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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Homenagem à Guerreira e ao Maestro


Que em termos de ética e atitude pessoal nosso Maestro é exemplo não há de se negar.

Feliz fiquei, quando vi a matéria da Cileia Santana, líder das Guerreiras do Botafogo, que recuperou a audição graças a uma dignissima boa ação de nosso Maestro. Quem a conhece pessoalmente sabe de seu amor ao Botafogo, sua dedicação e sua boa energia; e agora pode conhecer um pouco mais do 'lado melhor' de nosso bom moço.

Quando vejo a matéria sobre os dois, vejo o encontro de duas pessoas do bem. Fico feliz disto ser abençoado por nossa Estrela.

Que seja realmente um sinal de Deus.

SAN

K1

Gloriosa transparência alvinegra

É isso que peço: o título! 

Do brasileiro 2009 e deste post: transparência.

Não somos idiotas, vamos cansando e começando a duvidar das pessoas que conduzem nosso futebol.

Conheci o presidente Maurício Assumpção pessoalmente e não tenho duvida de sua capacidade e competência, bem como do restante da diretoria, a ressaltar o Professor Miguel Angelo da Luz, que está trabalhando muito para erguer os esportes olímpicos e ocupar positivamente o Engenhão.

Lamento, contudo, não poder dizer o mesmo de Ney Franco e, agora, do até então coerente André Silva. Dizer que estamos lutando pelo título é fazer piada com nossa cara ou demonstrar que não tem acompanhado os demais times ou, ainda pior, acompanhar e não saber avaliar corretamente a situação. Campeonato brasileiro é longo, precisa de recursos humanos para dar conta... e se não temos nem um time de primeira linha, melhor nem citar o banco.

E, falando de recurso humano: Ney Franco reclamou outro dia da qualidade. Bem, foi ele quem trouxe ou aprovou todos os nomes, não? E não venha me falar de dinheiro, pois tem gente igualmente em conta com mais qualidade, basta procurar direito.

A isto se soma o fato de estar queimando nosso junior Rodrigo Dantas: onde já se viu cometer a irresponsabilidade de dizer que ele é a nova promessa, substuirá Maicosuel a altura e blábláblá - olha que nem me lembro mais de tantos adjetivos que foram usados para inflar o garoto, que de tanta responsabilidade mal conseguia andar devido ao peso nas costas...

Tem o caso do Lucas Silva, que entra com moral de "um dos melhores atacantes do Brasil" e agora passa a ser um dos cogitados a ir pro Santos num 3 por 1 estranho por Lucio Flavio seguindo o critério de que "quem não estiver bem no Botafogo pode ser liberado para o Santos." Mas ele não era um dos craques do Brasil, como não vem recebendo chance e agora vai ser negociado?

Por fim, a gota d'água: analisar positivamente o empate com o Santo André e a última derrota para o Grêmio.

Se ainda formos lembrar da final da Taça Rio, onde o time jogou que nem time pequeno, tipo Ipatinga... e a insistência com o Emerson?

Ney, serei Franco: abre teu olho que a Estrela merece mais.

SAN

K1

domingo, 24 de maio de 2009

Torcer pra que?

Devemos torcer para não cair este ano? 

Talvez, se o nível da 'ligação' da defesa com o ataque continuar assim. E se a máxima ouvida de distintas bocas alvinegras permanecer nossa realidade: ruim com Lúcio Flávio, pior sem. Ou seja, enquanto nosso antigo maestro for a salvação deste time nem nosso futuro escapará de uma mediocridade presente.

Não que eu desgoste de nosso maestro, mas é que vi o mago enfeitiçar. Aí, acho que a música tem que ter outro ritmo, que entendo que o maestro sozinho não saberá conduzir. Falta algo mais ao time. Algo mais que se foi pra Alemanha por muito pouco dinheiro perto do que valia. Mas como isto é página virada, analisemos o jogo contra o Grêmio de Túlio, nosso guerreiro, Ruy, nosso cabeção original, e Paulo Autuori, nosso técnico campeão.

Pra começar, confesso que me confundi com o horário - achei que era 18h30 - e só vi o segundo tempo no Itahy: cheguei para me empolgar com a falta batida por Juninho na trave e que poderia ter mudado o resultado da partida.

E a caldereta desceu amarga desde o primeiro gole, pois muito rápido pude constatar, mais uma vez, que estamos sem meio de campo - algo que já comento aqui desde o início do campeonato carioca: mesmo com Maicosuel, faltava-nos o domínio do meio, algo que tinhamos quando Diguinho jogava nas nossas fileiras.

Não vou me demorar aqui, apenas registrar o óbvio: não podemos culpar a zaga ou o Castillo, por mais tentador que seja. O erro está em deixar o adversário chegar livremente até a intermediária e marcar apenas a partir dali. Jogamos bem quando marcamos na intermediária adversária, avançando a marcação, dominando o meio de campo.

O momento se faz oportuno para algumas colocações: o time melhorou com as substituições feitas no intervalo. Wellington provou ser titular nesta zaga, pára de inventar, Ney! E Rodrigo Dantas mostrou que é muito 'incipiente' ainda, não mostrando seu futebol, pára de colocar pressão no garoto, Ney!

Sei que precisavamos de um 'fato' para ocupar a mídia e estimular a torcida enquanto perdiamos nosso Mago e nada de bom acontecia, mas arriscar um jovem talento expondo-o demasiadamente na mídia é tolice. Não precisamos disto, precisamos de resultado.

E isto não conseguiremos trazendo jogadores como Tony, Diego e cia. Aliás, enquanto Diego for solução para virar jogo, alterar o resultado do placar, temo pelo pior no campeonato. Diego já provou estar longe de ser opção até de banco. Se Traffic, Ability e empresas do tipo querem fazer negócio com o Botafogo, tem que entender um pouco mais de nossa história: fomos base da seleção brasileira durante décadas, esta é nossa vocação. Jogador com qualidade arrebenta e é valorizado aqui: então parem de trazer cabeça de bagre e coloquem as multas e os valores dos potenciais craques nas alturas, assim todos saem ganhando.

E é isto que precisamos: ganhar. Porque estamos na 16a. posição, junto com o São Paulo. Mas a diferença é que eles estão na Libertadores, tem estrutura e não precisam se preocupar com o momento, tendo plena capacidade em seu grupo para reverter o quadro. Já a gente está com força máxima...

Preocupação, teu nome é Botafogo, eterna paixão.

SAN

K1

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Botafogo 100% Glorioso

Gostei do que vi. Principalmente no segundo tempo, quando só deu Botafogo. E uma leve saudade do Maestro Lúcio Flávio batendo penalidade. De resto, saí satisfeito. Toque rápido, recompondo bem e, mais uma vez, Renan mostrando que dá conta do recado. Gostei do ataque e também gostei do Fahel, para mim, titular - não sei no lugar de quem.

Destaque para as 100 partidas de Leandro Guerreiro com a camisa alvinegra: "quem sabe não jogo mais 100 partidas com esta camisa". Se depender da boa partida realizada, por que não?

Outro destaque foi a bronca e a mexida do técnico Ney Franco, que admitiu a sorte por termos ido ao vestiário tendo êxito parcial de um tento a nosso favor. De fato, temos time e somos clube para ganhar de mais e desde o início, com todo o respeito aos demais clubes do Rio. Precisamos exercer nossa superioridade estelar e gloriosa.

Nosso goleiro foi 'bastante' - ou melhor, bem - exigido no primeiro tempo, quando ainda deixamos o Mesquita jogar e inclusive acertar a trave, ou melhor, o travessão. No segundo nem apareceu: nem Renan, nem Mesquita. E nós ainda perdemos uma penalidade a nosso favor, que retribuiu à trave o gol salvo na primeira etapa.

De resto, alguns chutões da defesa para a frente, que costumeiramente me incomodariam, mas que dessa vez resultaram no primeiro gol do jogo e do Reinaldo com a camisa 7 alvinegra, fazendo declarar ter sido um gol no estilo 'Túlio Maravilha' e que irá honrar a mística da camisa. Tenho fé, gostei do que vi. Ele e Victor Simões se entendem bem e jogam partindo para dentro.

