Mostrando postagens com marcador aflitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aflitos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Aflitos pela arbitragem

3 x 1 - ao menos esse foi o placar em termos de erros capitais - a nosso favor, como sempre.

Em gols validados, novamente garfados, ficamos no empate de 2 x 2 fazendo a arbitragem jus ao nome do estádio e deixando quem via o jogo aflito por inteiro.

O jogo todo foi assim. O alvinegro joseguilhermo, que notara que Lúcio Flávio era o 'rabanete' do jogo, bem que comentara: "o juiz vai voltar querendo compensar". Dito e feito.

E não sou eu quem digo. Dessa vez até a Globo.com reconhece.

Independente dos erros que nos prejudicaram - MAIS UMA VEZ - vale ressaltar que se não é o Renato amarelar e deixar de fazer o gol, toda história seria diferente.

Por isso, vale ressaltar que o Ney Franco demorou em sacá-lo. Colocou Leo Silva no lugar. Senti leve melhora.

O que não melhora é a constante falha da zaga: no segundo gol foi vergonhoso, no primeiro calamitoso. Não pode deixar jogador cabecear sozinho, muito menos receber sozinho pra cruzar.

Uma marcação equivocada de impedimento aos 48 minutos do segundo tempo evitou uma chance clara de gol do Botafogo, impedindo nossa vitória.

Aliás, o Botafogo só tem uma jogada: cobrança de Juninho - ou é gol ou é rebote e gol; eventualmente um barreira, escanteio ou tiro-de-meta, mas o espírito está lá.

O que se encontra lá nos Aflitos também é muita porrada! Como gosta de bater esse time do Náutico. Faltas constantes, muitas violentas e muita conivência da arbitragem. O que dá mais vontade de protestar é da cotovelada em Lúcio Flávio, que deveria ter seu autor expulso. Quanto isso, dezenas de amarelos para o Botafogo.

Sábado o Glorioso enfrenta sua fama: Internacional.

Jogo difícil, vamos lotar o Engenhão!

SAN

K1

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Resultado da enquete pós-semifinal CB

Foram 21 votos em aprox. 1 semana - a primeira do blog!

A pergunta ' Qual foi a maior perda nesta quarta?' foi respondida na seguinte proporção:

A classificação pra final - 11 votos - 52%

A saída do Cuca - 10 votos - 47%

A confiança no Castillo - 0 votos - 0%

De fato, a perda da vaga foi crucial para perdermos também nosso técnico e um pouco de nossa cabeça, como vimos nos Aflitos - mais uma prova de FOGO nesta jornada heróica de volta aos nossos tempos áureos.

Convido a todos a continuar participando com comentários e suas opiniões em nossas enquetes, bem como de nossa comunidade no orkut - Constelação Gloriosa

SAN

K1

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Botafogo é o Brasil ou simplesmente 'Eu também não estou no Botafogo para apanhar'

Os incidentes nos Aflitos serviram para mais uma vez criar uma situação que evidencia que estamos todos no mesmo barco:

Se na quarta, em Sampa, foi a vez da torcida apanhar da PM truculenta, despreparada e mal-intencionada de São Paulo - caso pouco explorado pela imprensa presente no local -, no domingo, até por se tratar de nosso presidente e de dois jogadores de futebol, a mesma truculência, despreparo e má-intenção vieram à tona nos Aflitos.

Deveria, tal qual o Fábio, ter feito corpo delito do meu ombro.

E em ambas situações, vimos nos olhos dos PMs o despreparo sanguinolento de quem pensa (?) que porrada é solução e com sua energia e vigor incitam aos demais apenas para maior rebeldia e desacato ao invés de inteligentemente contornar a situação para o bem geral.

Em Sampa nos reteram para entrarmos apenas no segundo tempo, não nos ofereceram a devida segurança e quando fomos ameaçados pela torcida do Corinthians não fomos protegidos e sim espancados sem maiores esclarecimentos. Eu não torço para isto. Tampouco quero estar em um lugar onde não se tem um bar para se comprar comida ou bebida ou até um bebedor para se refrescar.

