faixa de capitão sendo premiado com um golaço.

Destaques negativos, na minha visão foram dois: Wellington Paulista, que nada fez a não ser cair e fazer falta; e Eduardo, que entrou com cabelo estiloso, chuteiras idem e com um jogador a menos do nosso lado quis ficar enfeitando nos dribles e passar por três adversários mais de uma vez, sempre perdendo a bola e enfrentando contra-ataques, sem falar no gol perdido no bico da grande área, que isolou relativamente perto... mas dali, sem marcação, era rede!

Pecamos novamente nas finalizações, tendo acertado o travessão mais de duas vezes e com o goleiro deles fazendo importantes defesas. Decisivo novamente foi o juíz a favor do adversário, inclusive deixando de marcar faltas próximas à grande área mineira e, fiquei na dúvida, uma penalidade em Carlos Alberto logo no finzinho.

Enfim, quarta tem decisão e é o que foi dito na transmissão: o glorioso conta com a torcida e o apoio incondicional para seguir vivo na Sul-Americana.

No Brasileirão é ganhar todas pra beliscar uma Libertadores, cada dia mais distante.

Vamos apoiar! O exemplo dado pelas torcidas do Vasco e do Fluminense hoje deveria nos inspirar.

SAN

K1

sábado, 25 de outubro de 2008

A sorte muda a cada rodada: FOGO!

Cheguei apenas para o segundo tempo no bar ao lado do Itahy, que passava o jogo do Fluminense, Joana Angélica, pois dei aula na barra até 15h30.

Sabia do placar de 2 x 0, mas não havia visto o golaço do Leandro Guerreiro de longe, no ângulo relembrando os velhos tempos dele. Tampouco vi o gol de Diguinho, puro oportunismo surgido da determinação. Ele, Diguinho, foi também o melhor em campo até ser substituído - por cansaço ou dor muscular - no segundo tempo agravado pelo forte calor do interior de Minas.

Quando cheguei, vi Túlio abraçando entusiastica e fortemente Diguinho, de tal maneira a expressar nosso clamour popular: "FICA DIGUINHO!

Vamos disputar a Libertadores ano que vem e conquistar o mundo: aí você vai pra Europa: por cima!

Da mesma maneira que estaremos. E que ficaremos, com o apoio de todos.

Aos 16 minutos do segundo tempo, mesmo com fortíssimo calor que fizera o juíz interromper a partida para hidratação generalizada, Jorge Henrique corre muiiiito para roubar a bola na defesa e levá-la para o ataque, carente da ligação de nosso maestro Lúcio Flávio. Garra. Disposição. Comprometimento. Dedicação.

As declarações pré-partida e intervalo também são positivas e reforçam a união do elenco. Desfalque apenas para o gorducho Zárate, que disse estar sem concentração para jogar devido ao atraso nos salários. Posso até entender, mas se estivesse na situação dele, tendo tido a 'colher-de-chá' que recebeu para se recuperar 'recebendo', eu não faria isso nem se tivesse profundamente abalado. Será que é mesmo o caso? Comente.

Se implementarmos o pensamento de que conseguindo a vaga para a Libertadores todos conseguirão uma maior visibilidade e valorização, uma nova realidade é possível.

Precisamos fechar um pacto coletivo em torno:
  1. G4
  2. Título da Libertadores
  3. Campeonato Mundial

Com isso todos ganham, tudo se valoriza.

A diretoria apresenta o planejamento financeiro, a estratégia de contratação e viabilidade financeira, com garantias; os jogadores que ficarão segundo o planejamento traçado confirmam o compromisso e se entregam 120% e param completamente de reclamar do juíz, adotando o Satyagraha. A torcida se compromete a comparecer em massa, com os atuais 7mil se responsabilizando por mais 4 amigos individualmente, totalizando quase 30mil e que já representa uma massa crítica de apoio.

Aos 30 minutos, entra Zé Carlos no lugar Triguinho e Emerson no lugar de Diguinho. Emerson? Quem? "Veio do Cruzeiro", segundo a TV. Noronha ainda comenta: "Diguinho era o melhor em campo. Botafogo perde uma grande arma."

Carlos Alberto driblou e foi pra cima bonito, mas chutou na boa saída do goleiro.

Aos 46, gol de Thiaguinho dá contornos finais à partida.

Estamos 7 pontos atrás do vice, 10 do líder.

Duas vitória e um empate nos separam do segundo colocado. Três vitórias e um empate do líder. É muito pouco para abrir mão de dois anos: do investimento desse e do solo fértil do próximo.

São sete (7) jogos que faltam. Se arrancarmos como quando o Ney chegou, TUDO, ao menos o G4 é possível.

Se Felipe Massa tá na briga pelo título da F1, nós estamos no páreo tanto num, quanto noutro campeonato.

Vamos fazer nossa parte! Vamoooos lotaaaar, o Engenhãããããoooo: TORCER! GRITAR! É CAMPEÃO.

SAN

K1

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Reflexos: assim na Terra, como no Céu

Incrível como a história se repete.

Diretoria sem palavra e sem pulso, time covarde, torcida ausente. E assim se perpetua o ciclo vicioso, alimentado vorazmente com a verborragia de nosso vice, Montenegro.

Não que ele tenha falado errado em afirmar que 'chega essa hora do ano, o time entrega'. Acho que todos gostariamos de mander essa 'real'.

Mas é que ele é dirigente, né? Falar que há racha quando aparentemente não há - duvido que o Lucio Flávio fosse defender o elenco da maneira que defendeu ao invés da confortável posição pró-diretoria, bem como Túlio e Diguinho o fizeram - e dizer que o ano acabou para o Botafogo... peraí!

Temos ainda o jogo de volta. Basta meter 3x0 e vamos rumo ao título!

Otimismo de minha parte? Talvez. Ainda mais quando o possível racha reflete em campo o racha político do clube... quando a 'letra' da apendicite de Carlos Alberto soa estranha desde o início e ecoa mal no contexto da pelada carioca em dia de jogo argentino...