O primeiro gol foi isso: chutão de Juninho para frente, bola quicando até a grande área adversária, Victor Simões acreditando no lance se antecipando ao zagueiro e resvalando na bola, goleiro vendido 'pulando pouco' e tocando de leve nela e Reinaldo aparecendo do nada no enquadramento para meter o pé naquela que já estava a caminho do gol.

O segundo, no segundo tempo, veio de bola cruzada por Léo Silva que tabelara com Alessandro e que encontrou Victor Simões na disposição de um belo meio-carrinho para empurrar a bola para o fundo da rede mesquitense.

E Reinaldo ainda poderia ter ampliado a vantagem no saldo de gols sobre os urubu-negros, que ganharam de apenas 1x0 do Volta Redonda e, mesmo assim, receberam mais destaque na mídia que nós, que assumimos a liderança. Mas nem vale perder tempo em reclamar da FlaPress, né?

Fato é que nosso atacante bateu forte e no alto. Tão alto que estourou no travessão e tão forte que a bola chegou a quase sair da grande área. Pergunta que não quer calar: quem é o batedor oficial do time? Maicosuel? Aliás, joga fácil, mas precisa ter coragem de chutar a gol. Teve um lance no qual ele ficou cara-a-cara e resolveu dar aquele drible a mais: vamos chutar, vamos fazer gol!

O time está engrenando, vamos ver no que vai dar. Os céticos dizem que dá para o gasto no Carioca e vai ficar difícil no Brasileiro. Eu sempre me empolgo, então melhor não comentar.

Comentário vale a enquete relâmpago: 50% acham que estreiamos acima da média, 50% abaixo da média. Porque o Botafogo é assim, preto ou branco!

E na quinta, vamos simbora, pro Engenhão: Torcer! Gritar! É Campeão!

Botafogo 100% Glorioso rumo à justiça de ser o verdadeiro Tri-Carioca!

SAN

K1

domingo, 25 de janeiro de 2009

Glorioso realismo

Conversei hoje com meu tio - responsável por eu ter revelado minha Gloriosa essência -, alvinegro dos bons, do tipo realista doa-a-quem doer, pé-no-chão. Foi taxativo: 'com esse time que está aí, do jeito que está brigaremos para não cair no brasileiro'.

E no Carioca?

'No classificaremos apenas com sorte para as finais. Mas basta pegar o Zé Roberto pela frente que ele deixa todos pra trás e prontos para serem internados: nossa defesa é muito ruim'.

Suas palavras em maioria encontraram eco em mim: já comentara de como acho Leandro Guerreiro mal aproveitado ali atrás. Muito melhor seria ele no meio, tornando-o mais combativo. Atrás não tem o 'cacoete', como disse meu tio.

No post sobre o jogo já questionara: Emerson? Lento, sem impulso... e Juninho, bem, poderia ser o líbero e tal, mas o fato é que precisamos de alguém mais ágil. As bolas pelo alto, como vimos no jogo contra o fraco Boavista, cujos gols foram marcados em falhas gritantes de marcação. Não pode o atacante deles ganhar daquela maneira de nossa defesa: ele pulou meio corpo a mais. Não pode o rebote sobrar livre nem dentro e nem perto da grande área - por mais competente que tenha sido o chute, um golaço, todos os peladeiros sabem do que falo.

E na linha do que o Fernando Gonzaga comentou no post abaixo, meu tio completa: Léo Silva (e Emerson) é banco!

Meu tio segue quebrando as ilusões iniciais: Lucas Silva é um Lúcio Flávio piorado; Eduardo é banco também, pois irresponsável, perde infantilmente a bola e não volta para brigar por ela - deveriam ter mantido o Luciano Almeida, uma opção financeiramente viável, gostava dele também; Reinaldo vira e mexe está machucado, o que é um problema, pois o Diego é lento.

'E o esquema tático do Ney sempre foi esse', dispara meu tio: 'tem é que acertar aquela zaga, levar o Leandro Guerreiro pro meio e liberar o ataque, senão não vamos conseguir nada'. Ele não elogiou, mas deu pra perceber que, como eu, acha que o sistema ofensivo é o que pode nos dar mais alegrias este ano.

Enfim, o ápice da conversa foi a frase de meu tio: 'uma folha salarial de hum milhão e cem, hum milhão e poucos é folha de time que briga para não cair. Não é para nos iludirmos. O pessoal até que contratou direito, dentro da nossa realidade'.

Eu, como otimista que sou, lembro que a realidade se molda de acordo com as nossas vontades, de nosso pensamento: basta realizarmos as transformações necessárias dentro que isto se espelhará fora.

Atenção à defesa, combate no meio, precisão no ataque e seja o que o Glorioso quiser!

SAN

K1

sábado, 27 de dezembro de 2008

A hora é de realismo.

Otimismo é bom na hora da bola rolando: apoio incondicional! O otimismo acaba sempre ajudando para dar aquele incentivo a mais.

Agora, na hora de montar o time, o momento é de realismo nu e cru.

Na comunidade do Botafogo no Orkut havia dois tópicos sérios sobre futebol que valem ter seu conteúdo debatido aqui.

O primeiro questionava sobre quem seria nosso goleiro titular.

As respostas variavam um tanto. Das sérias que se revezavam entre Renan, Castillo, tendo até uma menção ao Lopes, às brincadeiras como a menção ao nosso eterno Manga. Na minha opinião deve jogar quem estiver em melhores condições, pois todos os três goleiros tem qualidades e defeitos e ouso até dizer que tem de maneira complementar: Castillo sai bem por baixo e se posiciona muito bem, enquanto Renan sai bem pelo alto. Todos tem bons reflexos.

Mas o que me chamou a atenção foi que teve gente pedindo contratação de goleiro!

Com tanto setor carente - zaga, meio e ataque - questiona-se contratação de goleiros?

Na boa, estamos bem servidos de arqueiros. Garanto que este não será nosso problema nesse ano que tem tudo para ser, digamos, difícil pra gente. Vejamos algumas indagações que podem nos dar pistas do motivo de tanta preocupação:

Qual é nossa zaga titular agora mesmo?

E o meio campo? Laterais?

Ataque vai ser Reinaldo e quem mesmo?

Bem, de banco nem se fala, né?

O segundo tópico tratava exatamente do nível do time para 2009 e as opiniões eram divergentes. Uns dizendo que lutaria para não cair, outros que teremos uma grata surpresa e a maioria afirmando se tratar da manutenção do mesmo nível que tivemos.

Aqui vale reforçar o que foi dito no início do post: é bom ver otimismo... mas ele é bom na hora do campeonato, para dar a base para apoiarmos incondicionalmente... agora o realismo é fundamental para nos estruturarmos corretamente, sem nos iludirmos com o brilho otimista.

Fato é que o time está abaixo dos dois últimos anos, basta comparar os nomes e os rendimentos...

Concordo com quem fala que Carlinhos Bala é atacante, não é o genuíno camisa 10 que tanto precisamos! Mas logicamente é mais que bem-vindo - ainda mais porque parece ter demonstrado muita vontade de vir.

Ter as melhores contratações do carioca nao é lá grandes coisas... ainda mais quando temos também a maior lista de dispensa e debandada.

Estão falando que não temos banco e isso é uma verdade... mas mais verdade ainda é que nem time temos ainda! Como as indagações acima levam a concluir.

Minha maior preocupação é com a zaga - Emerson e ? - e com a armação no meio, que nem nome tem ainda.

Ao menos dispensaram alguns jogadores aquém do nível Glorioso... mas também dispensaram alguns que eu acho que mereceriam uma segunda chance. E venderam quem não devia! Cito nominalmente Jorge Henrique e Diguinho, pra não falar dos nossos zagueiros e de Lúcio Flávio e Túlio. Alexandro e Luciano Almeida são dois outros que eu gostaria de ver ao menos em nosso banco.

E renovaram com Thiaguinho: até que gosto dele, mas será que ele já estará curado e terá boas condições de jogo?