Nos Aflitos, pelo visto, pensa-se da mesma maneira, oferecendo as piores condições possíveis e declarando-se guerra ao visitante que de adversário em campo transforma-se sumariamente em inimigo total a ser aniquilado a todo custo.

E, como sempre, lemos aquelas histórias para boi dormir: "Se houve algum excesso, foi do jogador". Depois desta afirmação cara-de-pau o policial deveria ser colocado em treinamento e ter o cargo de comando retirado, pois claramente não tem capacidade de julgamento. Mas nada acontece, lógico.

Não vou aqui deixar de registrar que André Luis errou: ao reclamar demais (como todo o time tem reclamado), ao cometer a falta por trás, ao chutar a garrafa, ao fazer gestos obscenos.

Tudo contornável com a presença, intervenção e diálogo do 4. árbitro. Mas onde ele estava? Que estrago uma garrafa de água chutada para o alto, sem intenção de acertar um alvo específico, pode fazer a ponto de ter a mobilização de todo aquele efetivo? Que direito o soldadinho tem de tacar gás de pimenta nos jogadores que não agrediram ninguém? Este soldado, que aparece ameaçando o Diguinho deve ser colocado sobre supervisão médica, pois não tem controle de seus nervos.

Aliás, o presidente da Federação de Futebol de lá fala o que quer porque não convive com alvinegros, porque senão a declaração jocosa dele teria que provavelmente ser engolida a seco - afirmara de maneira irônica que o descontrole do André Luis se dava pela perda do Estadual e a elimanação da CB.

Aqui duas coisas: o presidente da Federação Pernambucana deveria ter mais respeito pela instituição Botafogo, bem como nossos jogadores e diretoria também. Porque se estão todos fazendo este tipo de comentários é porque estamos deixando - através de nossas atitudes - que isto aconteça. Chega de choro, chega de reclamação, chega de conversa. É hora de contemplar nossos valores, todo nosso potencial e tudo o que já foi realizado até aqui para que não percamos a certeza de estarmos em franca evolução. Evolução esta que incomoda a muita gente.

Uma coisa é a questão ética e de identidade própria, o momento de revalorização da grandeza alvinegra, do reencontro de nossos valores que independem dessa conjuntura externa, onde quem nos sacaneia é o mesmo que usa a PM para nos coagir, que usa os juízes para nos ganhar, o tribunal para nos enfraquecer, a manipulação da estrutura para nos separar.

Outra coisa é a vergonha acima relatada e que atende por realidade brasileira presente também no futebol - e se deixar abalar por ela. Se até o pão e circo em formato diferenciado - cerveja e futebol, respectivamente -, estão desse jeito, aonde iremos parar?

Evidenciam-se as bases para uma revolução - tanto no Brasil, quanto no Botafogo -, mas não do tipo de armas e violência, mas aquela silenciosa e verdadeira que acontece em cada um de nós, que acaba por revolucionar pensamento, postura e ação e que efetivamente muda algo no exterior que nos oprime.

Se nada mudar, sugiro para que o Bebeto leve o Botafogo para disputar campeonatos de futebol de verdade: o alemão, o espanhol, o italiano. Viver de excursão vai acabar trazendo mais prazer do que viver tendo que se questionar se o fato de se ter uma administração transparte e ética é o verdadeiro caminho.

É hora de reafirmar nossos valores, de ostentarmos o orgulho de termos uma Estrela Alva brilhando em um Céu Negro de uma época cinzenta. Somos diferentes, graças a Deus. E como Ele, alternamo-nos como o Fogo, como diria Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático que nos garante nossas raízes helênicas e a alcunha de torcida intelectual desde os primórdios até hoje em dia - mas isto merece um post por si só.

Chega de sermos feitos de palhaços: tal qual o Brasil, o Botafogo merece respeito. Tal qual o brasileiro, o botafoguense já não aguenta mais, mas não entregamos os pontos. Somos os legítimos representantes tupiniquins, não desistimos nunca e nos fortalecemos nas dificuldades, nos unindo e forjando uma nova realidade.

Avante Glorioso! Quanto mais escura a noite, mais brilham as Estrelas! Não há derrrotas para quem nasce Glorioso.

