domingo, 25 de janeiro de 2009
Botafogo 2 x 1 Boavista
A boa notícia é a de que a arbitragem vai ser 'quase' "condescendente" conosco: invalidou gol legítimo e anulou gol irregular. Vamos ver se na final vai se manter isto ou se o árbitro apitará em prol do adversário.
A má notícia, meio óbvia, é que falta conjunto.
Agrava isto o fato de termos perdido o combate do meio de campo que era o nosso forte até então. Sim, senti falta do Diguinho e do Túlio. E não é saudosismos ou o fato de estar acostumado com fulano ou beltrano.
Não senti falta alguma de Wellington Paulista, por exemplo, pois Victor Simões não fez gol, mas mostrou ao que veio - ao menos até agora (lembro-me que WP fez 14 gols no carioca e depois no ano inteiro fez 13).
Outro que senti falta, dois na verdade: Jorge Henrique no ataque endiabrando e driblando, algo que Reinaldo talvez possa suprir melhor que Diego o fez; e Renato Silva - quem diria que falaria isto -, se antecipando no combate. Emerson, sei não...
Já Maicosuel, o que falar dele? Lúcio quem? Uma partida apenas, mas pelo futebol de hoje e pelas declarações, 'eu quero que a torcida se lembre do Maicosuel, e não mais do Lucio Flavio', Maicosuel mostrou que tem estrela e que veio para ficar: marcou logo os dois, em momentos importantes e decisivos.
Quem se destacou também foi Victor Simões, que se mexeu bem e deu alguns bons chutes a gol, mostrando faro.
O que não pode é perder de bobeira bola no meio e no ataque .
A defesa também esteve aquém e precisa ficar mais alerta para não 'tomar bola nas costas'.
De toda maneira, ainda se precisa objetivar algumas questões que se necessita.
E, sendo honesto: que golaço do Boavista! Visão é fundamental.
SAN
K1
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Falando a verdade - III
sábado, 27 de dezembro de 2008
A hora é de realismo.
Agora, na hora de montar o time, o momento é de realismo nu e cru.
Na comunidade do Botafogo no Orkut havia dois tópicos sérios sobre futebol que valem ter seu conteúdo debatido aqui.
O primeiro questionava sobre quem seria nosso goleiro titular.
As respostas variavam um tanto. Das sérias que se revezavam entre Renan, Castillo, tendo até uma menção ao Lopes, às brincadeiras como a menção ao nosso eterno Manga. Na minha opinião deve jogar quem estiver em melhores condições, pois todos os três goleiros tem qualidades e defeitos e ouso até dizer que tem de maneira complementar: Castillo sai bem por baixo e se posiciona muito bem, enquanto Renan sai bem pelo alto. Todos tem bons reflexos.
Mas o que me chamou a atenção foi que teve gente pedindo contratação de goleiro!
Com tanto setor carente - zaga, meio e ataque - questiona-se contratação de goleiros?
Na boa, estamos bem servidos de arqueiros. Garanto que este não será nosso problema nesse ano que tem tudo para ser, digamos, difícil pra gente. Vejamos algumas indagações que podem nos dar pistas do motivo de tanta preocupação:
Qual é nossa zaga titular agora mesmo?
E o meio campo? Laterais?
Ataque vai ser Reinaldo e quem mesmo?
Bem, de banco nem se fala, né?
O segundo tópico tratava exatamente do nível do time para 2009 e as opiniões eram divergentes. Uns dizendo que lutaria para não cair, outros que teremos uma grata surpresa e a maioria afirmando se tratar da manutenção do mesmo nível que tivemos.
Aqui vale reforçar o que foi dito no início do post: é bom ver otimismo... mas ele é bom na hora do campeonato, para dar a base para apoiarmos incondicionalmente... agora o realismo é fundamental para nos estruturarmos corretamente, sem nos iludirmos com o brilho otimista.
Fato é que o time está abaixo dos dois últimos anos, basta comparar os nomes e os rendimentos...
Concordo com quem fala que Carlinhos Bala é atacante, não é o genuíno camisa 10 que tanto precisamos! Mas logicamente é mais que bem-vindo - ainda mais porque parece ter demonstrado muita vontade de vir.
Ter as melhores contratações do carioca nao é lá grandes coisas... ainda mais quando temos também a maior lista de dispensa e debandada.
Estão falando que não temos banco e isso é uma verdade... mas mais verdade ainda é que nem time temos ainda! Como as indagações acima levam a concluir.
Minha maior preocupação é com a zaga - Emerson e ? - e com a armação no meio, que nem nome tem ainda.