Enfim, depois de até o Bebeto sair antes do prazo, resta dizer que 'o último que sair apague as luzes', porque 'quanto mais escura a noite, mais brilham as Estrelas' (Lenin).

Tenho que confiar nas palavras do revolucionário bolchevique e nas de Nietzsche, quando diz que 'é necessário haver caos aqui dentro para nascer uma Estrela'.

Que 2009 seja um ano surpreendentemente Glorioso para todos nós.

SAN

K1

sábado, 20 de dezembro de 2008

A voz do povo não ecoa em General Severiano - resultado das enquetes

Ambas as enquetes tiveram baixa participação, portanto seu resultado deve ser analisado com cuidado, pois pode não representar a maioria de nossa torcida.

Contudo, vale ressaltar que todos os resultados são contrários ao que estamos vendo se concretizar em General Severiano. E como a voz do povo é a voz de Deus... tomara que não queimemos no inferno futebolístico ou encaremos um limbo em 2009.

A primeira enquete, sobre a permanência do Ney Franco, indica que 60% não aprovam a permanência do técnico - algo talvez justificado pela queda de rendimento, pela falta de pegada ao comentar o desmonte e por uma conversa fiada sobre 'crença no trabalho e reforços': não há reforços à altura e os resultados não aparecem em 2008.

Na segunda enquete, sobre quem deveria permanecer no elenco a realidade é ainda mais cruel:

Lúcio Flávio - 100%

Diguinho - 25%

Wellington Paulista - 0%

Jorge Henrique - 25%

Zárate - 25%

Lucas Silva - 50%

Nenhum deles - 0%

Como vemos, Wellington Paulista, segundo a torcida, já vai tarde - eu, contudo, sentirei a falta dele! Bem como sentirei - e pelo visto não serei o único - a falta de Diguinho e Jorge Henrique. Aguardemos sobre o futuro de Lucas Silva.

Enquanto isso, o Botafogo passa de vitrine da Ability para vitrine da Traffic... sei não, será que só mudamos de grife?

Temos que mudar de postura! Li que vamos investir mais nas bases. Que seja! Mas pra esse ano de 2009 isso não resolverá. Difícil esperar resultado das bases também em 2010: precisamos aprender que as coisas levam tempo para se consolidar. E que se desfazem num instante. Mas isto aprendemos na veia com esse desmonte instantâneo de nosso time.

SAN

K1

Estrela, não cometa!

O que dizer das notícias recentes?

Melhor apenas ressaltar os destaques e deixar nossa intuição gritar: vai dar merda!
Aqui reforço que estou louco para darem print e eu ter que comer o papel impresso com o mesmo, ou seja: que eu queime minha língua e que sejamos campeões.

Mas é que está tudo muito estranho.

Faltando 20 dias para o início das atividades não temos mais de 11 jogadores, a maioria composta de reservas (!) da temporada passada.

Perdemos todo nosso meio-campo e ataque e parte da defesa e até agora vieram apenas com o Reinaldo como destaque. E a notícia diz que ele vem suprir as ausências de Wellington Paulista e Jorge Henrique - ai que saudades do JH! Vocês verão como ele fará falta aqui e se destacará por lá!

Quanto ao Reinaldo, está certo que o WP não balançava mais as redes e foi omisso nas horas-chave, mas será que ele jogará mesmo por 2? Com quem ele dividirá o ataque? Quem será seu reserva? Zárate? Faz-me rir... o hermano alegou instabilidade emocional por não receber.

Tudo bem, tem os caras vindo dos juniores, mas não podemos colocar cobrança demais neles com a possibilidade de queimarmos a prata da casa... falando nisso, não sabia que o Botafogo estava com um bom trabalho de base. Aliás, pelo contrário, comentários eram péssimos neste sentido. Novamente, aguardemos.

Quem ficará nos lugares de Túlio, Renato Silva, Lúcio Flávio, Diguinho? Sem contar Thiaguinho, Triguinho, Luciano Almeida... aliás, por que dispensaram o Luciano?

Aliás, gostaria de registrar a hombridade e identificação do Túlio e do Lúcio Flávio, que não apenas em discurso - negaram clubes cariocas pela identificação com o Glorioso manto -, mas também em atos mostraram que General Severiano tem que estar sempre de portas abertas a eles, que nunca sairão de nossos corações. Faço votos para que encerrem suas carreiras no Glorioso, seria uma justa homenagem para ambos, merecedores!

Já Diguinho está fazendo leilão entre Flamengo e Fluminense. Pode até ganhar mais dinheiro agora, mas seu valor já depreciou, pois mostrou que tem preço, que varia de acordo com o mercado. É cometa, não Estrela. E falando nisso, Cuca no ninho do urubu? Sem comentários... se acabou!

Lógico que não sei o que se passou nos bastidores e que é fato que os maiores responsáveis pelo desmonte e falta de estrutura são as diretorias, passada e futura: estamos sem time, sem verba e sem motivação, pois nem temos nomes para 'sonhar'.

E não venham me dizer que as sondagens com nomes tipo Vandinho são algo significativo. Pra começar, flamenguista? Não obrigado.

Mesmo com isso tudo, mesmo sabendo ser impossível: FICA DIGUINHO!

Por outro lado, é assim, apenas com o Glorioso nome de Botafogo que jogamos melhor, conferindo aqueles que envergam o sagrado manto um brilho que apenas quem duela pelo alvinegro reflete.

Avante Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém!

2009 pode vir sem medo: não há derrotas para quem nasce Glorioso!

SAN,

K1

domingo, 16 de novembro de 2008

O entardecer de uma Gloriosa Estrela

Com o falecimento de meu Opa - avô em alemão - na quinta, resolvi tirar o dia hoje para caminhar no calçadão, algo que ele adorava fazer: entre as memórias e lembranças, um belo fim de tarde e um reconfortante pôr-do-sol.

Não tão confortável foi ficar acompanhando, entreouvidos, o desempenho do Botafogo, mais uma vez sucumbindo à falta de estabilidade emocional, à ousadia desguarnecida, à falta de pontaria, à penalidade perdida, à falta de marcação simples e à Paulo Baier, sempre ele - dessa vez em dose tripla.

Ney Franco se desculpou, mas o fato é que todos devem pedir desculpas ao Glorioso:

a diretoria que não conseguiu honrar com um planejamento decente e atrasou por demais salários, desestabilizando a estrutura;

a comissão técnica que não soube trabalhar este fator e perdeu o controle do time, errando por diversas vezes nas mexidas durante o jogo;

os jogadores, que começaram a deixar o desempenho cair cedo demais, pois atrasar salário não é bacana, mas atrelar seu desempenho ao vil metal tampouco é profissional - imagina se os médicos, que recebem bem menos, fizessem isso - afinal, mais cedo ou mais tarde serão pagos e o momento era o de união;

a torcida, que em nenhum momento apoiou o time como deveria, deixando de dar o algo a mais que faria toda esse ciclo acima mencionado girar positivamente, contribuindo com mais energia positiva e com mais verba para ajudar a pagar a estrutura...

Pelo melhores momentos de uma partida onde chegamos a perder até penalidade que poderia mudar os rumos do jogo em que tomamos 3 gols por falha grosseira de marcação podemos ver que o ano acabou há algum tempo.

Dispensa quem vai ser dispensado e começa a montar a base pro ano que vem. E, pelamordedeus: não dispensa os melhores.

Diguinho, Jorge Henrique e Túlio devem ficar, não podem sair. Se Lúcio Flavio for sair, algo que também acho prematuro, temos que trazer alguém com o mínimo de sua habilidade e caráter.

Enfim, quero ver o planejamento, porque a diretoria só tem criticado o elenco, mas a sua parte não é vista sendo feita.

Da torcida nem se fala. Ao invés de acreditar - e houve momentos onde era fácil apoiar, como as 6 vitórias consecutivas e a sequência de 11 jogos invictos - ficou no SofáFogo ao invés de lotar o Engenhão. Depois a mulambada vem zoar e nós queremos poder dizer algo... melhor nem ver o maraca lotado na TV, dá depressão saber que as jogadas da CBF - notaram como o Flamengo tem jogos em casa na reta final, dêem uma olhada no início da tabela, a mesma coisa, assim facilita - dão certo e que o torcedor não vê através disto e apoia o Glorioso apesar de tudo.