Mas é que com tanta coisa em jogo ou se acredita, arruma a casa e vai pra cima ou se perde o investimento de um ano inteiro. E aí, a responsabilidade de botar ordem na casa é da diretoria que deve honrar seu planejamento financeiro.

Mais que isto, exemplo deve partir de cima: a diretoria tem que falar duro com e sobre os jogadores e cobrar empenho para que todos saiamos juntos dessa. Deve, acima de tudo, pedir para o torcedor acreditar e lotar o jogo de volta.

Além do que, falamos aqui de Sul-americana, mas nem o Brasileiro está decidido. Estamos na disputa sim da vaga para a Libertadores. Faça ele e faça a diretoria a parte que lhes cabe, pagando aos jogadores. Façam os jogadores a parte que lhes cabe, ganhando jogos como já demonstraram que podem fazê-lo - coincidentemente o desempenho começou a cair com a falta de pagamento, mas isto é um outro caso...

E façamos nós a nossa parte: vamos parar de ser torcida de modinha e olhe lá. Vamos comparecer e lotar o Engenhão para mostrar que o BOTAFOGO ESTÁ ACIMA disto tudo, é maior que a diretoria e o elenco, é maior que a própria torcida, do que você e de mim.

O Botafogo é uma Estrela Solitária que brilha ao longe, lá no topo e que se pudessemos alcançá-la e vê-la de perto com toda sua magnitude poderiamos ver que ela é uma Constelação Gloriosa que reflete a união de todos nós.

Vamos acreditar, vamos nos unir pelo Glorioso e fazê-lo brilhar.

SAN

K1

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Do intervalo ao segundo tempo: atitude Botafogo!

Nos meiões do intervalo da Globo só os rebaixáveis Fluminense e Vasco. Por que isso? Saí pra lá urucubaca!

Curiosidade: o jogo do Palmeiras é um jogo chique, todo ton-sur-ton em verde-limão. E pra falar dos outros dois brasileiros da noite, Palmeiras e Atlético Paranaense, ambos empatam por enquanto. Nós precisamos vencer. Eles estão com um mistão, nós com nossa força completa.

Nos melhores momentos do intervalo, 4 foram do América de Cali e apenas 1 do Glorioso, que de fato precisa partir mais pra cima: aliás, o de sempre; atacar mais pro gol e menos pro vazio. Vamos vencer, Fogo!

Cena em que Lucio Flavio é escoltado para escanteio. Espero que aqui seja desnecessário garantir a segurança do adversário dessa maneira e que o clube colombiano seja punido.

Começa o Segundo Tempo

Aos 2 minutos e meio falta acintosa em Wellington Paulista e nada, nem marcado foi.

Aos 6, mais uma. Lucio Flavio vai bater. Ensaiada. Que primor! Carlos Alberto perde de cabeça com Wellington Paulista logo atrás. Típico gol que fará falta mais a frente.

Resposta rápida do América de Cali: defesa difícil de Castillo.

Contra-resposta na mesma velocidade: de novo Carlos Alberto desperdiça em bola cruzada e não cortada na área do América de Cali.

Aos 10, dois passos de nossa área, falta a favor do América de Cali: bola no travessão; independente de barreira abrindo, que porrada!

Essas duas estrelas fakes no ombro do América de Cali iludem, mas não ofuscam a Estrela Solitária, Gloriosa sempre!

Aos 16, André Luis leva corretamente o amarelo por levantar o adversário com uma tesoura lateral. Tem nada que aplaudir o juíz, André Luis! Numa dessas ele entende que é ironia e te expulsa e como ficamos?

Apesar de não fazer gol até os 20 minutos, ao menos no segundo tempo o Botafogo está melhor e podemos afirmar que está dominando a partida.

Tá. Só pra quebrar o meu último comentário, gol do América de Cali aos 27 minutos, em rara oportunidade de ataque no segundo tempo. Escanteio batido, cabeceio sozinho pro bico esquerdo da pequena área e chute sem marcação, tampouco defesa no canto oposto de Castillo.

No minuto seguinte estamos no ataque novamente. Mas nada.

30 minutos: falta de ataque de Wellington Paulista.

Aliás, quando nosso ataque irá marcar gols em uma partida, já que todas são decisivas - quer mata-mata, quer pontos corridos?

33. Sai Jorge Henrique, entra Lucas Silva. Sinceramente, não sei o que dizer.

A porção de provolone à milanesa do Itahy não está me tirando o amargo da derrota da boca. Vamos Fogo!

Renato Silva sobe pra tirar de cabeça. Nós estamos perdendo, mas eles é que aumentam o volume de jogo.

38 e clara simulação do América de Cali, mas nada de amarelo. E ainda falta pra eles.

Aos 45 minutos, Ney coloca o Zé Carlos - pra quê? Perder os preciosos últimos minutos? Enfim... e o Zé Carlos mostra ao que veio e que já deu: recém-entrado no lugar de Triguinho não consegue dominar uma bola claramente lançada e relativamente fácil de se dominar.

Mais demora durante a prorrogação. Juíz não dá desconto: 48 e nada mais. Não levou em consideração as substituições. paradas para atendimento, etc.

Etc, blablabla, etc, etc, etc, mais uma derrota, blablabla... o que dizer?

VAMOS GANHAR FOGO!

E olha que segundos antes do jogo eu postara sobre a questão da postura: temos que ter atitude para sermos Gloriosos!

SAN

K1

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Até quando, Botafogo? Quo vadis?

Escrevi o post durante o jogo. Mas não postei por pura falta de ânimo. Acho que você deve me compreender muito bem, não?

Mas, sejamos realistas, agora que o Rei está nu e o time fora do G4: tudo isso já era anunciado há algum tempo, não?

Desandamos há muito - 2 empates no final do jogo, derrota lamentável em casa -, mas termos ficado sem méritos no G4 por tanto tempo é o que nos deixou acomodados. A ponto de Wellington Paulista afirmar naturalmente que "aqui não há pressão". Há sim, companheiro, há sim.

De cara pergunto: até quando iremos maltratar o manto e seu maior patrimônio, nós, torcedores de coração? Quo vadis - aonde vais - aonde vamos parar?

