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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sul-Americana - vai começar com as bênçãos de São Jorge

A Sul-Americana enfim vai começar e nos proporcionar a oportunidade de apagar o vexame cometido em 2007. Só depende do novo grupo e de nós torcedores, que devemos lotar o Engenhão para mostrar que a pressão é total, dentro e fora de campo.

Fui comprar o ingresso hoje em GS e pelo que o porteiro falou e eu pude constatar a mobilização tá fraca. Parece que menos que mil pessoas compraram. Segundo a previsão do porteiro não dá mais de 10 mil nesta quinta. Pena, tá na hora de mostrarmos a força do conjunto Glorioso. E não se pode reclamar da entrada: R$5 meia e R$10 inteira na Leste Superior, onde fica inclusive a Constelação Gloriosa, BotaChopp, TES, Fúria e a maioria da galera independente.

Já o time promete.

Parece que o grupo está de fato motivado. Mas meu comentário recai mais sobre uma superstição - e afirmo: Jorge Henrique será o craque da competição e fundamental para o título.

Não somente por ter ficado para honrar o manto sagrado, não apenas por estar jogando uma barbaridade novamente, não obstante ao discurso cheio de confiança no grupo e na conquista, mas principalmente por ter sido inscrito com o número 23 - dia de seu aniversário e também número de São Jorge, que o cobrirá com seu manto, o defenderá com seu escudo e o armará com sua lança para que os inimigos tenham pés, mas não nos alcancem, que tenham mãos, mas não nos toquem, que tenham olhos, mas só nos vejam ao final, erguendo a taça. Anotem, São Jorge Henrique será o fator decisivo.

A 7 mágica de Garrincha ficou para o Gil, que, Deus e o Anjo das pernas tortas queiram, será iluminado e agraciado com o novo número, desencantando no Glorioso e sendo co-autor junto ao nosso Ligeirinho da história que escreveremos ao levantarmos a taça da Sul-Americana.

Bola fora para a diretoria que não conseguiu inscrever Zárate a tempo. Sem comentários. A diretoria deveria pedir ressarcimento parcial pelo prejuízo causado pelo atraso do presidente do USF - Unión Santa Fé, clube anterior de Zárate.

Vamos comparecer e lotar o Engenhão!

SAN

K1

domingo, 20 de julho de 2008

Mercenários não! Resultado da 8.enquete

Essa foi a opinião unânime da imensa maioria de 4 pessoas que opinaram sobre o vergonhoso empate com o time reserva do Fluminense - Nelson Rodrigues deve estar se contorcendo por aí, alertando todos aos gritos de "burros! burros! a unanimidade é burra, seus burros!"

Você acha que o empate com o time reserva do Flu ocorreu devido a corpo mole relacionado ao atraso dos salários?

Sim
0 (0%)

Não
4 (100%)

Estranhamente após o pagamento dos salários, o time voltou a render direitinho... mas isto deve ser coincidência, ao que Nelson Rodrigues responderia: "Deus está nas coincidências". E que Este, como diria Heráclito de Éfeso, se alterne como o FOGO!

SAN

K1

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Momento de reflexão e decisão

Após a piaba desconsertante que levamos do Vitória podemos tomar dois caminhos:

Mandar todo mundo tomar ... vergonha na cara, partir pra grosseria e ficar revoltado com Deus e o mundo; ou

Respirar, redobrar a fé em nós mesmos, agradecer a Deus por sermos alvinegros - esta dádiva de termos nascidos assim Gloriosos, deixarmo-nos conduzir pelo brilho da Estrela e com sua Luz refletir o que está acontecendo para encontrarmos a saída.

Opto, como sempre o tenho feito, por respirar e meditar sobre, pois revolta e violência nunca levaram muito longe, por mais que tais sentimentos às vezes afloresçam no íntimo de cada um de nós, devemos ser mais fortes e sábios que estes impulsos primitivos. Afinal, somos de estirpe celeste, devemos nos comportar como tal.

Fato

Há muito, mas muito tempo não levamos uma sova tamanha, estando o time completamente perdido em campo e sem organização para reagir, por mais que tenhamos visto empenho e força.

Variáveis

a) Treinador - é o responsável por dar o conjunto e as diretrizes ao time em um planejamento tático
b) Time e elenco - são os responsáveis por executar o planejado e, em última instância alcançar as glórias
c) Tocida - são os responsáveis por apoiarem incondicionalmente o time, inclusive criticando construtivamente
d) Diretoria - é a responsável pelo planejamento estratégico, garantindo ao nível tático-técnico as armas e ferramentas necessárias

Interpretações

a) O time é o mesmo da Era Cuca, com elenco limitado, mas o quase campeão se tranformou no quase no chão.
b) O que antes vinha sendo o forte deste ano, a defesa, parece um queijo suíço
c) O que era o forte há mais de um ano, o ataque, parou de agir
d) O que antes sustentava o orgulho alvinegro, o futebol bonito e convincente, desapareceu e dá a graça apenas em poucos lampejos

O que é necessário é entender quando isto tudo começou.

Com a chegada de Geninho? De certo este não soube manter o nível e está aquém, ao menos na condução deste grupo, que o Cuca.