E apesar de tudo, eternamente AlviNegro será o meu coração: vamos, vamos meu Fogão!

Faltam 3 jogos: vamos vencer para terminarmos bem na tabela e termos algo de bom para embalar o início de ano!

E que 2009 tenhamos um time com mais equilibrio e responsabilidade: na diretoria, na comissão técnica, no elenco e nas arquibancadas uma torcida que 'Bota Fogo' nisso tudo e incendeia o caldeirão do Fogão!

SAN,

K1

sábado, 25 de outubro de 2008

A sorte muda a cada rodada: FOGO!

Cheguei apenas para o segundo tempo no bar ao lado do Itahy, que passava o jogo do Fluminense, Joana Angélica, pois dei aula na barra até 15h30.

Sabia do placar de 2 x 0, mas não havia visto o golaço do Leandro Guerreiro de longe, no ângulo relembrando os velhos tempos dele. Tampouco vi o gol de Diguinho, puro oportunismo surgido da determinação. Ele, Diguinho, foi também o melhor em campo até ser substituído - por cansaço ou dor muscular - no segundo tempo agravado pelo forte calor do interior de Minas.

Quando cheguei, vi Túlio abraçando entusiastica e fortemente Diguinho, de tal maneira a expressar nosso clamour popular: "FICA DIGUINHO!

Vamos disputar a Libertadores ano que vem e conquistar o mundo: aí você vai pra Europa: por cima!

Da mesma maneira que estaremos. E que ficaremos, com o apoio de todos.

Aos 16 minutos do segundo tempo, mesmo com fortíssimo calor que fizera o juíz interromper a partida para hidratação generalizada, Jorge Henrique corre muiiiito para roubar a bola na defesa e levá-la para o ataque, carente da ligação de nosso maestro Lúcio Flávio. Garra. Disposição. Comprometimento. Dedicação.

As declarações pré-partida e intervalo também são positivas e reforçam a união do elenco. Desfalque apenas para o gorducho Zárate, que disse estar sem concentração para jogar devido ao atraso nos salários. Posso até entender, mas se estivesse na situação dele, tendo tido a 'colher-de-chá' que recebeu para se recuperar 'recebendo', eu não faria isso nem se tivesse profundamente abalado. Será que é mesmo o caso? Comente.

Se implementarmos o pensamento de que conseguindo a vaga para a Libertadores todos conseguirão uma maior visibilidade e valorização, uma nova realidade é possível.

Precisamos fechar um pacto coletivo em torno:
  1. G4
  2. Título da Libertadores
  3. Campeonato Mundial

Com isso todos ganham, tudo se valoriza.

A diretoria apresenta o planejamento financeiro, a estratégia de contratação e viabilidade financeira, com garantias; os jogadores que ficarão segundo o planejamento traçado confirmam o compromisso e se entregam 120% e param completamente de reclamar do juíz, adotando o Satyagraha. A torcida se compromete a comparecer em massa, com os atuais 7mil se responsabilizando por mais 4 amigos individualmente, totalizando quase 30mil e que já representa uma massa crítica de apoio.

Aos 30 minutos, entra Zé Carlos no lugar Triguinho e Emerson no lugar de Diguinho. Emerson? Quem? "Veio do Cruzeiro", segundo a TV. Noronha ainda comenta: "Diguinho era o melhor em campo. Botafogo perde uma grande arma."

Carlos Alberto driblou e foi pra cima bonito, mas chutou na boa saída do goleiro.

Aos 46, gol de Thiaguinho dá contornos finais à partida.

Estamos 7 pontos atrás do vice, 10 do líder.

Duas vitória e um empate nos separam do segundo colocado. Três vitórias e um empate do líder. É muito pouco para abrir mão de dois anos: do investimento desse e do solo fértil do próximo.

São sete (7) jogos que faltam. Se arrancarmos como quando o Ney chegou, TUDO, ao menos o G4 é possível.

Se Felipe Massa tá na briga pelo título da F1, nós estamos no páreo tanto num, quanto noutro campeonato.

Vamos fazer nossa parte! Vamoooos lotaaaar, o Engenhãããããoooo: TORCER! GRITAR! É CAMPEÃO.

SAN

K1

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Reflexos: assim na Terra, como no Céu

Incrível como a história se repete.

Diretoria sem palavra e sem pulso, time covarde, torcida ausente. E assim se perpetua o ciclo vicioso, alimentado vorazmente com a verborragia de nosso vice, Montenegro.

Não que ele tenha falado errado em afirmar que 'chega essa hora do ano, o time entrega'. Acho que todos gostariamos de mander essa 'real'.

Mas é que ele é dirigente, né? Falar que há racha quando aparentemente não há - duvido que o Lucio Flávio fosse defender o elenco da maneira que defendeu ao invés da confortável posição pró-diretoria, bem como Túlio e Diguinho o fizeram - e dizer que o ano acabou para o Botafogo... peraí!

Temos ainda o jogo de volta. Basta meter 3x0 e vamos rumo ao título!

Otimismo de minha parte? Talvez. Ainda mais quando o possível racha reflete em campo o racha político do clube... quando a 'letra' da apendicite de Carlos Alberto soa estranha desde o início e ecoa mal no contexto da pelada carioca em dia de jogo argentino...

Mas é que com tanta coisa em jogo ou se acredita, arruma a casa e vai pra cima ou se perde o investimento de um ano inteiro. E aí, a responsabilidade de botar ordem na casa é da diretoria que deve honrar seu planejamento financeiro.

Mais que isto, exemplo deve partir de cima: a diretoria tem que falar duro com e sobre os jogadores e cobrar empenho para que todos saiamos juntos dessa. Deve, acima de tudo, pedir para o torcedor acreditar e lotar o jogo de volta.

Além do que, falamos aqui de Sul-americana, mas nem o Brasileiro está decidido. Estamos na disputa sim da vaga para a Libertadores. Faça ele e faça a diretoria a parte que lhes cabe, pagando aos jogadores. Façam os jogadores a parte que lhes cabe, ganhando jogos como já demonstraram que podem fazê-lo - coincidentemente o desempenho começou a cair com a falta de pagamento, mas isto é um outro caso...

E façamos nós a nossa parte: vamos parar de ser torcida de modinha e olhe lá. Vamos comparecer e lotar o Engenhão para mostrar que o BOTAFOGO ESTÁ ACIMA disto tudo, é maior que a diretoria e o elenco, é maior que a própria torcida, do que você e de mim.

O Botafogo é uma Estrela Solitária que brilha ao longe, lá no topo e que se pudessemos alcançá-la e vê-la de perto com toda sua magnitude poderiamos ver que ela é uma Constelação Gloriosa que reflete a união de todos nós.

Vamos acreditar, vamos nos unir pelo Glorioso e fazê-lo brilhar.

SAN

K1

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vozes da pelada

Jogo duas peladas semanais, sempre no gol. Na de sexta, hoje, me foi dito que o Botafogo terá 3 perdas, que considerei significativas se ocorrerem mesmo.

Segundo minha 'fonte' perderiamos Lúcio Flávio, André Luis e o técnico Ney Franco para o futebol japonês.

Vamos aguardar, mas de fato duas declarações foram bastante estranhas: Lúcio Flávio afirmando querer esperar a definição política para renegociar e Ney Franco dizendo que não pensaria ainda no ano que vem. Obviamente dá para dizer que não se renegocia nada em meio à turbulência política e que não se pensa no futuro tendo que garantir o presente que tudo pode mudar.

Mas essa pulga atrás da orelha que me colocaram na pelada nos faz olhar as declarações por um ângulo no mínimo diferente.

Digo mais: nos classificando para a Libertadores penso que tudo isto pode mudar de cenário. Ficando apenas com a vaga da Sul-Americana tenho quase certeza de ver a trinca acima citada na terra do sol nascente.