Recentemente li o Renato Maurício Prado malhando nosso elenco e inicialmente pensei "Flapress", invejoso. Contudo, devemos tomar um ponto de equilíbio entre esta crítica ácida e o sonho dourado do Ney: temos um elenco melhor que o que tinhamos até o início do ano, com algumas peças de reposição, mas ainda não é o suficiente para tirar onda em duas competições simultaneamente. E agora que o desgaste das viagens internacionais começa é que quero ver como o time se comportará. Ao final do jogo, Ney deixou claro que o time recuou contra a sua vontade, algo contudo indicado pelo Túlio na entrevista do intervalo. Há de se checar isto!

As declarações já começam e me preocupar: "Ficou difícil falar em título". Se por um lado de fato ficou, pois perdemos dois jogos e empatamos dois jogos que eram 'baba-de-moça', por outro ainda temos 12 jogos que se forem só vitórias, nos fazem disputar sim o caneco. Muito mais que esta utopia a ser vivida, é necessário manter nosso padrão no alto. Baixar a meta para a área da Libertadores vai acabar fazendo a gente se contentar com a vaga pra Sul-Americana, anote o que eu estou dizendo.

Novamente nos acomodamos com um magro 1 a 0 e tivemos que aturar Athirson comandando uma virada do lanterna da competição, resultando não apenas na nossa saída do G4, mas a troca de posição com o Flamengo.

Que esta derrota sirva de lição: precisamos matar o jogo, exercer nossa supremacia, a nossa vontade de poder como diria Nietzsche. Nós queremos? Nós podemos! Vamos vencer, Fogo, porra.

Desculpe o palavrão, é emoção demais presa. É ver que podiamos estar ali, na segunda ou terceira posição, mas novamente não suportamos a pressão: um campeão se forja exatamente na pressão, mostra ao que veio nos momentos-chave, como o Palmeiras e o Cruzeiro têm feito reiteradamente.

À nós cabe a incumbência de sacudir a poeira dessa rasteira que levamos, levantar a cabeça, nos dar as mãos e superarmos à nós mesmos para chegarmos lá: no título da Sul-Americana e na vaga da Libertadores.

Se você for reparar, essa tem sido a tônica de meus posts: união, superação e, principalmente, auto-conhecimento. O Botafogo está no caminho, apesar de ainda errante - parafraseando o poeta alemão Goethe -, mas de certo estamos construindo um futuro melhor que o nosso passado recente; queremos contudo um título de e no presente. Vamos que vamos, Glorioso!

E vamos também, ao post escrito durante o jogo.

O primeiro tempo

Até os 15 minutos iniciais

Jogo morno, sem domínio claro, com jogadas e situações para ambos os lados, com destaque para a interceptação de Castillo de um cruzamento que pararia na cabeça do atacante da Portuguesa e consequentemente no gol alvinegro. Ou seja, leve superioridade dos Lusos.

Até os 30 minutos da primeira etapa

Wellington Paulista reclama primeiro, continua a jogada depois. Completamente diferente do campeonato italiano - no caso, o Roma, que não pára para reclamar e não enche o saco do juíz; está 100% focada em jogar futebol, e só. Mas não só nisso se parecem. Tampouco apenas no fornecedor, Kappa. O Botafogo, quando quer, joga de maneira envolvente, rápida, inteligente, que aliada à raça e à vontade não dá espaço, margem e chance a ninguém. Mas parece que rola uma acomodação, um sentimento

Aos 26 minutos, o Figueira empata com o Cruzeiro. Se ganharmos, ficamos em terceiro.

Triguinho dispara, mas perde a bola infantilmente, adiantando. Nossa defesa pára, perigosamente, para pedir impedimento. E já não sabem que mesmo sendo, não marcam? Levanta o braço, reclama, mas segue o jogo, fica em cima pra depois não ter que chorar o leite derramado.

E o Cruzeiro faz o segundo e desempata.

Nós chegamos mais perto em belo chute de Carlos Alberto que resulta em escanteio.

Até os 45 minutos do primeiro tempo

O terço final começa com bola na trave em perigoso chute da Portuguesa; falha da marcação, muito longe, mesma situação de Castillo, longe da bola que fora no alto, enquanto ele mal a meia altura chegara.

Figueira empata.

Segundos antes, Túlio caira na área e em situação duvidosa: claramente forçara a queda, mas havia ali, literalmente, a mão adversária.

Botafogo começa a acertar mais jogadas em um jogo claramente de domínio luso, que vem imprimindo maior ameaça à meta de Castillo que o inverso.

Aos 41 minutos, grande jogada: cruzamento preciso de Thiaguinho para Carlos Alberto que de cabeça toca para Wellington Paulista, também de cabeça, estufar as redes na terra da garoa. Gritara mesmo antes da bola entrar: tal plasticidade e perfeição não seriam maculados; Deus não permitiria, é justo e amante da beleza.

Antes do apito, um primor de jogada - tão rápida e perfeita que mal consegui ver direito quem participou e o pouco que me lembro se esvai em meio ao êxtase da beleza da jogada: roubada de bola inteligente e com garra na defesa, manejo correto no meio e jogada de ponta - na frente, óbvio. Por um capricho do destino o cruzamento rasteiro desencontrou-se do alvinegro que invadia o meio com força, mas sem precisão, já caindo. E força, sem controle e foco, não é nada... tô aprendendo isso no arco e flecha. Enfim...

O segundo tempo

Nas entrevistas de volta, Túlio declara que aproveitaremos os contra-ataques. Prefiro partir pro ataque e garantir o resultado logo, 'ofensivamente' e não esperar na e para superar a retranca.

Até os 15 minutos do segundo tempo

Os 5 minutos iniciais se passaram sem grandes destaques.

Aí, grande jogada de Wellington Paulista, que lutou pela bola, invadiu, mas perdeu na grande área.

A Lusa responde com belo chute e dá oportunidade para grande e difícil defesa de Castillo no canto inferior direito dele.