Ao menos dispensaram alguns jogadores aquém do nível Glorioso... mas também dispensaram alguns que eu acho que mereceriam uma segunda chance. E venderam quem não devia! Cito nominalmente Jorge Henrique e Diguinho, pra não falar dos nossos zagueiros e de Lúcio Flávio e Túlio. Alexandro e Luciano Almeida são dois outros que eu gostaria de ver ao menos em nosso banco.
E renovaram com Thiaguinho: até que gosto dele, mas será que ele já estará curado e terá boas condições de jogo?
Enfim, depois de até o Bebeto sair antes do prazo, resta dizer que 'o último que sair apague as luzes', porque 'quanto mais escura a noite, mais brilham as Estrelas' (Lenin).
Tenho que confiar nas palavras do revolucionário bolchevique e nas de Nietzsche, quando diz que 'é necessário haver caos aqui dentro para nascer uma Estrela'.
Que 2009 seja um ano surpreendentemente Glorioso para todos nós.
SAN
K1
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Lenta agonia, melancólico fim de ano
Ídolos saindo antes do final do campeonato. Alguns optando pelo caminho da justiça (?), outros de maneira mais identificada e honrosa, respeitando sua ligação com o clube, dão declarações amorosas e de respeito ao manto. Que Túlio possa encerrar a carreira aqui conosco, é o que peço.
Chapa única rachada vence eleição. O que esperar de um falso consenso?
Mais ídolos e craques prestes a sair e com sondagens e quem tem o contrato renovado? Fábio.
Não sei não... mas 2009 tem tudo para ser uma grande surpresa ou a confirmação de uma retumbante frustração.
O que está acontecendo, Botafogo? Onde está seu brilho? Onde está seu brio?
Onde está o dinheiro e a estrutura que foi erguida de 2003 para cá?
Quanto ao último jogo do campeonato, serei sincero: não é agora, onde podemos chegar a beneficiar e premiar o Flamengo com a Libertadores que eu quero ganhar. Mesmo que isto represente ficar apenas a poucos pontos da posição do Fluminense, que lutou o ano todo para não cair. Sul-Americana é Sul-Americana, tanto faz se em sétimo ou décimo-primeiro. Aliás, a enquete dava apenas 11% acreditando na vaga da Sul-Americana: a maioria esmagadora dos 43 participantes sonhava com o título (51%) e com a vaga para a Libertadores (32%).
Dos 54 votantes na enquete sobre a Sul-Americana, a maioria acreditava no título: 77%, 42 pessoas. O restante estava com o pé na realidade - ou, como diria na época, no pessimismo. Tudo é uma questão tanto de ponto-de-vista, como temporal. Que no tempo de 2009 tenhamos ponto-de-vista, pensamento e prática de vencedores: diretoria, time, torcedores.
Decepção. Teu nome tem Estrela, mas por amor ao manto não ouso pronunciar. Guardo calado esta dor que me parte ao meio, dividindo-me em duas faixas, uma preta, outra branca, que caoticamente se colidem para, deste caos, fazer surgir uma nova Estrela em 2009.
Que tal qual a Fênix, ave de FOGO, possas ressurgir das cinzas e alçar aos céus, ó eterno Glorioso: não podes perder, perder pra ninguém.
Fibra! Honrem nosso manto aqueles que permanecerem. Eu, eternamente alvinegro, sou todo coração: preto, branco, estrela, nasci glorioso, eterno campeão.
SAN,
K1
domingo, 16 de novembro de 2008
O entardecer de uma Gloriosa Estrela
Não tão confortável foi ficar acompanhando, entreouvidos, o desempenho do Botafogo, mais uma vez sucumbindo à falta de estabilidade emocional, à ousadia desguarnecida, à falta de pontaria, à penalidade perdida, à falta de marcação simples e à Paulo Baier, sempre ele - dessa vez em dose tripla.
Ney Franco se desculpou, mas o fato é que todos devem pedir desculpas ao Glorioso:
a diretoria que não conseguiu honrar com um planejamento decente e atrasou por demais salários, desestabilizando a estrutura;
a comissão técnica que não soube trabalhar este fator e perdeu o controle do time, errando por diversas vezes nas mexidas durante o jogo;
os jogadores, que começaram a deixar o desempenho cair cedo demais, pois atrasar salário não é bacana, mas atrelar seu desempenho ao vil metal tampouco é profissional - imagina se os médicos, que recebem bem menos, fizessem isso - afinal, mais cedo ou mais tarde serão pagos e o momento era o de união;
a torcida, que em nenhum momento apoiou o time como deveria, deixando de dar o algo a mais que faria toda esse ciclo acima mencionado girar positivamente, contribuindo com mais energia positiva e com mais verba para ajudar a pagar a estrutura...
Pelo melhores momentos de uma partida onde chegamos a perder até penalidade que poderia mudar os rumos do jogo em que tomamos 3 gols por falha grosseira de marcação podemos ver que o ano acabou há algum tempo.