Que o Sol nasça para todos, mas que a nossa Estrela brilhe mais e mais.

SAN

K1

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Superação, teu nome é Botafogo

Poucos eramos apoiando o time.

Mas este fez valer o manto que vestia e de virada se apoderou do nome do time adversário: Vitória do Botafogo.

E se é de nosso time, não poderia vir sem luta, sem drama, do tipo a desafiar nossa gloriosa fé e amor alvinegros: era uma noite repleta de história, com diversos personagens principais.

Zárate, que se movimentou bem, cabeceou melhor ainda, fez o primeiro seu e do Glorioso na partida e não comemorou com o time em campo, mas com os reservas a beira do gramado, deixando Túlio que cruzara precisa e belamente sem o abraço e agradecimento. Tomara que não seja nenhum problema de relacionamento.

Túlio, que cruzou muito bem e atuou como lateral no lugar do Alessandro, que parece que sentiu e foi sacado pelo Ney Franco, este também um dos personagens de importância.

Ney tem sido destaque não apenas na ousadia durante as partidas, mas no otimismo entre elas. Pensa grande. Arrisca. E tem sido, quase sempre, correspondido. Mostrou peito ao sacar o inexpressível Gil por volta dos 15 do segundo tempo mesmo o tendo colocado lá pelos 35 minutos do primeiro. O jogador parece não ter gostado: foi direto pro chuveiro. Você acha que ele merecia ser substituído?

André Luis, nosso gigante que cabeceou pro terceiro gol quase no ângulo do goleiro Viafara, que fazia dupla com o Biafra - lembram dele? Então, não resisti à piada.

E foi numa das saídas de nosso goleiro-cantor que o personagem de maior destaque se consagrou.

Podia ter sido diferente: foi dos pés dele, Lúcio Flávio que caído pedia falta - você acha que foi? -, que foi roubada a bola que originou o contra-ataque e o gol do Vitória, cujo atacante ficou cara-a-cara com Renan, que não podia fazer nada, estava vendido, mas ao menos poderia ter saído um pouco melhor: foi sem tempo pra cima do atacante adversário, ridiculamente driblado, sem esboçar defesa. Mas durante o restante do jogo garantiu. Gostou da atuação dele?

Mas estavamos falando da atuação de gala que entrou para a história, revertendo um início questionável, tal qual o fez o Botafogo, que virou para 3x1.

O segundo gol foi uma obra de arte: nosso maestro marcou seu 50. gol com o manto sagrado, uma pintura de cobertura, tirando do goleiro adiantado e do zagueiro embaixo da trave que caprichosamente ajudou a colocar a bola nas redes e nosso craque nos braços da torcida.

Voltamos ao G6 e temos que torcer pelo empate entre Goiás e Inter, pela vitória da Portuguesa diante do Coritiba e da vitória do Galo mineiro contra o Flamengo.

Na outra rodada fica melhor ainda, com confrontos entre nossos adversários diretos, chance clara de assumirmos posição vantajosa na tabela.

No jogo dessa rodada do Furacão contra o Fluminense a coisa é pela base da tabela e não nos diz respeito: vai de cada um torcer pelo Furacão ou não. Eu não me incomodaria de ver sendo feita a justiça e acompanhar o tricolor carioca ano que vem jogando a série B como todos fizeram, menos eles, que pularam da terceira direto pra primeira divisão. Mas não investirei mais paicas em assunto de segunda ordem, quinta categoria e terceira divisão.

O próximo jogo, contra o Santos, é vital para as nossas pretensões e a presença de nós, gloriosos alvinegros, no Engenhão é fundamental.

Vá ao Engenhão e leve mais 3 Estrelas Solitárias consigo. Assim fazemos nossa Constelação Gloriosa brilhar como uma gigante Estrela Solitária que ofuscará o peixe no fundo de seu mar de lama e nos alçará aos céus da merecida glória.

Ainda é cedo, temos ainda 9 rodadas pela frente, mas mais que sonhar, é preciso ter fé e atitude de apoio incondicional para realizarmos nossas metas, que nada mais são do que sonhos com deadline.

O próximo é sábado, dia 18.10 , 18:20 horas e quero te ver lá no Engenhão: TORCER! GRITAR! É Campeão!

Saudações AlviNegras,

K1

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Até quando, Botafogo? Quo vadis?

Escrevi o post durante o jogo. Mas não postei por pura falta de ânimo. Acho que você deve me compreender muito bem, não?

Mas, sejamos realistas, agora que o Rei está nu e o time fora do G4: tudo isso já era anunciado há algum tempo, não?

Desandamos há muito - 2 empates no final do jogo, derrota lamentável em casa -, mas termos ficado sem méritos no G4 por tanto tempo é o que nos deixou acomodados. A ponto de Wellington Paulista afirmar naturalmente que "aqui não há pressão". Há sim, companheiro, há sim.

De cara pergunto: até quando iremos maltratar o manto e seu maior patrimônio, nós, torcedores de coração? Quo vadis - aonde vais - aonde vamos parar?

Recentemente li o Renato Maurício Prado malhando nosso elenco e inicialmente pensei "Flapress", invejoso. Contudo, devemos tomar um ponto de equilíbio entre esta crítica ácida e o sonho dourado do Ney: temos um elenco melhor que o que tinhamos até o início do ano, com algumas peças de reposição, mas ainda não é o suficiente para tirar onda em duas competições simultaneamente. E agora que o desgaste das viagens internacionais começa é que quero ver como o time se comportará. Ao final do jogo, Ney deixou claro que o time recuou contra a sua vontade, algo contudo indicado pelo Túlio na entrevista do intervalo. Há de se checar isto!

As declarações já começam e me preocupar: "Ficou difícil falar em título". Se por um lado de fato ficou, pois perdemos dois jogos e empatamos dois jogos que eram 'baba-de-moça', por outro ainda temos 12 jogos que se forem só vitórias, nos fazem disputar sim o caneco. Muito mais que esta utopia a ser vivida, é necessário manter nosso padrão no alto. Baixar a meta para a área da Libertadores vai acabar fazendo a gente se contentar com a vaga pra Sul-Americana, anote o que eu estou dizendo.

Novamente nos acomodamos com um magro 1 a 0 e tivemos que aturar Athirson comandando uma virada do lanterna da competição, resultando não apenas na nossa saída do G4, mas a troca de posição com o Flamengo.

Que esta derrota sirva de lição: precisamos matar o jogo, exercer nossa supremacia, a nossa vontade de poder como diria Nietzsche. Nós queremos? Nós podemos! Vamos vencer, Fogo, porra.

Desculpe o palavrão, é emoção demais presa. É ver que podiamos estar ali, na segunda ou terceira posição, mas novamente não suportamos a pressão: um campeão se forja exatamente na pressão, mostra ao que veio nos momentos-chave, como o Palmeiras e o Cruzeiro têm feito reiteradamente.

À nós cabe a incumbência de sacudir a poeira dessa rasteira que levamos, levantar a cabeça, nos dar as mãos e superarmos à nós mesmos para chegarmos lá: no título da Sul-Americana e na vaga da Libertadores.

Se você for reparar, essa tem sido a tônica de meus posts: união, superação e, principalmente, auto-conhecimento. O Botafogo está no caminho, apesar de ainda errante - parafraseando o poeta alemão Goethe -, mas de certo estamos construindo um futuro melhor que o nosso passado recente; queremos contudo um título de e no presente. Vamos que vamos, Glorioso!

E vamos também, ao post escrito durante o jogo.

O primeiro tempo

Até os 15 minutos iniciais

Jogo morno, sem domínio claro, com jogadas e situações para ambos os lados, com destaque para a interceptação de Castillo de um cruzamento que pararia na cabeça do atacante da Portuguesa e consequentemente no gol alvinegro. Ou seja, leve superioridade dos Lusos.

