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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Levamos um Voltaço da Zebra

Dominamos. Mas mais uma vez, perdemos para nós mesmos. E para um detalhe da arbitragem: no primeiro gol do Voltaço era para ter sido marcado impedimento no lance em que Leandro Guerreiro afasta a bola de cabeça, não acham? Afinal, não levamos vantagem alguma, pelo contrário.

Renan mais uma vez esteve muito bem a partida toda. Exceto no segundo gol, em que ficou com cara de tacho olhando a bola entrar pelas mãos abertas e bobas, após metade de ambos os times cruzar a frente da trajetória da bola. Vacilo de nossa defesa que não cortou, vacilo de nosso goleiro que não focou na trajetória da bola, esperando que ela fosse desviada, o que não ocorreu.

De resto, apenas um baita de um abafa na área do Voltaço, sem contudo realmente levar perigo, exceto em dois lances capitais: aos 2 minutos do segundo tempo em que Victor Simões - que já me conquistou com seu faro de gol e raça pura -cruzou na cabeça para Reinaldo desperdiçar em cabeçada sozinha; e outra em que Thiaguinho chutou para bela defesa do goleiro Edinho, do Voltaço.

Jean Carioca entrou bem no time, enquanto Túlio Souza saiu vaiado, mas seria injustiça eu comentar, pois não reparei nele jogando para emitir qualquer opinião. O que você me diz sobre a atuação do Túlio Souza?

Maicosuel é outro que poderia desequilibrar, de fato, não? Não a toa 60% dos que opinaram na enquete disseram que ele ainda não substituiu nosso maestro Lucio Flavio, apesar de ter poder para isto. Para 20% ele não substituiu e é bem inferior, enquanto para outros 20% não dá para compará-los. Ninguém optou pelas opções 'Sim, (o substituiu) como mágica' e 'Não, ainda falta ritmo e sequência'. Pelo visto temos que botar lenha e Fogo para a poção do Magosuel vingar.

Enfim, tivemos mais volume de jogo, mas perdemos mesmo assim. Faltou chutar com mais precisão ao gol como podemos citar os casos de Alessandro, que ao invés de chutar uma bola no momento em que estava livre - de cara para o gol aos trinta e poucos minutos - resolveu cruzar para ninguém na área e outra, pouco depois, na qual Juninho sozinho na área chutou de primeira e fraco na mão do goleiro adversário: era para parar, escolher o canto e carimbar ou receber a falta para cavar uma penalidade.

Enfim, foram-se os 100%, ficaram os brios. Ao menos é o que parece quando se ouve as declarações pós-jogo as quais se resumem a "faltou atitude e tranquilidade ao time".

Ney Franco, a meu ver, agiu rápido e corretamente, mas simplesmente não soubemos nos impor.

Ecoando em minha mente enquanto escrevo esta última frase está o comentário que correu durante a semana de que o Botafogo tem um clima leve, sem cobrança, diferente do Palmeiras de Luxemburgo.

Quem sabe não reside aí a diferença.

Como disse acima, lenha e Fogo para espantar a Zebra e fazer a poção vingar!

SAN

K1