Dispensa quem vai ser dispensado e começa a montar a base pro ano que vem. E, pelamordedeus: não dispensa os melhores.
Diguinho, Jorge Henrique e Túlio devem ficar, não podem sair. Se Lúcio Flavio for sair, algo que também acho prematuro, temos que trazer alguém com o mínimo de sua habilidade e caráter.
Enfim, quero ver o planejamento, porque a diretoria só tem criticado o elenco, mas a sua parte não é vista sendo feita.
Da torcida nem se fala. Ao invés de acreditar - e houve momentos onde era fácil apoiar, como as 6 vitórias consecutivas e a sequência de 11 jogos invictos - ficou no SofáFogo ao invés de lotar o Engenhão. Depois a mulambada vem zoar e nós queremos poder dizer algo... melhor nem ver o maraca lotado na TV, dá depressão saber que as jogadas da CBF - notaram como o Flamengo tem jogos em casa na reta final, dêem uma olhada no início da tabela, a mesma coisa, assim facilita - dão certo e que o torcedor não vê através disto e apoia o Glorioso apesar de tudo.
E apesar de tudo, eternamente AlviNegro será o meu coração: vamos, vamos meu Fogão!
Faltam 3 jogos: vamos vencer para terminarmos bem na tabela e termos algo de bom para embalar o início de ano!
E que 2009 tenhamos um time com mais equilibrio e responsabilidade: na diretoria, na comissão técnica, no elenco e nas arquibancadas uma torcida que 'Bota Fogo' nisso tudo e incendeia o caldeirão do Fogão!
SAN,
K1
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Reflexos: assim na Terra, como no Céu
Diretoria sem palavra e sem pulso, time covarde, torcida ausente. E assim se perpetua o ciclo vicioso, alimentado vorazmente com a verborragia de nosso vice, Montenegro.
Não que ele tenha falado errado em afirmar que 'chega essa hora do ano, o time entrega'. Acho que todos gostariamos de mander essa 'real'.
Mas é que ele é dirigente, né? Falar que há racha quando aparentemente não há - duvido que o Lucio Flávio fosse defender o elenco da maneira que defendeu ao invés da confortável posição pró-diretoria, bem como Túlio e Diguinho o fizeram - e dizer que o ano acabou para o Botafogo... peraí!
Temos ainda o jogo de volta. Basta meter 3x0 e vamos rumo ao título!
Otimismo de minha parte? Talvez. Ainda mais quando o possível racha reflete em campo o racha político do clube... quando a 'letra' da apendicite de Carlos Alberto soa estranha desde o início e ecoa mal no contexto da pelada carioca em dia de jogo argentino...
Mas é que com tanta coisa em jogo ou se acredita, arruma a casa e vai pra cima ou se perde o investimento de um ano inteiro. E aí, a responsabilidade de botar ordem na casa é da diretoria que deve honrar seu planejamento financeiro.
Mais que isto, exemplo deve partir de cima: a diretoria tem que falar duro com e sobre os jogadores e cobrar empenho para que todos saiamos juntos dessa. Deve, acima de tudo, pedir para o torcedor acreditar e lotar o jogo de volta.
Além do que, falamos aqui de Sul-americana, mas nem o Brasileiro está decidido. Estamos na disputa sim da vaga para a Libertadores. Faça ele e faça a diretoria a parte que lhes cabe, pagando aos jogadores. Façam os jogadores a parte que lhes cabe, ganhando jogos como já demonstraram que podem fazê-lo - coincidentemente o desempenho começou a cair com a falta de pagamento, mas isto é um outro caso...
E façamos nós a nossa parte: vamos parar de ser torcida de modinha e olhe lá. Vamos comparecer e lotar o Engenhão para mostrar que o BOTAFOGO ESTÁ ACIMA disto tudo, é maior que a diretoria e o elenco, é maior que a própria torcida, do que você e de mim.
O Botafogo é uma Estrela Solitária que brilha ao longe, lá no topo e que se pudessemos alcançá-la e vê-la de perto com toda sua magnitude poderiamos ver que ela é uma Constelação Gloriosa que reflete a união de todos nós.
Vamos acreditar, vamos nos unir pelo Glorioso e fazê-lo brilhar.
SAN
K1
sábado, 27 de setembro de 2008
Túlio neles! Essa é a postura!
Esse é o pensamento!
Mas o pensamento também tem que se tornar ação e é esse domingo que veremos como a coisa se desdobrará!
Pra cima deles, vamos acreditar e fazer a Estrela brilhar!