SAN

K1

domingo, 1 de junho de 2008

Aflitos

Fraternidade Estelar - FE,

foi nesse estádio que demonstramos nosso estado: aflitos.

Tomar de 3 do Náutico, ter mais uma vez penalidade não marcada, jogador expulso e detido, bem como presidente recebendo voz de prisão é algo que não combina com a estirpe alvinegra da ética e boa conduta. O que está errado? Será que somos nós? Será que é o mundo?

Antes de mais nada, confesso que - pela primeira vez no ano - não vi/acompanhei o jogo. Estava fazendo pratica de zazen - meditação zen budista - aqui em Santa Teresa, no Rio. Bacana vivenciar como os ensinamentos de Buda são desenvolvidos e aplicados de maneiras tão distintas, mantendo contudo a unidade de seus princípios, tanto no budismo tibetano - do qual faço parte -, quanto no zen budismo japonês. E o que isto tem a ver com o tema inicialmente abordado?

Tudo. Comentava ontem com o assessor de imprensa do Botafogo, que acabara de conhecer em um open house de um amigo em comum, que estamos - time, diretoria e torcida - vivenciando o arquétipo da jornada do herói - sim, estou completamente enebriado pelas aulas de psicologia junguiana: aprendemos a perder, a sermos roubados, a sermos humilhados, a nos identificar e saber de nosso valor, mas ainda não estamos sólidos nesta etapa. Ainda estamos precisando de uma confirmação exterior, que de fato não precisa vir: já provamos nossa força, que somente não levou a um título devido a fatores externos (roubo). E agora, deixamo-nos abater por outros fatores externos e perdemos para nós mesmos, pois estamos reféns do medo - da zoação, da derrota. E o fato é que isto tudo não importa: só perde quem está disputando, só é quase quem está chegando e nada deve abalar nossa confiança no sólido e correto trabalho que está reerguendo o clube nos últimos anos.

Por isto que é necessário parar, meditar, refletir, contemplar todo o nosso potencial e fazer ajustes leves, mas fundamentais.

É saber se tornar imperturbável, não se deixar abalar por nada, pois NÃO HÁ DERROTAS PARA QUEM NASCE GLORIOSO. Esse deve ser nosso mantra, aí deve residir nossa força, a FÉ de que nada nos tira a glória, pois já nascemos assim: em nossa alma está tatuada a Estrela que nos conduz e cuja Luz deve ser nosso norte para seguirmos para o alto e adiante. Com FOCO e a a certeza de que somos insuperáveis nada nos deterá.

Não marcaram uma falta? Expulsaram injustamente? Dê aquele leve sorriso de quem sabe que estamos sendo prejudicados e canaliza a energia (libido) para jogar ainda mais. Não deixa a raiva, a frustração e demais sentimentos negativos tomarem conta e nos destruírem ainda mais. Precisamos controlar nosso lado negro para fazer a Estrela brilhar cada vez mais: PARA CADA INJUSTIÇA, UM GOL.

E para quem acha que estou viajando, trago citações do livro 'O herói e o fora-da-lei' (ed.Cultrix/M&M). No início da terceira parte do livro, lê-se que "os que deixam sua marca no mundo" são de 3 tipos: "Herói, Fora-da-Lei e Mago".

O lema do Herói é "onde há vontade, há um caminho"; o do Fora-da-Lei é "as regras são feitas para serem quebradas"; o do Mago é "pode acontecer" - daí já consigo pescar que nosso título poderá acontecer somente quando soubermos quebrar o tabu ao encontrarmos o caminho trabalhando diretamente em nossa vontade e ela não pode ser discurso, tem que ser prática cotidiana. Não devemos ter vergonha de sermos o que somos, temos que ostentar com orgulho nossa Estrela, certos tanto das nossas sombras, quanto de nosso eterno brilho. Se continuarmos a nossa jornada guiados por essa Luz, sem nos determos a questões exteriores, venceremos. Primeiro a nós mesmos e depois a qualquer um que passe por nosso caminho.

Vejamos a 'ficha' de cada arquétipo e reflitemos se estamos ou não trilhando o caminho de marcarmos o mundo e escrevermos história, com B de Botafogo.