Foi só um Flamenguista chegar no Itahy - bar em que assisto todos os jogos fora - que a Portuguesa fez o gol de empate, em rebote para o meio da área de Castillo, mas falha mesmo da defesa, que possibilitou o cruzamento para a área, depois o toque de cabeça para o meio - que obrigou nosso arqueiro a realizar a defesa parcial para o centro - e finalmente a finalização no rebote. Os corneteiros exclamariam: "Se fosse o Renan pegava!" Momentos após, Castillo se machuca e dá lugar a Renan.

Até os 30 minutos do segundo tempo

Um grande amigo, flamenguista, chega e se senta à mesa, seguido minutos após por sua amiga vascaína.

Gol da Portuguesa.

O Botafogo pára.

Gol da Portuguesa.

Até os garçons, amigos de longa data, me zoam - vale ao menos um chopp de cortesia, não vou lá pra ser zoado! E os corneteiros agora exclamariam: "essa bola o Castillo pegava, sai melhor que o Renan!" É como diz a Castilla, uruguaia amiga lá da comunidade do Botafogo: vão sempre criticar ora um, ora outro.

Botafogo, mais uma vez, dá uma de Robin Hood. E olha que no post anterior, alertara para isto!

Reclama penalidade dupla aos 42 minutos. Já não tenho olhos para ver se foi ou não foi. Ainda bem que tampouco tenho ouvidos para ouvir, pois aos 43 minutos o time começa a reclamar, Carlos Alberto se metendo a criar confusão. Reflexos, com certeza, da frustração oriunda da falta de competência de ser aquilo que se é, superior.

E o jogo acaba 3 x 1, em uma virada incrível da Portuguesa, muito mais por demérito do Glorioso, que não exerceu sua superioridade, não jogou.

Da entrevista de Lúcio Flávio no pós-jogo, devido ao barulho do bar e do baixo volume da TV, só escutei o "infelizmente"...

Pois é, infelizmente, fora do G4, jogando mal e achando bacana não ter pressão no Glorioso.

Aqui tem pressão sim, vamos ganhar Fogo, porra!

Saudações AlviNegras com pressão na veia, grito no peito e nó na garganta: tá na hora de mostrar ao que veio!

K1

domingo, 31 de agosto de 2008

De novo faltou marcar: mais gols e a bola parada

Aconteceu, virou manchete. De novo.

De novo o Glorioso entregou a vice-liderança - e no somatório quiça talvez isolada e aproximada do líder - em um jogo com amplo domínio e sem deixar o adversário jogar mais que 90% do tempo, sempre recuado e acuado em seu campo.

E as manchetes poderiam ser diferentes, de novo.

Poderia tratar, por exemplo, do golaço, da pintura, do gol que literalmente mereceria uma placa no Engenhão, do ato brilhante orquestrado por nosso maestro Lúcio Flávio, que voltou a praticar a fina flor do futebol e parece ter reencontrado com Ney Franco a alegria e o espaço necessários para desabrochar... poderia, se não fosse a trave, ora bendita, ora maldita, mas simplesmente uma caprichosa trave do destino que nos pregou mais uma peça, mas, acima de tudo, uma lição -antes de falar do aprendizado, reforcemo-no com mais páginas do mesmo capítulo.

Este lance do Lúcio Flávio foi o que se destacou como uma Estrela em noite escura - mas houve tantas outras mais formando a Gloriosa Constelação: o time jogou pra cima, convicto de sua força e superioridade. O chute caprichoso de Túlio, após invadir a área, matar no peito e emendar de primeira, raspando a trave. A furada de Thiaguinho, de frente pro gol, ou outra, na qual o mesmo chutou cruzado rente a trave, ambas em enfiadas primorosas de passes açucarados do cada vez mais fundamental Carlos Alberto, dono de nosso tento, símbolo da superação através do foco, da dedicação e do auto-controle e auto-disciplina.

O manto sagrado definitivamente caiu-lhe bem.

Tão bem quanto o time caía pelos flancos e armava as jogadas, variando também com bons chutes de fora da área que proporcionaram excelentes rebotes extremamente subaproveitados. Lúcio Flávio mostrou também neste fundamento estar voltando à grande fase.

E que bênção é ter um meio-de-campo formado por Lúcio Flávio, Carlos Alberto, Túlio e Diguinho - que neste jogo tirou gol certo quase em cima da linha. Ouso dizer - e não estou só nesta ousadia - que é o meio-de-campo do Brasil, ao menos neste brasileiro.

Mas de novo não ampliamos nosso domínio, e de novo nossa soberania não se realizou e se concretizou em gols.

De novo levamos gol mais perto do final do jogo. E de novo em bola parada.

De novo o problema foi não marcar. De novo duplamente: faltou marcar o gol a mais e faltou marcar o ataque adversário em jogada de bola parada - e de novo o adversário estava com um a menos.

De novo - que nem os Teletubbies - estamos garoteando. De novo, até quando?

Ney Franco foi muito lúcido, transparente e calmo ao analisar tudo como uma lição e um tropeço e terá uma semana para consertar este e outros detalhes tão importantes para quem almeja a Libertadores e, quiça - por que não -, o título: o campeonato ainda é longo e temos como chegar. O time mostrou muita evolução, excelente postura, temos elenco e técnico destemido. A hora continua sendo de apoio incondicional. Temos que saber exercer e comprovar nossa superioridae: em campo e na arquibancada. É acreditar e acreditar!

Não é hora de cornetagem afobada. De colocar a culpa no Castillo - nem acho que tenha falhado nesse jogo, pelo contrário, saiu muito bem nos pés do atacante adversário em mais de uma, das poucas situações. Ademais, estão preservando a prata da casa, Renan, para que este pegue experiência com o Castillo, goleiro de seleção - tanto quanto o Renan. Estamos bem servidos e

Coincidência ou não, ambos os empates com gosto de derrota, nos últimos dois jogos acontecem depois da politicagem eclodir na mídia.

É hora de consenso e união em prol do Glorioso. Se liga cartolagem, deixem o ego e os interesses de lado para recolocarmos a Estrela brilhando lá em cima.