SAN
K1
domingo, 31 de agosto de 2008
De novo faltou marcar: mais gols e a bola parada
De novo o Glorioso entregou a vice-liderança - e no somatório quiça talvez isolada e aproximada do líder - em um jogo com amplo domínio e sem deixar o adversário jogar mais que 90% do tempo, sempre recuado e acuado em seu campo.
E as manchetes poderiam ser diferentes, de novo.
Poderia tratar, por exemplo, do golaço, da pintura, do gol que literalmente mereceria uma placa no Engenhão, do ato brilhante orquestrado por nosso maestro Lúcio Flávio, que voltou a praticar a fina flor do futebol e parece ter reencontrado com Ney Franco a alegria e o espaço necessários para desabrochar... poderia, se não fosse a trave, ora bendita, ora maldita, mas simplesmente uma caprichosa trave do destino que nos pregou mais uma peça, mas, acima de tudo, uma lição -antes de falar do aprendizado, reforcemo-no com mais páginas do mesmo capítulo.
Este lance do Lúcio Flávio foi o que se destacou como uma Estrela em noite escura - mas houve tantas outras mais formando a Gloriosa Constelação: o time jogou pra cima, convicto de sua força e superioridade. O chute caprichoso de Túlio, após invadir a área, matar no peito e emendar de primeira, raspando a trave. A furada de Thiaguinho, de frente pro gol, ou outra, na qual o mesmo chutou cruzado rente a trave, ambas em enfiadas primorosas de passes açucarados do cada vez mais fundamental Carlos Alberto, dono de nosso tento, símbolo da superação através do foco, da dedicação e do auto-controle e auto-disciplina.
O manto sagrado definitivamente caiu-lhe bem.
Tão bem quanto o time caía pelos flancos e armava as jogadas, variando também com bons chutes de fora da área que proporcionaram excelentes rebotes extremamente subaproveitados. Lúcio Flávio mostrou também neste fundamento estar voltando à grande fase.
E que bênção é ter um meio-de-campo formado por Lúcio Flávio, Carlos Alberto, Túlio e Diguinho - que neste jogo tirou gol certo quase em cima da linha. Ouso dizer - e não estou só nesta ousadia - que é o meio-de-campo do Brasil, ao menos neste brasileiro.
Mas de novo não ampliamos nosso domínio, e de novo nossa soberania não se realizou e se concretizou em gols.
De novo levamos gol mais perto do final do jogo. E de novo em bola parada.
De novo o problema foi não marcar. De novo duplamente: faltou marcar o gol a mais e faltou marcar o ataque adversário em jogada de bola parada - e de novo o adversário estava com um a menos.
De novo - que nem os Teletubbies - estamos garoteando. De novo, até quando?
Ney Franco foi muito lúcido, transparente e calmo ao analisar tudo como uma lição e um tropeço e terá uma semana para consertar este e outros detalhes tão importantes para quem almeja a Libertadores e, quiça - por que não -, o título: o campeonato ainda é longo e temos como chegar. O time mostrou muita evolução, excelente postura, temos elenco e técnico destemido. A hora continua sendo de apoio incondicional. Temos que saber exercer e comprovar nossa superioridae: em campo e na arquibancada. É acreditar e acreditar!
Não é hora de cornetagem afobada. De colocar a culpa no Castillo - nem acho que tenha falhado nesse jogo, pelo contrário, saiu muito bem nos pés do atacante adversário em mais de uma, das poucas situações. Ademais, estão preservando a prata da casa, Renan, para que este pegue experiência com o Castillo, goleiro de seleção - tanto quanto o Renan. Estamos bem servidos e
Coincidência ou não, ambos os empates com gosto de derrota, nos últimos dois jogos acontecem depois da politicagem eclodir na mídia.
É hora de consenso e união em prol do Glorioso. Se liga cartolagem, deixem o ego e os interesses de lado para recolocarmos a Estrela brilhando lá em cima.
E é para lá que rumamos e é lá que estaremos ao fim deste campeonato: crer para ver. Torcer! Gritar! É Campeão!
SAN
K1
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Quebra tudo. Até tabu!
Com o 2 x 1 em cima do Figueirense reencontramos nossa boa fase:
- Túlio faz novamente um golaço: desta vez de meia bicicleta, sem pulo, não sei bem como descrever, só sei que deu uma embaixadinha e virou no ar para mandar indefensável no canto esquerdo do goleiro do 'Figa'. Senão me engano - mandem comentário se eu estiver -, é o quarto gol dele em 3 partidas seguidas
- Tivemos um expulso, mas conseguimos superar as adversidades - e ainda fizemos dois golaços: um individual e outro coletivo
- Renan fechou o gol: no tento adversário deveria ter saído socando a bola - na dividida é melhor não dar chance
- Wellington Paulista torceu o pé/tornozelo - tomara que não seja nada mais grave -, todavia o time não se abalou
- Ney Franco soube mexer no time quando defrontado com situações de tomada de decisão
Fato é que o time - agora com elenco - embalou. Está unido, jogando bem e com bom esquema tático.
