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sábado, 14 de julho de 2012

Vem um, vão três #ídolos ou O poder do mito

Confesso que andei sumido por ter ficado desnorteado com a recente movimentação dos bastidores do Glorioso.

Perdemos nossos três maiores ídolos da fase recente do clube.

Tudo é impermanente, nada eterno senão o Amor ao Glorioso, mas é que achei que a história foi tratada com certo desrespeito e falta de carinho para quem nos deu tudo nos últimos anos.

Pois vejamos - em uma leitura arquetípica:

O Mago não nos brindou com títulos, mas deu um drible que desmoralizou o Flamengo como instituição, pois ali Juan revelou o espírito (de porco) do urubu - dali em diante o Flamengo passou a figurar mais no noticiário policial e nas boas da night que nas páginas de futebol.

E com essa magia, Maicosuel preparou o terreno para o Loco ousar derrotar o Império do Mal, tendo a seu lado o fiel escudeiro, o guerreiro Herrera, símbolos de dedicação e entrega.

E graças ao filho do Senhor - significado de Jefferson -, seguramos o avanço do Império do Mal.

Está nas mãos dele e nos pés do filho da espada (que representa força e sabedoria) - significado de Elkeson -, dar continuação ao legado da gloriosa trindade mítica alvinegra.

Por todo esse valor simbólico e pelas alegrias que nos deram, recolocando o Botafogo no cenário internacional ao envergar nossa bandeira no pódio, esperava uma despedida mais respeitosa: por eles, por nós, pelo Botafogo.

Nem uma semana depois, os números de suas camisas já são usados por outros e suas saídas são abafadas pela chegada da Estrela Solitária, Clarence Seedorf.

Que seja como um deus do futebol para valer pela trindade mítica - ao menos aparentemente o time reagiu bem e está atuando com garra.

Por fim, confesso certo incômodo com nosso técnico - acho que ele tratou nossos ídolos com muito pouco carinho e sinto que é uma pessoa que trabalha melhor com um elenco sem estrelas, talvez pela personalidade forte, talvez pelo ego - aguardemos como será a relação com o astro Seedorf.

Confesso que o time tem jogado bem aos meus olhos, mas ninguém tira da minha cabeça que nós perdemos o estadual porque ele vacilou: em jogo de 180 minutos, se você perde um jogador na primeira partida, você se recompõe para segurar o resultado para poder, sob condições mais favoráveis, voltar a dar as cartas.

Enfim, só uma idéia para afirmar que o cara é bom, mas que também erra, ou seja, humildade para lidar com todos, inclusive com os torcedores.

E com humildade e elenco - para o qual falta um zagueiro e um atacante - esse time disputa o título brasileiro, tendo a vaga para a Libertadores como obrigação.

Seremos campeões! Esse ano.

SAN

K1

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lenta agonia, melancólico fim de ano

Em seis jogos, cinco derrotas.

Ídolos saindo antes do final do campeonato. Alguns optando pelo caminho da justiça (?), outros de maneira mais identificada e honrosa, respeitando sua ligação com o clube, dão declarações amorosas e de respeito ao manto. Que Túlio possa encerrar a carreira aqui conosco, é o que peço.

Chapa única rachada vence eleição. O que esperar de um falso consenso?

Mais ídolos e craques prestes a sair e com sondagens e quem tem o contrato renovado? Fábio.

Não sei não... mas 2009 tem tudo para ser uma grande surpresa ou a confirmação de uma retumbante frustração.

O que está acontecendo, Botafogo? Onde está seu brilho? Onde está seu brio?

Onde está o dinheiro e a estrutura que foi erguida de 2003 para cá?

Quanto ao último jogo do campeonato, serei sincero: não é agora, onde podemos chegar a beneficiar e premiar o Flamengo com a Libertadores que eu quero ganhar. Mesmo que isto represente ficar apenas a poucos pontos da posição do Fluminense, que lutou o ano todo para não cair. Sul-Americana é Sul-Americana, tanto faz se em sétimo ou décimo-primeiro. Aliás, a enquete dava apenas 11% acreditando na vaga da Sul-Americana: a maioria esmagadora dos 43 participantes sonhava com o título (51%) e com a vaga para a Libertadores (32%).

Dos 54 votantes na enquete sobre a Sul-Americana, a maioria acreditava no título: 77%, 42 pessoas. O restante estava com o pé na realidade - ou, como diria na época, no pessimismo. Tudo é uma questão tanto de ponto-de-vista, como temporal. Que no tempo de 2009 tenhamos ponto-de-vista, pensamento e prática de vencedores: diretoria, time, torcedores.

Decepção. Teu nome tem Estrela, mas por amor ao manto não ouso pronunciar. Guardo calado esta dor que me parte ao meio, dividindo-me em duas faixas, uma preta, outra branca, que caoticamente se colidem para, deste caos, fazer surgir uma nova Estrela em 2009.

Que tal qual a Fênix, ave de FOGO, possas ressurgir das cinzas e alçar aos céus, ó eterno Glorioso: não podes perder, perder pra ninguém.

Fibra! Honrem nosso manto aqueles que permanecerem. Eu, eternamente alvinegro, sou todo coração: preto, branco, estrela, nasci glorioso, eterno campeão.

SAN,

K1

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A síndrome do quase que se exploda. - Agora vai praonde? - Resultado da 6.enquete

Como mudou o técnico resolvi encerrar a enquete, pois penso que técnico novo, vida e expectativas novas. A nova enquete dá continuidade à que encerro e cujos resultados divulgo aqui.

Depois da convincente vitória contra o Grêmio, você acha que agora vai?

Disputar título!
0 (0%)

Disputar Libertadores
2 (50%)

Disputar a Sul-Americana
0 (0%)

Ficar por ali no meio, sem incomodar ninguém
0 (0%)

Vai sim! Vai disputar pra não cair
2 (50%)

Pelo visto a confiança não abandonou apenas o time. Rotenberg deu declaração de que a torcida murchou e disse compreender.

Túlio ainda fala da 'síndrome do quase'.

Na boa? Se quiserem minha opinião, digo que estão todos com postura errada. Não deve haver síndrome do quase, fomos guerreiros, disputamos bem, fomos muito melhores que nossos adversários e se continuassemos com fé em nosso trabalho e potencial o título seria nosso - mas nos abatemos e estamos caindo tanto quanto subimos. Já disse em outro post que quem almeja o céu está franqueado ao inferno - deve-se cuidar dos passos, testa baixa, conduta elevada.

E o dirigente tem que dar o exemplo: tem que conclamar a torcida, não dizer que entende e falar que precisa de ídolos. Tem verba pra trazer ídolo ou tem que fabricar?

Se tiver que fabricar um dos ingredientes mais importantes é a torcida, o fermento para fazer tudo crescer mais rápido: mais apoio, mais verba, mais vitórias.

Tá na hora de mudar a lógica do raciocínio e pensar como de fato somos: time grande. E este começa sempre por uma torcida grande e com apoio incondicional.

SAN

K1