E é para lá que rumamos e é lá que estaremos ao fim deste campeonato: crer para ver. Torcer! Gritar! É Campeão!

SAN

K1

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chocolate AlviNegro - ao freguês o que temos de melhor

Aos 27 minutos do primeiro tempo 'virou bagunça' e ficou claro que estava decretado que o jogo já estava liquidado: na saída de bola o juiz nem ligou que Carlos Alberto ainda se encontrava dentro do grande círculo central. E o jogo prosseguiu com uma primorosa atuação do Glorioso:

2 x 0 Atlético Mineiro - E o Botafogo classificado para a próxima fase antes da metade do primeiro tempo - escrevo enquanto vejo o jogo; transcrevo para o blog em seguida.

Dois golaços do Maestro Lúcio Flávio e sua afinada orquestra.

Na volta do segundo tempo, golaço de Jorge Henrique no ângulo para coroar sua centésima partida pelo Glorioso.

Instantes depois Jorge Henrique ainda levou um tapa no rosto em plena grande área e foi impedido de continuar a jogada, mas o juíz nada marcou.

Antes do quarto gol de cabeça de Carlos Alberto, após primoroso cruzamento de Gil, deu tempo de Castillo rebater um chute de fora da área direta e exatamente para o meio da grande área, resultando gol de nosso eterno freguês - já são sete anos sem ganhar: nove vitórias e cinco empates. A favor de nosso guarda-metas uruguaio o fato de ter defendido duas bolas difíceis antes, uma à queima-roupa.

Aos 33 minutos do segundo tempo, Jorge Henrique - vestindo a 23! - recebe primoroso lançamento e é derrubado na área e eis que... pausa enquanto não bate: Giiil, pra fooooooora! PQP! Muiiiito pra fora. Escrevo enquanto vejo o jogo...

Se era pra mudar o batedor, colocasse o Castillo, oras. Gil acaba por ficar estigmatizado - de toda maneira a hora é de apoio, o minuto de paixão.

Logo em seguida à penalidade, Gil pisa na bola e cai 'de maduro' de bunda em lance no qual Carlos Alberto invadia sozinho a grande área atleticana.

Tem certeza de que não querem insistir no Thiago Ribeiro?

E numa bobeada da defesa no pós-perda de penalidade - esse tipo de companheirismo de Lúcio Flávio de ceder a responsabilidade na penalidade não poderá mais aparecer dessa maneira - gol do Freguês, que ainda tomou o quinto gol em escanteio no qual Gil buscou se redimir da penalidade perdida forçando o zagueiro a fazer gol contra, após tentativa de cabeça.

E não adianta me dizer que o Atlético Mineiro estava com reservas, jovens, o que for: poupou o time titular de mais um vexame; poupou o titular de se abalar com a desclassificação indicada no Engenhão com os 3 x 1 Galo.

Pragaalvinegra: São Paulo é desclassificado nos penalidades nos quais Juninho perdeu sua penalidade.

SAN, com muita fé nesse time!

K1

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um empate que vale uma derrota e acorda para o restante do campeonato

E o fraco - poder-se-ia afirmar medíocre - time do Vasco empatou aos 44 minutos do segundo tempo em um jogo onde a tônica era simples: ali, daonde eu estava, só vi o Botafogo dominando e atacando e o Vasco se defendendo, sem sequer passar do meio-campo - apenas a Globo.com complicou, dizendo que foi equilibrado.

1 x 1 foi um resultado justo apenas se encararmos o fato de que quem não amplia, leva.

E logo em uma rodada onde tudo conspirou a favor de passarmos uma semana inteira como vice-líderes. Mas o caminho AlviNegro sempre foi assim: árduo, de luta e superação após bobeadas próprias.

Afinal, já diz o nosso hino: não podes perder, perder pra ninguém. E como não se pode ganhar sempre, acabamos volta e meia perdendo para nós mesmos.

E olha que dessa vez a derrota foi um empate.

Devido à desorganização na venda de ingressos de meia - que haviam esgotado em General Severiano durante a semana - em meio ao tumulto causado pela falta de um gradeamento e organização das filas entrei com 7 a 10 minutos de jogo - apesar de ter chegado 17h25 ao maraca.

Soube que o Vasco começou melhor, mas depois que pisei no 'maior do mundo' só vi dar Botafogo. Nosso domínio era amplo e irrestrito. Durante boa parte do jogo o time da colina nem sequer passava de seu meio-campo e suas tentativas eram facilmente desarmadas por nosso competente meio-campo.

Mas a competência faltou no ataque que ainda carece de um homem-gol a altura do restante do elenco. Wellington Paulista até deixou o dele, mas Gil e Fábio provaram mais uma vez que não são solução para a ausência de Jorge Henrique. Tomara que o Zárate resolva, pois até mesmo o Wellington Paulista precisa fazer mais para se dizer titular de um time como o Glorioso Botafogo.

Ademais, jogamos quase metade do segundo tempo sem atacante de ofício, pois Wellington Paulista fora substituído por Fábio, que como o primeiro também se lesionou e teve que ser substituído logo após entrar, queimando uma substituição de Ney Franco, que havia trocado o ineficiente Gil pelo Zé Carlos, passando o endiabrado Carlos Alberto para o ataque.

E foi ali pelo lado do lento Zé Carlos - que muitos ficam chamando de sem-sangue - que o recém-entrado vascaíno Madson usou seu frescor e velocidade para dar uma corrida no Triguinho, que além de cansado esteve mal no apoio à defesa: o resultado foi uma falta perto da grande área e um amarelo, além do gol, claro.

Sobre o gol, ficam três registros:
  1. Se é pra fazer falta, faz no meio-campo. Até uma expulsão teria valido a pena por esses 2 pontos perdidos.
  2. A zaga não pode ser impecável 99,9% do tempo e ter esta falha de atenção na hora do adversário bater a falta.
  3. O goleiro não pode ficar vendido daquele jeito - aqui vale o registro desta ser uma das bolas mais difíceis para o guarda-metas, por se tratar de tiro direto ao gol com alta possibilidade de desvio em um curto espaço e jogada muito rápida. Todavia Castillo estava no canto e deu um passo para o lado, sem objetividade, sem ter tentado interceptar a bola.