Jorge Henrique não deveria sair. Perde todo mundo. Inclusive ele, que terá o filho no Japão e provavelmente terá problemas de adaptação com a família. Ele deveria esperar ser campeão pelo Botafogo, jogar e arrebentar em jogos internacionais para conseguir uma transferência para o mercado europeu - no Japão será esquecido, lamentavelmente. A negociaçãom deu uma regredida e espero que ele fique e que o Botafogo possa pagar um pouco mais por e para ele.
Renan fez excelentes defesas e ganha minha preferência no gol - precisa apenas ter um pouco mais de 'personalidade'.
Ney Franco, além de armar e mexer bem no time, está com visão e discurso positivo e correto: ‘Esse campeonato não tem dono’.
Então vamos reivindicar nosso espaço nesse BRAScanIL!
SAN empolgadas e com foco no Palmeiras para tentar parar no G4,
K1
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
conVENCEU de novo
Batemos o Furacão em plena Arena por convincentes 3 a 0 e agora partimos para quebrar o tabu dos barrigas verdes: ganhar do Figueirense lá dentro, no Orlando Scarpelli.
Teremos desfalques para a próxima partida: provavelmente uma zaga toda reserva, mas nem isto me preocupa. O time tem demonstrado que agora é um elenco e nem as ausências de Wellington Paulista e Castillo foram sentidas - muito pelo contrário, Gil fez boa partida e Renan defesas excelentes. Além destes ficaram de fora mais três titulares - Alessandro, Triguinho e Carlos Alberto - em um total de cinco desfalques. Mesmo assim ganhamos de três dominando claramente a partida.
Destaque também para Lúcio Flávio, Diguinho e o técnico Ney Franco, todos decisivos para animadora vitória e selecionados para a seleção da 17a. rodada: bom ver nosso maestro decisivo novamente.
A confiança cresce não apenas em nossos corações, mas ganha voz com o estimulado Túlio, que deixou mais uma vez sua marca, e com o vice de futebol Montenegro declarando nossa nova meta: o título brasileiro.
Afinal de contas, estamos na oitava posição e apenas 5 pontos da Zona da Libertadores. Se os outros se descuidarem, por que não?
Vale ressaltar novamente o belo e corajoso trabalho de Ney Franco, elogiado também por Montenegro que ao comparar 2007 e 2008 equiparou os técnicos em sua excelência e ressaltou que agora temos um elenco e não apenas um bom time.
Que isto se comprove em resultados e que foquemos nossos esforços para levantarmos a Sul-Americana e/ou o Brasileiro.
Clarice Lispector deve estar feliz: chegou "A Hora da Estrela"!
SAN
K1
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Time Guerreiro, Túlio artilheiro
Apesar da globo.com falar que não jogamos tanto, ao menos a mim o 2 x0 em cima do Goiás me satisfez: tá certo que no segundo tempo poderiamos ter feito mais e ampliado não apenas o marcador, mas também nosso saldo de gols.
Todavia, é hora de analisarmos os pontos fortes de um time que fez 12 gols nos últimos cinco jogos - com quatro vitórias consecutivas no Engenhão e um empate no Maracanã; nenhum gol tomado.
Ney Franco parece que caiu como uma luva. Nada retranqueiro como diziam, vem calando muita gente. Inclusive a mim, confesso.Dois golaços, cada um a sua maneira. Dois de Túlio, criado pelo Goiás, amado e coroado pelo Glorioso.
No primeiro a bola bate na zaga e encobre o goleiro em um daqueles lances espetaculares de se ver: o prazer de saber que vai ser gol, aqueles segundos onde o grito vai se amontoando dentro do peito, pressionando a garganta até estufar as redes e as cordas vocais. Momentos de puro êxtase que o bom goleiro do Goiás mesmo se esticando todo não conseguiu impedir. Um gol bonito para se guardar na memória e contar e recontar algumas vezes, vida afora.
No segundo, um gol de competência pura, sem necessitar de 'sorte'. A começar por ser fruto do esquema tático do Ney Franco, técnico corajoso e ousado, que liberou os volantes para o ataque - fato que resultou nos gols de Túlio -, a primorosa troca de passes não poderia ter conclusão melhor que um chute preciso de nosso Guerreiro e símbolo da raça alvinegra desde 2003: rasteiro, no canto esquerdo do gol de Harlei.
Diguinho, mais uma vez, siniiiiiiistro. Não consigo encontrar outra definição para o 'lek' de nosso time. Se ele botar a cabeça no lugar e continuar seu trabalho assim no Glorioso 'é Seleção'!