Até os 30 minutos da primeira etapa

Wellington Paulista reclama primeiro, continua a jogada depois. Completamente diferente do campeonato italiano - no caso, o Roma, que não pára para reclamar e não enche o saco do juíz; está 100% focada em jogar futebol, e só. Mas não só nisso se parecem. Tampouco apenas no fornecedor, Kappa. O Botafogo, quando quer, joga de maneira envolvente, rápida, inteligente, que aliada à raça e à vontade não dá espaço, margem e chance a ninguém. Mas parece que rola uma acomodação, um sentimento

Aos 26 minutos, o Figueira empata com o Cruzeiro. Se ganharmos, ficamos em terceiro.

Triguinho dispara, mas perde a bola infantilmente, adiantando. Nossa defesa pára, perigosamente, para pedir impedimento. E já não sabem que mesmo sendo, não marcam? Levanta o braço, reclama, mas segue o jogo, fica em cima pra depois não ter que chorar o leite derramado.

E o Cruzeiro faz o segundo e desempata.

Nós chegamos mais perto em belo chute de Carlos Alberto que resulta em escanteio.

Até os 45 minutos do primeiro tempo

O terço final começa com bola na trave em perigoso chute da Portuguesa; falha da marcação, muito longe, mesma situação de Castillo, longe da bola que fora no alto, enquanto ele mal a meia altura chegara.

Figueira empata.

Segundos antes, Túlio caira na área e em situação duvidosa: claramente forçara a queda, mas havia ali, literalmente, a mão adversária.

Botafogo começa a acertar mais jogadas em um jogo claramente de domínio luso, que vem imprimindo maior ameaça à meta de Castillo que o inverso.

Aos 41 minutos, grande jogada: cruzamento preciso de Thiaguinho para Carlos Alberto que de cabeça toca para Wellington Paulista, também de cabeça, estufar as redes na terra da garoa. Gritara mesmo antes da bola entrar: tal plasticidade e perfeição não seriam maculados; Deus não permitiria, é justo e amante da beleza.

Antes do apito, um primor de jogada - tão rápida e perfeita que mal consegui ver direito quem participou e o pouco que me lembro se esvai em meio ao êxtase da beleza da jogada: roubada de bola inteligente e com garra na defesa, manejo correto no meio e jogada de ponta - na frente, óbvio. Por um capricho do destino o cruzamento rasteiro desencontrou-se do alvinegro que invadia o meio com força, mas sem precisão, já caindo. E força, sem controle e foco, não é nada... tô aprendendo isso no arco e flecha. Enfim...

O segundo tempo

Nas entrevistas de volta, Túlio declara que aproveitaremos os contra-ataques. Prefiro partir pro ataque e garantir o resultado logo, 'ofensivamente' e não esperar na e para superar a retranca.

Até os 15 minutos do segundo tempo

Os 5 minutos iniciais se passaram sem grandes destaques.

Aí, grande jogada de Wellington Paulista, que lutou pela bola, invadiu, mas perdeu na grande área.

A Lusa responde com belo chute e dá oportunidade para grande e difícil defesa de Castillo no canto inferior direito dele.

Foi só um Flamenguista chegar no Itahy - bar em que assisto todos os jogos fora - que a Portuguesa fez o gol de empate, em rebote para o meio da área de Castillo, mas falha mesmo da defesa, que possibilitou o cruzamento para a área, depois o toque de cabeça para o meio - que obrigou nosso arqueiro a realizar a defesa parcial para o centro - e finalmente a finalização no rebote. Os corneteiros exclamariam: "Se fosse o Renan pegava!" Momentos após, Castillo se machuca e dá lugar a Renan.

Até os 30 minutos do segundo tempo

Um grande amigo, flamenguista, chega e se senta à mesa, seguido minutos após por sua amiga vascaína.

Gol da Portuguesa.

O Botafogo pára.

Gol da Portuguesa.

Até os garçons, amigos de longa data, me zoam - vale ao menos um chopp de cortesia, não vou lá pra ser zoado! E os corneteiros agora exclamariam: "essa bola o Castillo pegava, sai melhor que o Renan!" É como diz a Castilla, uruguaia amiga lá da comunidade do Botafogo: vão sempre criticar ora um, ora outro.

Botafogo, mais uma vez, dá uma de Robin Hood. E olha que no post anterior, alertara para isto!

Reclama penalidade dupla aos 42 minutos. Já não tenho olhos para ver se foi ou não foi. Ainda bem que tampouco tenho ouvidos para ouvir, pois aos 43 minutos o time começa a reclamar, Carlos Alberto se metendo a criar confusão. Reflexos, com certeza, da frustração oriunda da falta de competência de ser aquilo que se é, superior.

E o jogo acaba 3 x 1, em uma virada incrível da Portuguesa, muito mais por demérito do Glorioso, que não exerceu sua superioridade, não jogou.

Da entrevista de Lúcio Flávio no pós-jogo, devido ao barulho do bar e do baixo volume da TV, só escutei o "infelizmente"...

Pois é, infelizmente, fora do G4, jogando mal e achando bacana não ter pressão no Glorioso.

Aqui tem pressão sim, vamos ganhar Fogo, porra!

Saudações AlviNegras com pressão na veia, grito no peito e nó na garganta: tá na hora de mostrar ao que veio!

K1

domingo, 31 de agosto de 2008

De novo faltou marcar: mais gols e a bola parada

Aconteceu, virou manchete. De novo.

De novo o Glorioso entregou a vice-liderança - e no somatório quiça talvez isolada e aproximada do líder - em um jogo com amplo domínio e sem deixar o adversário jogar mais que 90% do tempo, sempre recuado e acuado em seu campo.

E as manchetes poderiam ser diferentes, de novo.

Poderia tratar, por exemplo, do golaço, da pintura, do gol que literalmente mereceria uma placa no Engenhão, do ato brilhante orquestrado por nosso maestro Lúcio Flávio, que voltou a praticar a fina flor do futebol e parece ter reencontrado com Ney Franco a alegria e o espaço necessários para desabrochar... poderia, se não fosse a trave, ora bendita, ora maldita, mas simplesmente uma caprichosa trave do destino que nos pregou mais uma peça, mas, acima de tudo, uma lição -antes de falar do aprendizado, reforcemo-no com mais páginas do mesmo capítulo.

Este lance do Lúcio Flávio foi o que se destacou como uma Estrela em noite escura - mas houve tantas outras mais formando a Gloriosa Constelação: o time jogou pra cima, convicto de sua força e superioridade. O chute caprichoso de Túlio, após invadir a área, matar no peito e emendar de primeira, raspando a trave. A furada de Thiaguinho, de frente pro gol, ou outra, na qual o mesmo chutou cruzado rente a trave, ambas em enfiadas primorosas de passes açucarados do cada vez mais fundamental Carlos Alberto, dono de nosso tento, símbolo da superação através do foco, da dedicação e do auto-controle e auto-disciplina.

O manto sagrado definitivamente caiu-lhe bem.

Tão bem quanto o time caía pelos flancos e armava as jogadas, variando também com bons chutes de fora da área que proporcionaram excelentes rebotes extremamente subaproveitados. Lúcio Flávio mostrou também neste fundamento estar voltando à grande fase.

E que bênção é ter um meio-de-campo formado por Lúcio Flávio, Carlos Alberto, Túlio e Diguinho - que neste jogo tirou gol certo quase em cima da linha. Ouso dizer - e não estou só nesta ousadia - que é o meio-de-campo do Brasil, ao menos neste brasileiro.

Mas de novo não ampliamos nosso domínio, e de novo nossa soberania não se realizou e se concretizou em gols.

De novo levamos gol mais perto do final do jogo. E de novo em bola parada.

De novo o problema foi não marcar. De novo duplamente: faltou marcar o gol a mais e faltou marcar o ataque adversário em jogada de bola parada - e de novo o adversário estava com um a menos.

De novo - que nem os Teletubbies - estamos garoteando. De novo, até quando?

Ney Franco foi muito lúcido, transparente e calmo ao analisar tudo como uma lição e um tropeço e terá uma semana para consertar este e outros detalhes tão importantes para quem almeja a Libertadores e, quiça - por que não -, o título: o campeonato ainda é longo e temos como chegar. O time mostrou muita evolução, excelente postura, temos elenco e técnico destemido. A hora continua sendo de apoio incondicional. Temos que saber exercer e comprovar nossa superioridae: em campo e na arquibancada. É acreditar e acreditar!