Com este tipo de situação, lembrando o fatídico jogo contra o Corinthians em Sampa, onde ele falhou bisonhamente no gol de falta, e com as recentes atuações primorosas de Renan, começo a puxar o coro de "Ah, ah, ah, Renan é titular!" - emendo clamando por espaço no time e/ou banco para o Luciano Almeida e para o Wellington Jr.

Na comunidade do Botafogo no Orkut tem gente criticando e pedindo a cabeça de nosso maestro Lúcio Flávio - meu comentário aqui é o mesmo que lá: sem ele o Glorioso provou que joga pior, ele cadencia o time. E tem umas cabeças a serem pedidas antes: Gil, Fábio, Zé Carlos...

Lúcio Flávio precisa melhorar? Sim, mas não é cornetando com o time invicto e na cola do líder, mostrando disposição e vontade que iremos conseguir algo. A hora é de apoio incondicional. É a vez da torcida mostrar que faz a diferença e que acredita no time: vamos lotar o Engenhão no sábado contra o Náutico e deixar os jogadores deles Aflitos. ;)

Finalizo registrando a saudade do Maracanã: o Engenhão é nossa casa, mas o 'maior do mundo' tem um charme só seu. É bom voltar lá de vez em quando: poderiamos fazer ao menos um jogo por mês lá. Ainda mais que lá tem ambulante vendendo cerveja pelo clandestino preço de R$5 a latinha. É a imperadora falta de organização que atrapalha as coisas - vale o registro da saudade de poder ver o Glorioso tomando uma cervejinha e comendo um amendoim.

Mas o empate que valeu por uma derrota também serviu para nos acordar para o restante do campeonato: seremos vice-líderes em uma ou duas rodadas.

Próxima semana o Grêmio perderá do embalado Vasco; o jogo Cruzeiro e Coritiba - dois que estão na briga com o Glorioso - terminará empatado ou com vitória do Coxa; o Palmeiras tropeçará no Furacão Atlético Paranaense, que necessita de uma vitória para não parar na zona de rebaixamento; o São Paulo empatará ou perderá do Santos; e nós faremos nosso dever de casa.

No sábado é simples:

Vamos simbora, pro Engenhão: Torcer! Gritar! É Campeão!

SAN

K1

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

G3 - O Melhor do Rio é AlviNegro e tem Estrela

Mesmo não jogando bem, jogamos o suficiente para ganhar - 1 x 0 Cruzeiro - na pressão, da qual a torcida deve se orgulhar inclusive de fazer parte: os 23mil torcedores presentes apoiaram maciçamente o time, que, se não jogou tão bonito e convincente - errando muitos passes -, ao menos foi lutador até o fim e por isto recompensado. A sorte acompanha a quem se esmera.

Renan mais uma vez mostrou titularidade ao sair bem em bolas altas e fazer uma defesa dificílima no final do jogo, garantindo-nos os três pontos. Precisa apenas ser mais 'malandro', controlar melhor o tempo e a posse.

Edson entrou bem no lugar de Renato Silva. Quem destoou foram Gil, que perdeu duas chances claras de gol, e Carlos Alberto que não lembrou em nada suas atuações passadas. Este último errando muitos passes, firulando e extremamente faltoso e violento. Não entendi por que o Ney Franco não o substituiu. Triguinho e Tiaguinho também erraram muitos passes e cruzamentos.

Ney Franco aliás que está de parabéns pelo trabalho e ousadia. Mexeu bem na equipe após a expulsão do jogador adversário, trocando um meia-defensor por um atacante.

O gol, de penalidade cavada, veio na segunda parte do segundo tempo, que o Cruzeiro jogou boa parte com um jogador a menos. E mereciam ter mais gente expulsa, pois como batiam os cruzeirenses. E como o goleiro Fábio fazia cera na hora de bater os tiros-de-meta - isso até levar um amarelo: a torcida não perdoava e vaiava cada retardo provocado por ele já desde o início do primeiro tempo quando ficou claro a todos a atitude anti-desportiva do referido guarda-metas. O juíz tomou uma atitude apenas no meio do segundo tempo.

E se a penalidade foi duvidosa na que foi marcada, em outras 2 ou 3 situações seria possível facilmente marcar penalidade. Lúcio Flávio bateu com categoria no canto esquerdo do goleiro, seu direito e mesmo o goleiro quase pegando, garantiu o placar, os pontos e a felicidade da torcida que eufórica e confiante saiu cantando o hino por todo o percurso.

Clímax parecido ao nosso gol ocorreu quando o alto-falante do Engenhão anunciou praticamente em seqüência os gols da virada do Inter sobre o Palmeiras, o que nos tornava ali integrantes do G3 e donos de uma cobiçada vaga na Libertadores - Íííííííí, Libertadores ano que vem tamo aí!

Agora, o que acontece com Zárate e com nossa diretoria? Era pra ele ter sua estréia na primeira semana de agosto. No Flamengo, Marcelinho Paraíba chega e joga. Por que com nosso caso é diferente? Quem pagará por esse atraso. Enquanto isso nosso ataque continua perdendo gols por falta de pontaria.

E se o Thiago Ribeiro vier mesmo aí é para sonharmos alto, com o topo.

É para lá, que é o seu lugar, que a Estrela voltará.

SAN

K1

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Freguês que deu trabalho - Botafogo 3 x 1 Atlético Mineiro

Vencemos, mas deixamos a desejar.

Faltou algo e apenas no final a coisa ficou boa e embalou. Deu pra sentir falta do maestro Lúcio Flávio. Bem como que deu pra sentir falta da torcida, que apareceu em pequeno número.

Destaque para Carlos Alberto com seus dois gols e para Eduardo, que entrou direitinho e fez o primeiro seu: mas ambos tem que firular menos e jogar mais sério.