Outro que merece destaque - apesar de todo o time estar de parabéns hoje - é Renato Silva: confesso que sempre meti o malho nele e de fato ele não é o jogador que tem lá muiiita intimidade com a bola. Mas como está jogando. Se antecipando bem, se apresentando pro jogo, sem brincar. Parabéns pela evolução.
E evolução me parece ser a palavra-chave do time neste momento: temos dois jogos fora e um no Engenhão. Se fizermos nosso papel estaremos no seleto grupo dos G4, máximo G6 ao final do primeiro turno. Já dá pra sonhar mais alto a cada partida.
Renato Silva dando esporro no Castillo por ele nao ter esperado ele recuar a bola com a cabeça e ter dado um chutão pra fora demonstra o quanto o time tá mordido, o quanto o time tá querendo!
Subimos três posições e agora estamos na oitava posição. Libertadores já passa a ser uma realidade próxima e o título, sinceramente, algo a começar a se sonhar para se traçar o planejamento correto para se concretizar. Sonhar alto, planejar bem, agir preciso.
Nossa parte é fácil, mas nem tem sido feita corretamente: lotar nossa casa. Hoje foram apenas 15mil pagantes de um total de 20mil presentes.
Vamos simbora, pro Engenhão! Torcer! Gritar! É Campeão! Vamos Fogão! Vamos Fogão! Vamos Fogão!
Não se pergunta o que o Botafogo pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo Botafogo!
SAN
K1
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Pressão AlviNegra
Tá certo que na Era Cuca também só faltou o título, só faltava aquele golzinho... se pensarmos neste sentido, nada mudou e não vale empenhar energia em forma de letras juntadas em palavras para descrever a supremacia AlviNegra hoje no Maracanã.
O que faz valer esse post, mais do que manter o registro sempre pós-jogo, é o fato do time ter jogado de maneira vitoriosa, sem se acovardar, partindo pra cima. Até substituir o eficaz Túlio pelo atacante Gil o Ney Franco fez, na busca de traduzir o amplo e indiscutível domínio em gols. Ney Franco está certo em afirmar que 'a partida só não foi perfeita porque não fizemos o gol'.
A FlaPress deve ter visto outro jogo, pois só relata - o tom da matéria não deixa transparecer nossa gloriosa supremacia - nosso domínio no segundo tempo e ainda credita ao adversários diversas chances. O Flamengo não viu a cor da bola no segundo tempo e no primeiro o domínio, a meu ver, também foi mais nosso, sendo que eles tiveram as melhores chances. Fato que - mesmo no segundo tempo - se o adversário tivesse atacante competente teria complicado, pois deixamos alguns espaços (buracos?) em contra-ataques e temos que nos resguardar uma vez que nosso ataque não está com a pontaria afiada.
Foram inúmeras chances desperdiçadas e temos nisto um fator a ser treinado: pontaria e conclusão.
E uma conclusão inevitável a que cheguei foi a de que Lúcio Flávio não pode sair do time. Zé Carlos até ajudou a compor a defesa e a desarmar o adversário, mas não sabe armar e apenas com a entrada do Maestro é que voltamos a ver o 1-2 abrindo espaços. Todavia, apoio a atitude de nosso técnico de sacá-lo do time: isso deve servir de estímulo e mostrar que temos um elenco e que todos tem que dar o máximo de si. Nosso capitão precisa de maior agilidade e de definitivamente chamar para si a responsabilidade.
Ney Franco mostra comando e atitude quando diz que "ninguém tem vaga cativa no time" e que "admite fazer rodízio de jogadores em caso de desgaste físico". Isso de fato é bom pros jogadores e reforça a fé em nosso elenco, fortalecendo-o.
Aliás, o banco hoje estava muito bom, com jogadores de melhor nível do que os que serviam de banco para o Mestre Cuca e sinto que teremos um desempenho crescente em termos de resultados. Precisamos apenas fazer gol. E para tal, temos o Zárate chegando.
Mas a falta de gols, diante da mudança de postura, mais ofensiva, mais confiante, mais BOTAFOGO, chega a ser realmente um detalhe que acertaremos de primeira para estufar as redes do Brasileiro e da Sul-Americana.
Tem coisa maior guardada para nós: conquistaremos a América.
SAN
K1
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Goleada e um detalhe importante
Antes, as críticas, para caminharmos de maneira ascendente também neste post.
- O ataque não pode perder gols feitos da maneira que vem fazendo. Se não fizerem falta em uma partida, podem fazer falta no computo geral - hoje foi a noite de Wellington Paulista perder um gol incrível, jogou contudo bem o restante da partida, se movimentando e sofrendo a penalidade e a falta que levou César Prates a ser expulso.