Herói

Desejo: provar o próprio valor por meio da ação corajosa e difícil
Meta: exercer a mestria de modo a melhorar o mundo
Medo: fraqueza, vulnerabilidade, "amarelar"
Estratégia: tornar-se tão forte, competente e poderoso quanto lhe for possível ser
Armadilha: arrogância, desenvolver a necessidade de que exista sempre um inimigo
Dons: competência e coragem
Conhecido como: guerreiro, cruzado, libertador, super-herói, soldado, atleta vencedor, matador de dragões, competidor, jogador de equipe
Motivação: o desafio o chama
Nível 1: desenvolvimento de fronteiras, competência e mestria, que se expressam por meio da realização e são motivadas ou testadas por meio da competição
Nível 2: tal qual um soldado, cumprir seu dever para com o país, organização, comunidade, família
Nível 3: usar sua força, competência e coragem em algo que faz diferença para você e para o mundo
Sombra: desumanidade e necessidade obsessiva de vencer

Chegamos nos últimos dois anos bem em todos os campeonatos, mesmo sendo claramente prejudicados e com elencos teoricamente menos favorecidos. Contudo nos deixamos abater pela cobrança exterior de títulos (necessidade obsessiva de vencer) e nos descontrolamos - sem contudo nunca termos deixado de ser éticos.

Fora-da-Lei

Desejo: vingança ou revolução
Meta: destruir aquilo que não funciona (para si próprio ou para a sociedade)
Medo: não ter poder, ser comum ou inconseqüente
Estratégia: rebentar, destruir ou chocar
Armadilha: passar para o lado sombrio, criminalidade
Dom: irreprimível, liberdade radical
Conhecido como: rebelde, revolucionário, vilão, selvagem, desajustado, inimigo, iconoclasta
Motivação: sente-se desprovido de poder, com raiva, maltratado, sitiado
Nível 1: identifica-se como marginalizado, dissociando-se dos valores do grupo ou da sociedade de modo tal que foge diante dos comportamentos e da moralidade convencionais
Nível 2: comporta-se de modo chocante ou destruidor
Nível 3: torna-se um rebelde ou revolucionário
Sombra: comportamento criminoso ou prejudicial

"Eu estou furioso e não agüentar mais isto" é uma frase que se identifica tanto com este arquétipo quanto com o que se passou hoje em campo, nos Aflitos - e quem não está? Mas a diferença é como conduzir tudo doravante. Parece-me que o arquétipo do Mago pode nos ajudar em nossa jornada heróica.

Mago

Desejo: conhecer as leis fundamentais do funcionamento do mundo ou do Universo
Meta: tornar os sonhos realidade
Medo: conseqüencias negativas inesperadas
Estratégia: desenvolver uma visão e vivê-la
Armadilha: tornar-se manipulador
Dom: encontrar resultados 'ganha-ganha'
Conhecido como: visionário, catalisador, inovador, líder carismático, mediador, xamã, agente de cura, curandeiro
Motivação: pressentimentos, experiências extra-sensoriais ou sincronísticas
Nível 1: momentos mágicos e experiências de transformação
Nível 2: a experiência em fluxo
Nível 3: milagres, passar da visão para a manifestação
Sombra: manipulação, feitiçaria

Acho que já se pode perceber onde quero chegar não?

Estamos passando por uma experiência de transformação e que deverá nos revelar que a cura está em nós. Para alcançarmos nossa meta de sermos campeões é necessário fazer com que revolucionemos nossa postura e modo de pensar: recriemos nossa ética, continuando a mantê-la limpa, mas mais rigorosa com o adversário para que não tenhamos que ser rigorosos com nós mesmos. Conhecer mais como as regras funcionam e usar tudo a nosso favor, sem perdermos nossa integridade. Parar de reclamar do exterior e focar na superação interior: revolucionemos a nós mesmos para revelar todo o Glorioso Poder que nos levará a fazer a diferença.

Bem, o importante é parar de se abalar com o mundo exterior, se focar e ter certeza de nossa força: seremos campeões.

SAN

K1