O que me preocupou foi que me pareceu o tempo inteiro que o time não passava a bola para o Tiaguinho: espero que não seja um boicote contra a nossa nova Estrela. Depois que ele saiu o time abriu muit0 mais por aquele lado.

Túlio Souza e Zé Carlos mais uma vez deixando a desejar; Lucas Silva se mostrando uma boa opção de banco para o meio (Carlos Alberto e Lúcio Flávio); Renato Silva soberano na defesa.

Confesso que se o Atlético-MG fosse mais time, teriamos tido problemas hoje. Mas o que importa, além de ficarmos atento a isto, é que fizemos o dever de casa.

Nosso time parou no gol deles, que abriu o placar. Belo gol, necessário admitir. Mas eles recuaram e o Botafogo apesar de não jogar seu costumeiro futebol, deu conta do recado com um golaço de falta do Carlos Alberto, empatando ainda no primeiro tempo, que ainda viu uma bola na trava em cobrança de falta do Zé Carlos.

No segundo melhoramos um pouco e empatamos em bela jogada finalizada por Eduardo. No minuto final, ele, Carlos Alberto, estufou a rede com frieza e categoria sacramentando a vitória e a freguesia do Galo que toda vez que vai ao Engenhão vira galinha.

Vamos simbora, pro Engenhão: Torcer! Gritar! É Campeão!

Vamos comparecer!

SAN

K1

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

conVENCEU de novo

A Estrela Solitária está em órbita ascendente.

Batemos o Furacão em plena Arena por convincentes 3 a 0 e agora partimos para quebrar o tabu dos barrigas verdes: ganhar do Figueirense lá dentro, no Orlando Scarpelli.

Teremos desfalques para a próxima partida: provavelmente uma zaga toda reserva, mas nem isto me preocupa. O time tem demonstrado que agora é um elenco e nem as ausências de Wellington Paulista e Castillo foram sentidas - muito pelo contrário, Gil fez boa partida e Renan defesas excelentes. Além destes ficaram de fora mais três titulares - Alessandro, Triguinho e Carlos Alberto - em um total de cinco desfalques. Mesmo assim ganhamos de três dominando claramente a partida.

Destaque também para Lúcio Flávio, Diguinho e o técnico Ney Franco, todos decisivos para animadora vitória e selecionados para a seleção da 17a. rodada: bom ver nosso maestro decisivo novamente.

A confiança cresce não apenas em nossos corações, mas ganha voz com o estimulado Túlio, que deixou mais uma vez sua marca, e com o vice de futebol Montenegro declarando nossa nova meta: o título brasileiro.

Afinal de contas, estamos na oitava posição e apenas 5 pontos da Zona da Libertadores. Se os outros se descuidarem, por que não?

Vale ressaltar novamente o belo e corajoso trabalho de Ney Franco, elogiado também por Montenegro que ao comparar 2007 e 2008 equiparou os técnicos em sua excelência e ressaltou que agora temos um elenco e não apenas um bom time.

Que isto se comprove em resultados e que foquemos nossos esforços para levantarmos a Sul-Americana e/ou o Brasileiro.

Clarice Lispector deve estar feliz: chegou "A Hora da Estrela"!

SAN

K1

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Qual é nosso Botafogo de hoje em dia?

Afinal, qual é o nosso Botafogo de hoje em dia?

O de Carlos Alberto, que além de entrar e fazer o gol se mostra voluntarioso e chama para si a responsabilidade nas palavras e em campo, deixando claro em sua afirmação de que o Glorioso "vai brigar lá em cima"?

ou

O de Lúcio Flávio, que foi substituído e costumeiramente é cobrado por se ausentar de atuar como maestro que é, de não chamar para si a responsabilidade e de dar, como capitão e líder voz à lamentações como "o grupo se abalou com a derrota no Morumbi".

CHEGA!

Se tem jogador que não tem hombridade nem tampouco culhão para perder uma partida sequer sem se abalar não tem estatura para jogar e honrar o Glorioso. E nosso capitão tem que ser um jogador que motive; o grupo coeso para não dar armas para a mídia e para os adversários.

Estou, confesso, cansado desse chororô de entrelinhas.

Não adianta abrir o poço de lástimas para depois dizer que o importante é olhar para frente. Nesse interim toda a confiança e energia se escoaram.

Vamos positivar nosso discurso, blindar nossa fé, tornar nossos guerreiros imunes ao mundo externo, convictos de sua força interior.

Confiante, nada nos tirará de nosso Glorioso caminho: um tropeço nada mais é que um acerto no caminho, um impulso para seguir mais forte adiante.

SAN

K1

Quem não faz, leva

E levamos nos últimos minutos de jogo, um gol de cabeça de um baixinho chamado Dagoberto.

Quem quer lutar por títulos e Libertadores não pode se dar a esses luxos.

O saldo positivo deste São Paulo 2 x 1 Botafogo, foi o fato de nossa equipe ter se mostrado aguerrida e ter dominado a maior parte do jogo. Mas temos que transformar isto em resultado, em gols, senão continuaremos com o estigma do 'quase'.

Os 'quando' do jogo:

  • Quando Castillo saiu para fazer a defesa nos pés do jogador são-paulino já sabia que ia ser penalidade. Tinha que ter saído mais em arco, era evidente que chegaria atrasado e que derrubaria o jogador.
  • Quando Carlos Alberto entrou algo me disse que ele mudaria o jogo a nosso favor. Chamou pra si a responsabilidade - algo que nosso maestro, Lúcio Flávio, tem que começar a fazer mais
  • Quando se empata um jogo e não se faz mais gols por falta de competência ofensiva, não se pode dar o mole de deixar um jogador, por mais baixo que seja, sozinho na área

O 'se' do campeonato e do ano:

  • Se acertarmos mais a pontaria e acertarmos nossa defesa, parando de 'dar mole' em momentos cruciais, esse time tem chance de brigar pela Libertadores e de ser campeão da Sul-Americana.

É crer para ver, torcer para acontecer.

Apoio incondicional.

SAN

K1

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Vitória? Só se for do Botafogo!

Apesar do tabu de 5 jogos sem vencer o time baiano em brasileiros, EU ACREDITO.