- Lúcio Flávio precisa chamar para si a responsabilidade, parece cansado; agora, justiça seja feita, ninguém bate penalidade como ele.
- O time não repetiu o jogo envolvente, de toques e rapidez.
De resto, só elogio, com destaque ao Diguinho, sempre imbatível na marcação e ao Renato Silva, antecipando como ninguém.
Vale ressaltar - e isto é o mais importante - que o time não fez corpo mole e se empenhou em golear ao invés de se retrair para garantir o resultado. Esse é o detalhe que faz toda diferença: mesmo ganhando, partimos pra dentro. E cabia mais!
As substituições de Ney Franco foram confiantes, acreditando não somente na vitória, mas em um resultado convincente, sem contar com o tato em não queimar nosso maestro, tendo substituído de maneira prudente, primeiro mexendo no ataque, recompondo a lateral - Thiaguinho já havia levado o amarelo e estava com dores na perna -, depois recompondo o meio: no lugar do Zé Carlos entrou o Gil, fazendo com que o Túlio fosse para a lateral; no lugar do Thiaguinho entrou o Jorge Henrique; mais um pouco entrando Leandro Guerreiro no lugar do Lúcio Flávio.
Resultado: o time está com banco e pode dar de fato alegrias se continuar a jogar pra cima, sem se acomodar, buscando sempre vitórias convincentes.
Ponto positivo também para o técnico Ney Franco que na derrota para o São Paulo ressaltou os aspectos positivos e hoje já alertou para os aspectos negativos, mostrando uma condução equilibrada e estrategista, além de surpreender colocando o time para jogar ofensivamente.
Sul-americana e zona da Libertadores: eu acredito!
SAN
K1
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A síndrome do quase que se exploda. - Agora vai praonde? - Resultado da 6.enquete
Depois da convincente vitória contra o Grêmio, você acha que agora vai?
Disputar título!
0 (0%)
Disputar Libertadores
2 (50%)
Disputar a Sul-Americana
0 (0%)
Ficar por ali no meio, sem incomodar ninguém
0 (0%)
Vai sim! Vai disputar pra não cair
2 (50%)
Pelo visto a confiança não abandonou apenas o time. Rotenberg deu declaração de que a torcida murchou e disse compreender.
Túlio ainda fala da 'síndrome do quase'.
Na boa? Se quiserem minha opinião, digo que estão todos com postura errada. Não deve haver síndrome do quase, fomos guerreiros, disputamos bem, fomos muito melhores que nossos adversários e se continuassemos com fé em nosso trabalho e potencial o título seria nosso - mas nos abatemos e estamos caindo tanto quanto subimos. Já disse em outro post que quem almeja o céu está franqueado ao inferno - deve-se cuidar dos passos, testa baixa, conduta elevada.
E o dirigente tem que dar o exemplo: tem que conclamar a torcida, não dizer que entende e falar que precisa de ídolos. Tem verba pra trazer ídolo ou tem que fabricar?
Se tiver que fabricar um dos ingredientes mais importantes é a torcida, o fermento para fazer tudo crescer mais rápido: mais apoio, mais verba, mais vitórias.
Tá na hora de mudar a lógica do raciocínio e pensar como de fato somos: time grande. E este começa sempre por uma torcida grande e com apoio incondicional.
SAN
K1
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Vitória? Só se for do Botafogo!
Acredito que iremos nos superar e não sentir a falta de Túlio e Carlos Alberto.
É entrar na onda do CRER PARA VER, apoiar incondicionalmente, torcer pra valer.
SAN
K1
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Semana de mudanças
Vou nem me prender aqui a mais um Maracanazzo, dessa vez tricolor, porque, por mais que tenha zoado, devemos reconhecer que chegaram com méritos à final e jogaram com raça. A postura do Renato, apesar de arrogante - podia ser um pouco menos, menos, beeem menos - penso ter sido fator fundamental para o time conseguir ter 'buscado o resultado' nos confrontos decisivos contra os maiores do continente.
Nem o nosso discurso mega-respeitador que mal transparece nossa vontade de vencer, nem a arrogância e empáfia deles moldades em palavras: o meio termo é o ideal. In medium virtus est - a virtude está no meio, já diziam os gregos e os romanos. Fica aqui o reconhecimento e os parabéns aos tricolores, que pecaram apenas por deixar o artilheiro dos gols bonitos no banco por tempo demais.
E falando nele, Dodô, já tem alvinegro eufórico pedindo a volta dele. Sinceramente? Não sei. Sinto-me meio 'mulher de malandro' quando ouso pensar nisso. E não sei como isso impactaria psicologicamente no grupo e na torcida, que, afinal, o brindou com a maior vaia da história do maracanã. E de que adianta termos um baita atacante se o técnico é retranqueiro?