Não é hora de cornetagem afobada. De colocar a culpa no Castillo - nem acho que tenha falhado nesse jogo, pelo contrário, saiu muito bem nos pés do atacante adversário em mais de uma, das poucas situações. Ademais, estão preservando a prata da casa, Renan, para que este pegue experiência com o Castillo, goleiro de seleção - tanto quanto o Renan. Estamos bem servidos e

Coincidência ou não, ambos os empates com gosto de derrota, nos últimos dois jogos acontecem depois da politicagem eclodir na mídia.

É hora de consenso e união em prol do Glorioso. Se liga cartolagem, deixem o ego e os interesses de lado para recolocarmos a Estrela brilhando lá em cima.

E é para lá que rumamos e é lá que estaremos ao fim deste campeonato: crer para ver. Torcer! Gritar! É Campeão!

SAN

K1

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chocolate AlviNegro - ao freguês o que temos de melhor

Aos 27 minutos do primeiro tempo 'virou bagunça' e ficou claro que estava decretado que o jogo já estava liquidado: na saída de bola o juiz nem ligou que Carlos Alberto ainda se encontrava dentro do grande círculo central. E o jogo prosseguiu com uma primorosa atuação do Glorioso:

2 x 0 Atlético Mineiro - E o Botafogo classificado para a próxima fase antes da metade do primeiro tempo - escrevo enquanto vejo o jogo; transcrevo para o blog em seguida.

Dois golaços do Maestro Lúcio Flávio e sua afinada orquestra.

Na volta do segundo tempo, golaço de Jorge Henrique no ângulo para coroar sua centésima partida pelo Glorioso.

Instantes depois Jorge Henrique ainda levou um tapa no rosto em plena grande área e foi impedido de continuar a jogada, mas o juíz nada marcou.

Antes do quarto gol de cabeça de Carlos Alberto, após primoroso cruzamento de Gil, deu tempo de Castillo rebater um chute de fora da área direta e exatamente para o meio da grande área, resultando gol de nosso eterno freguês - já são sete anos sem ganhar: nove vitórias e cinco empates. A favor de nosso guarda-metas uruguaio o fato de ter defendido duas bolas difíceis antes, uma à queima-roupa.

Aos 33 minutos do segundo tempo, Jorge Henrique - vestindo a 23! - recebe primoroso lançamento e é derrubado na área e eis que... pausa enquanto não bate: Giiil, pra fooooooora! PQP! Muiiiito pra fora. Escrevo enquanto vejo o jogo...

Se era pra mudar o batedor, colocasse o Castillo, oras. Gil acaba por ficar estigmatizado - de toda maneira a hora é de apoio, o minuto de paixão.

Logo em seguida à penalidade, Gil pisa na bola e cai 'de maduro' de bunda em lance no qual Carlos Alberto invadia sozinho a grande área atleticana.

Tem certeza de que não querem insistir no Thiago Ribeiro?

E numa bobeada da defesa no pós-perda de penalidade - esse tipo de companheirismo de Lúcio Flávio de ceder a responsabilidade na penalidade não poderá mais aparecer dessa maneira - gol do Freguês, que ainda tomou o quinto gol em escanteio no qual Gil buscou se redimir da penalidade perdida forçando o zagueiro a fazer gol contra, após tentativa de cabeça.

E não adianta me dizer que o Atlético Mineiro estava com reservas, jovens, o que for: poupou o time titular de mais um vexame; poupou o titular de se abalar com a desclassificação indicada no Engenhão com os 3 x 1 Galo.

Pragaalvinegra: São Paulo é desclassificado nos penalidades nos quais Juninho perdeu sua penalidade.

SAN, com muita fé nesse time!

K1

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Um empate que vale uma derrota e acorda para o restante do campeonato

E o fraco - poder-se-ia afirmar medíocre - time do Vasco empatou aos 44 minutos do segundo tempo em um jogo onde a tônica era simples: ali, daonde eu estava, só vi o Botafogo dominando e atacando e o Vasco se defendendo, sem sequer passar do meio-campo - apenas a Globo.com complicou, dizendo que foi equilibrado.

1 x 1 foi um resultado justo apenas se encararmos o fato de que quem não amplia, leva.

E logo em uma rodada onde tudo conspirou a favor de passarmos uma semana inteira como vice-líderes. Mas o caminho AlviNegro sempre foi assim: árduo, de luta e superação após bobeadas próprias.

Afinal, já diz o nosso hino: não podes perder, perder pra ninguém. E como não se pode ganhar sempre, acabamos volta e meia perdendo para nós mesmos.

E olha que dessa vez a derrota foi um empate.

Devido à desorganização na venda de ingressos de meia - que haviam esgotado em General Severiano durante a semana - em meio ao tumulto causado pela falta de um gradeamento e organização das filas entrei com 7 a 10 minutos de jogo - apesar de ter chegado 17h25 ao maraca.

Soube que o Vasco começou melhor, mas depois que pisei no 'maior do mundo' só vi dar Botafogo. Nosso domínio era amplo e irrestrito. Durante boa parte do jogo o time da colina nem sequer passava de seu meio-campo e suas tentativas eram facilmente desarmadas por nosso competente meio-campo.

Mas a competência faltou no ataque que ainda carece de um homem-gol a altura do restante do elenco. Wellington Paulista até deixou o dele, mas Gil e Fábio provaram mais uma vez que não são solução para a ausência de Jorge Henrique. Tomara que o Zárate resolva, pois até mesmo o Wellington Paulista precisa fazer mais para se dizer titular de um time como o Glorioso Botafogo.

Ademais, jogamos quase metade do segundo tempo sem atacante de ofício, pois Wellington Paulista fora substituído por Fábio, que como o primeiro também se lesionou e teve que ser substituído logo após entrar, queimando uma substituição de Ney Franco, que havia trocado o ineficiente Gil pelo Zé Carlos, passando o endiabrado Carlos Alberto para o ataque.

E foi ali pelo lado do lento Zé Carlos - que muitos ficam chamando de sem-sangue - que o recém-entrado vascaíno Madson usou seu frescor e velocidade para dar uma corrida no Triguinho, que além de cansado esteve mal no apoio à defesa: o resultado foi uma falta perto da grande área e um amarelo, além do gol, claro.

Sobre o gol, ficam três registros:
  1. Se é pra fazer falta, faz no meio-campo. Até uma expulsão teria valido a pena por esses 2 pontos perdidos.
  2. A zaga não pode ser impecável 99,9% do tempo e ter esta falha de atenção na hora do adversário bater a falta.
  3. O goleiro não pode ficar vendido daquele jeito - aqui vale o registro desta ser uma das bolas mais difíceis para o guarda-metas, por se tratar de tiro direto ao gol com alta possibilidade de desvio em um curto espaço e jogada muito rápida. Todavia Castillo estava no canto e deu um passo para o lado, sem objetividade, sem ter tentado interceptar a bola.

Com este tipo de situação, lembrando o fatídico jogo contra o Corinthians em Sampa, onde ele falhou bisonhamente no gol de falta, e com as recentes atuações primorosas de Renan, começo a puxar o coro de "Ah, ah, ah, Renan é titular!" - emendo clamando por espaço no time e/ou banco para o Luciano Almeida e para o Wellington Jr.

Na comunidade do Botafogo no Orkut tem gente criticando e pedindo a cabeça de nosso maestro Lúcio Flávio - meu comentário aqui é o mesmo que lá: sem ele o Glorioso provou que joga pior, ele cadencia o time. E tem umas cabeças a serem pedidas antes: Gil, Fábio, Zé Carlos...