Acredito que iremos nos superar e não sentir a falta de Túlio e Carlos Alberto.

É entrar na onda do CRER PARA VER, apoiar incondicionalmente, torcer pra valer.

SAN

K1

Semana boa

Após a confiante vitória sobre o Grêmio, onde o time jogou como há muito não jogava, podemos dizer que as últimas mudanças da semana passada deixaram o Glorioso novamente leve e de volta ao rumo.

Isto poderá e deverá se confirmar no jogo de amanhã contra o Vitória, no qual sentiremos novamente o desfalque de Carlos Alberto.

Gil deve estar fechando, mas, sinceramente, não sei o que dizer. Vamos ver como se comporta vestindo o manto. Mesma situação do Zárate, que teve um pequeno entrave, mas que parece estar garantido para o dia 03 de agosto - que é logo ali, depois de amanhã praticamente.

O que me preocupa é a ida da jovem promessa Luis Guilherme como goleiro do time B que vaí à Suiça disputar torneio e tentar fazer caixa. Esse tem que ficar, atenção diretoria! Ainda mais depois de sua declaração que demonstra seu amor pelo clube: "Sempre sonhei com esse momento [de jogar profissionalmente pelo Botafogo], e ele acontecerá fora do Brasil, o que é uma responsabilidade ainda maior. Eu e meus companheiros estaremos levando o nome do Botafogo para o mundo, e isso é motivo de orgulho." Luis Guilherme, você é que nos enche de orgulho com seu talento, simpatia e amor pelo Glorioso.

Quem acho que merece ficar também é o Eduardo, reitero o lembrete! Bem como questiono: onde está Wellington Junior? O cara jogou bem todos os jogos em que entrou. Por que não tem mais chances?

Chance deu o André Luis ao barbeiro que não derrapou e mandou ver um frisado no cabelo do nosso Sagat que volta após suspensão de cabeça nova: ele jura que isso não se refere apenas ao penteado e que vai parar de reclamar da arbitragem. Tomara que isso seja verdade e que o time siga o exemplo dele.

E em se falando de exemplo, Geninho está fazendo a parte dele. Ao menos na fala está colocando o time pra frente, adotando postura ofensiva para recuperação fora de casa. Agora, time ofensivo, com o Geninho, aguardemos a escalação. Pra cima deles, Fogão!

E quem está querendo partir pra cima dos nosso adversários e finalizar sua história futebolística na milésima página de forma gloriosa é nosso eterno Túlio Maravilha. Confira apaixonada entrevista, onde ele revela que quer voltar a jogar no Glorioso e marcar seu milésimo gol e que está livre para vir depois de dezembro de 2008. Por tudo, passado e presente, eu topo! Vamos fazer história juntos novamente.

E, por falar em história, podemos estar reescrevendo a nossa nesse Brasileiro a partir dessa seqüência de jogos fora de casa. A mentalidade, ao menos no discurso, está correta: é melhor uma vitória do que dois empatas. Agora basta juntar a isto nosso hino - não podes perder, perder pra ninguém - e subir como um Foguete rumo ao topo!

SAN

K1

domingo, 29 de junho de 2008

Vitória INCA: Carlos Alberto é o cara

Carlos Alberto mostrou essa semana em dois momentos porque é fundamental ao Botafogo:
  1. Foi o único que se pronunciou dizendo que a responsabilidade da vitória é nossa; e é mesmo, como vimos uns posts atrás
  2. Iniciou uma bela campanha de apoio ao INCA (Instituto Nacional de Câncer), conclamando a todos para participarem doando alimentos da cesta básica e roupas

Só quem tem a grandeza interna de um eterno glorioso e vencedor é capaz de ir ao encontro do próximo desta maneira. É a confirmação da capacidade de assumir responsabilidade, evidenciada também pela afirmação de que o resultado positivo é nossa incumbência.

Esta mobilização de união em prol de algo maior é fundamental para recuperarmos nossa grandeza e faz parte da ética e estirpe alvinegra - além de, claro, ajudar a quem se encontra carente de cuidados.

Vencer a indiferença depende de cada um de nós.

Ele está fazendo a dele, faça você também a sua parte: compareça a Gen. Severiano ou a Caio Martins e deixe sua doação.

Orgulho de ser Glorioso!

SAN

K1

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Vende 5 e traz o André Lima - Campanha Glorioso Já!

Fraternidade Estelar!

Após ler que não temos bala na agulha para trazer o nosso xodó André Lima de volta - o Hertha Berlin quer entre 800mil e hum milhão, enquanto nós estariamos acenando com apenas 100 mil; o que nos mostra que necessitamos saber fazer melhor negócios, já que ele deveria estar ao nosso alcance ou pelo menos mais próximo, uma vez que saiu daqui bombando e está agora esquentando banco - e que Inter, São Paulo e Santos estão interessados em sua contratação, resolvi me mobilizar e criar a campanha: vende 5 e traz o André Lima.

Mas não pode vender o Diguinho! Alessandro e Carlos Alberto são bem-vindos se mantidos também, mas Diguinho é o mais fundamental dos três na minha opinião.

Os 5 vendáveis para trazer o André Lima de volta

- Abedi
- Adriano Felício
- Marcelinho
- +2 (Bruno Costa/Vanderlei/Fabio/Edson - pode escolher!)

Outra alternativa é pedir para o Eike trazer o André Lima por conta e bolso próprios!

Alea jacta est!

SAN

K1

sexta-feira, 30 de maio de 2008

E veio o Geninho

Sinceramente, não sei bem o que dizer sobre a vinda dele, mas algo me diz que não está à altura do desafio. Discurso correto de que "só os fortes se levantam", mas e a prática? Se o Carlos Alberto já mandou que "o Geninho vai nos tratar como filhos", sei não.

O grupo precisa ser enquadrado e não ter mais gente passando a mão na cabeça. Tem que jogar os dois tempos e não cansar ou deixar de jogar em um deles. Espero ser surpreendido.

Todavia, quem me conhece, sabe: tá no Botafogo, apoio incondicional.

SAN

K1