Aliás, técnico que já se encontra na corda-bamba. Rumores indicam que um insucesso ou até uma má atuação contra o Grêmio este domingo já derrubariam Geninho. De fato, confesso que não me empolga seu trabalho. Não vejo padrão de jogo, empenho do time - e olha que normalmente quando muda técnico assim existe um pique de produtividade e energia de todos em busca de mostrar o seu trabalho. O que mais assusta é que Geninho tem escalado o que o Glorioso tem de melhor, ao menos no papel. Como destaque, ressalto a volta de Ferrero - antes tarde do que nunca!
Com esta mudança - será que só por causa dela? - quem perdeu lugar foi o zagueiro Bruno Costa, que não apenas foi pro banco, mas foi diretamente devolvido para o Boavista. Não achava ele com condições de titular, mas devolver assim de cara? A imprensa afirma que ele não chegou a ter chance. Discordo. Fora titular em 4 partidas e jogou mais 2, num total de 8 possíveis. Fato é que não agradou a torcida que tem em Ferrero e André Luís seus xerifões. Daí a não ser nem banco... até porque temos o intocável Renato Silva, que de fato tem se superado - mas que me passa às vezes uma insegurança devido à sua afobação quando levemente pressionado ao receber uma bola. Ainda penso que - já que tava aqui - podia ser opção no banco.
Quem nem no banco fica mais, passando a integrar o time B que vai à Suiça jogar uns amistosos na tentativa de se desfazer de uns encalhes e arrumar uma verba para melhorarmos as contratações na janela que se abrirá são: Marcelinho e Adriano Felício. O primeiro já se mostra insatisfeito há muito tempo - tanto quanto a torcida com seu futebol até aqui apresentado. O segundo até hoje não fez o que necessita para se manter em nosso time: gols. Sendo assim que consigam, de coração, ter sucesso em seus caminhos mesmo longe da condução da Estrela Solitária.
E pra relativamente longe foi o Abedi, que também não vingou no Botafogo, mas de quem gosto de graça e para quem torço por dias melhores no Juventude.
Reforço que pode estrear é o Lucas Silva. O vídeo abaixo demonstra que tem bom potencial. Está ligado à ability e veio da segunda divisão do campeonato mexicano. Ex-pedreiro, deve estar tranquilo com a pedreira quem vem pela frente. Sucesso no Glorioso.
Pra finalizar os comentários da mudança, os pêsames para todos os envolvidos na tragédia da boate Baronetti - que já não é de hoje é um antro de confusão. Não vou nem entrar no mérito do fato do filho de uma promotora precisar de um segurança pra lidar com pessoas de seu meio - uma coisa é precisar de segurança para viver, refém da posição social da mãe, concordo, outra coisa é ter um capanga armado pra se meter em briga de boate. Pronto, falei.
Mas o que queria mesmo abordar é a irresponsabilidade do Diguinho e do Eduardo. Sobrou pro Eduardo, que ainda não conseguiu se firmar e, além de ter recebido as mesmas punições que Diguinho, ainda foi parar no time B. Injusto. A punição deve ser a mesma para os dois. Eduardo ainda é garoto, precisa ser enquadrado com zelo, tem potencial e não precisa ser negociado por causa deste episódio. Diguinho por sua vez teve boa atuação, mas acho que isto não vem ao caso: profissionalismo tem que estar acima disto; respeito ao clube mais ainda! Será que as ofertas européias já o fizeram balançar mais que os sons das pistas?
De tudo isto, fica a impressão de que estamos 'perdendo peso', ficando mais leves deixando o elenco mais enxuto e tirando uma nhaca que começou há quase um ano com o caso do Dodoping e culminou no episódio da calcinhas.
O que não pode é ficar fazendo coro com falácias da imprensa e ficar reforçando um pensamento medíocre de que se está abalado. Tem que parar com isso e recobrar os brios. Auto-confiança é fundamental. Túlio afirmou que "estamos com medo de errar e por isso perdemos". Pois então ousem. Como diria o filósofo escandinavo Soren Kirkegaard: "Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente, não ousar é perder-se para sempre".
Já perdemos nossa ofensividade, já perdemos nosso jogo encantador. Tá na hora de recuperar nosso terreno, se lançar a uma nova fase e entrarmos novamente em nossa gloriosa órbita.
E pra isso o apoio incondicional da torcida é fundamental: não vamos ao estádio por esse time. Vamos ao estádio pelo Glorioso. É a torcida que demonstra a grandeza de um clube, quão acima dos acontecimentos externos e das paixões ele está: essa sim é a maior declaração de amor que podemos dar.
LOTAR e INCONDICIONALMENTE APOIAR!
SAN
K1