Lúcio Flávio precisa melhorar? Sim, mas não é cornetando com o time invicto e na cola do líder, mostrando disposição e vontade que iremos conseguir algo. A hora é de apoio incondicional. É a vez da torcida mostrar que faz a diferença e que acredita no time: vamos lotar o Engenhão no sábado contra o Náutico e deixar os jogadores deles Aflitos. ;)

Finalizo registrando a saudade do Maracanã: o Engenhão é nossa casa, mas o 'maior do mundo' tem um charme só seu. É bom voltar lá de vez em quando: poderiamos fazer ao menos um jogo por mês lá. Ainda mais que lá tem ambulante vendendo cerveja pelo clandestino preço de R$5 a latinha. É a imperadora falta de organização que atrapalha as coisas - vale o registro da saudade de poder ver o Glorioso tomando uma cervejinha e comendo um amendoim.

Mas o empate que valeu por uma derrota também serviu para nos acordar para o restante do campeonato: seremos vice-líderes em uma ou duas rodadas.

Próxima semana o Grêmio perderá do embalado Vasco; o jogo Cruzeiro e Coritiba - dois que estão na briga com o Glorioso - terminará empatado ou com vitória do Coxa; o Palmeiras tropeçará no Furacão Atlético Paranaense, que necessita de uma vitória para não parar na zona de rebaixamento; o São Paulo empatará ou perderá do Santos; e nós faremos nosso dever de casa.

No sábado é simples:

Vamos simbora, pro Engenhão: Torcer! Gritar! É Campeão!

SAN

K1

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Freguês que deu trabalho - Botafogo 3 x 1 Atlético Mineiro

Vencemos, mas deixamos a desejar.

Faltou algo e apenas no final a coisa ficou boa e embalou. Deu pra sentir falta do maestro Lúcio Flávio. Bem como que deu pra sentir falta da torcida, que apareceu em pequeno número.

Destaque para Carlos Alberto com seus dois gols e para Eduardo, que entrou direitinho e fez o primeiro seu: mas ambos tem que firular menos e jogar mais sério.

O que me preocupou foi que me pareceu o tempo inteiro que o time não passava a bola para o Tiaguinho: espero que não seja um boicote contra a nossa nova Estrela. Depois que ele saiu o time abriu muit0 mais por aquele lado.

Túlio Souza e Zé Carlos mais uma vez deixando a desejar; Lucas Silva se mostrando uma boa opção de banco para o meio (Carlos Alberto e Lúcio Flávio); Renato Silva soberano na defesa.

Confesso que se o Atlético-MG fosse mais time, teriamos tido problemas hoje. Mas o que importa, além de ficarmos atento a isto, é que fizemos o dever de casa.

Nosso time parou no gol deles, que abriu o placar. Belo gol, necessário admitir. Mas eles recuaram e o Botafogo apesar de não jogar seu costumeiro futebol, deu conta do recado com um golaço de falta do Carlos Alberto, empatando ainda no primeiro tempo, que ainda viu uma bola na trava em cobrança de falta do Zé Carlos.

No segundo melhoramos um pouco e empatamos em bela jogada finalizada por Eduardo. No minuto final, ele, Carlos Alberto, estufou a rede com frieza e categoria sacramentando a vitória e a freguesia do Galo que toda vez que vai ao Engenhão vira galinha.

Vamos simbora, pro Engenhão: Torcer! Gritar! É Campeão!

Vamos comparecer!

SAN

K1

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pressão AlviNegra

Só faltou o gol.

Tá certo que na Era Cuca também só faltou o título, só faltava aquele golzinho... se pensarmos neste sentido, nada mudou e não vale empenhar energia em forma de letras juntadas em palavras para descrever a supremacia AlviNegra hoje no Maracanã.

O que faz valer esse post, mais do que manter o registro sempre pós-jogo, é o fato do time ter jogado de maneira vitoriosa, sem se acovardar, partindo pra cima. Até substituir o eficaz Túlio pelo atacante Gil o Ney Franco fez, na busca de traduzir o amplo e indiscutível domínio em gols. Ney Franco está certo em afirmar que 'a partida só não foi perfeita porque não fizemos o gol'.

A FlaPress deve ter visto outro jogo, pois só relata - o tom da matéria não deixa transparecer nossa gloriosa supremacia - nosso domínio no segundo tempo e ainda credita ao adversários diversas chances. O Flamengo não viu a cor da bola no segundo tempo e no primeiro o domínio, a meu ver, também foi mais nosso, sendo que eles tiveram as melhores chances. Fato que - mesmo no segundo tempo - se o adversário tivesse atacante competente teria complicado, pois deixamos alguns espaços (buracos?) em contra-ataques e temos que nos resguardar uma vez que nosso ataque não está com a pontaria afiada.

Foram inúmeras chances desperdiçadas e temos nisto um fator a ser treinado: pontaria e conclusão.

E uma conclusão inevitável a que cheguei foi a de que Lúcio Flávio não pode sair do time. Zé Carlos até ajudou a compor a defesa e a desarmar o adversário, mas não sabe armar e apenas com a entrada do Maestro é que voltamos a ver o 1-2 abrindo espaços. Todavia, apoio a atitude de nosso técnico de sacá-lo do time: isso deve servir de estímulo e mostrar que temos um elenco e que todos tem que dar o máximo de si. Nosso capitão precisa de maior agilidade e de definitivamente chamar para si a responsabilidade.

Ney Franco mostra comando e atitude quando diz que "ninguém tem vaga cativa no time" e que "admite fazer rodízio de jogadores em caso de desgaste físico". Isso de fato é bom pros jogadores e reforça a fé em nosso elenco, fortalecendo-o.

Aliás, o banco hoje estava muito bom, com jogadores de melhor nível do que os que serviam de banco para o Mestre Cuca e sinto que teremos um desempenho crescente em termos de resultados. Precisamos apenas fazer gol. E para tal, temos o Zárate chegando.

Mas a falta de gols, diante da mudança de postura, mais ofensiva, mais confiante, mais BOTAFOGO, chega a ser realmente um detalhe que acertaremos de primeira para estufar as redes do Brasileiro e da Sul-Americana.

Tem coisa maior guardada para nós: conquistaremos a América.

SAN

K1

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Goleada e um detalhe importante

Mais que ganhar de 4 x0 contra o Atlético Mineiro, a vitória de hoje teve pontos importantes para se comemorar e ressaltar.

Antes, as críticas, para caminharmos de maneira ascendente também neste post.
  • O ataque não pode perder gols feitos da maneira que vem fazendo. Se não fizerem falta em uma partida, podem fazer falta no computo geral - hoje foi a noite de Wellington Paulista perder um gol incrível, jogou contudo bem o restante da partida, se movimentando e sofrendo a penalidade e a falta que levou César Prates a ser expulso.
  • Lúcio Flávio precisa chamar para si a responsabilidade, parece cansado; agora, justiça seja feita, ninguém bate penalidade como ele.
  • O time não repetiu o jogo envolvente, de toques e rapidez.

De resto, só elogio, com destaque ao Diguinho, sempre imbatível na marcação e ao Renato Silva, antecipando como ninguém.

Vale ressaltar - e isto é o mais importante - que o time não fez corpo mole e se empenhou em golear ao invés de se retrair para garantir o resultado. Esse é o detalhe que faz toda diferença: mesmo ganhando, partimos pra dentro. E cabia mais!

As substituições de Ney Franco foram confiantes, acreditando não somente na vitória, mas em um resultado convincente, sem contar com o tato em não queimar nosso maestro, tendo substituído de maneira prudente, primeiro mexendo no ataque, recompondo a lateral - Thiaguinho já havia levado o amarelo e estava com dores na perna -, depois recompondo o meio: no lugar do Zé Carlos entrou o Gil, fazendo com que o Túlio fosse para a lateral; no lugar do Thiaguinho entrou o Jorge Henrique; mais um pouco entrando Leandro Guerreiro no lugar do Lúcio Flávio.

Resultado: o time está com banco e pode dar de fato alegrias se continuar a jogar pra cima, sem se acomodar, buscando sempre vitórias convincentes.

Ponto positivo também para o técnico Ney Franco que na derrota para o São Paulo ressaltou os aspectos positivos e hoje já alertou para os aspectos negativos, mostrando uma condução equilibrada e estrategista, além de surpreender colocando o time para jogar ofensivamente.

Sul-americana e zona da Libertadores: eu acredito!

SAN

K1