Mas não podemos nos prender a isto.

Cuca chegava apenas ao quase porque não tinha elenco que desse sustentação ao seu planejamento tático, que por sua vez não conseguia dar vazão ao planejamento estratégico da diretoria, que não contratou corretamente para este ano, entregando ao Botafogo um elenco aquém da ascenção obtida no ano de 2007 - fomos um dos três times com maior público. Se investissemos corretamente no elenco, continuariamos lotando os estádios, algo longe de acontecer hoje em dia.

A torcida, por mais que tenha pecado aqui e acolá, tem feito seu papel e não pode ser cobrada, apenas incentivada a comparecer e torcer sem parar pelo Botafogo, não por este técnico ou aquele jogador.

E, em se tratando de jogadores, alguns estão bem abaixo do que se espera. Por que será?

Não podemos culpar o Geninho pelo Ferrero fazer duas faltas ridículas, pelo Wellington Paulista ficar tanto tempo sem fazer gols, pelo Jorge Henrique passar mais tempo em vôo e caído do que produzindo. E estou falando de nossos melhores. Nem vou citar os demais com receio de ser injusto. Tanto quanto se foi injusto com o Cuca na Copa do Brasil ou será que foi dele a culpa do Zé Carlos trocar o lado e a altura na hora de bater a penalidade e fazê-lo de maneira tão displicente?

O que podemos cobrar do treinador são jogadas ensaiadas, conjunto, motivação, solidez tática e física. A execução é exlusivamente responsabilidade dos jogadores.

Resoluções

a) mudar o técnico
b) contratar elenco - jogadores que sejam reforços, não remendos
c) fazer promoção para lotar o Engenhão para fazer renda com a massa e a massa fazer o time render

Simples assim.

Dizer que o Vitória estava em noite inspirada é a mais pura verdade, mas não posso fazer a justa enaltação da conquista baiana, pois tenho medo de que isto camufle todas as nossas falhas. Por mais inspirado que tenham sido, 5 a 2 não é placar para nosso Glorioso.

A cena emblemática do jogo é a quem o endiabrado Marquinhos, do Vitória, está cercado por 3 alvinegros e ainda consegue realizar a jogada - parecia de fato haver 3x mais jogadores do Vitória em campo, mesmo com todo o empenho desorganizado do Glorioso.

E não adianta ler que Diguinho acha que o time dará a volta por cima após a goleada: isto é obrigação. Tal qual é deixar de ir à boite em meio ao campeonato; isto é questão de profissionalismo. Parece que o próprio Botafogo está se boicotando.

Castillo não pegaria aquela bola nem com 10 cm a mais - o cara não nunca mais acerta aquele chute - e quase pegou a primeira penalidade. A segunda nem existiu - foi fora da área! -, mas independente disto, fica o esporro: Que m3rd4 é essa Ferrero? Duas penalidade no mesmo jogo?

E na primeira, uma puxada ridícula de camisa, acintosa - cara-de-pau de nossos jogadores ainda ficarem reclamando. Se é homem de fazer a falta, sejam homens de encarar as conseqüências. Foco na vitória - pra cima deles e sem chororô.

De bom ontem apenas a quebra do jejum de Wellington Paulista. Que volte a fazer muitos gols e a nos dar muitas alegrias. Wellington Paulista, nós gostamos de você!

Está faltando o Mestre Cuca na cozinha do Botafogo! Ou alguém que dê um tempero de vencedor a esse feijão do Fogão. Do jeito que está, é sopa pro adversário e restos e migalhas pra gente.

O olé da torcida baiana dava um aperto na gola do manto, uma dor no peito. Sou alvinegro, não tem jeito.

Com fome de títulos e sede de vitórias, no soro da fé e posologia do apoio incondicional,

SAN

K1

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Botafogo é o Brasil ou simplesmente 'Eu também não estou no Botafogo para apanhar'

Os incidentes nos Aflitos serviram para mais uma vez criar uma situação que evidencia que estamos todos no mesmo barco:

Se na quarta, em Sampa, foi a vez da torcida apanhar da PM truculenta, despreparada e mal-intencionada de São Paulo - caso pouco explorado pela imprensa presente no local -, no domingo, até por se tratar de nosso presidente e de dois jogadores de futebol, a mesma truculência, despreparo e má-intenção vieram à tona nos Aflitos.

Deveria, tal qual o Fábio, ter feito corpo delito do meu ombro.

E em ambas situações, vimos nos olhos dos PMs o despreparo sanguinolento de quem pensa (?) que porrada é solução e com sua energia e vigor incitam aos demais apenas para maior rebeldia e desacato ao invés de inteligentemente contornar a situação para o bem geral.

Em Sampa nos reteram para entrarmos apenas no segundo tempo, não nos ofereceram a devida segurança e quando fomos ameaçados pela torcida do Corinthians não fomos protegidos e sim espancados sem maiores esclarecimentos. Eu não torço para isto. Tampouco quero estar em um lugar onde não se tem um bar para se comprar comida ou bebida ou até um bebedor para se refrescar.

Nos Aflitos, pelo visto, pensa-se da mesma maneira, oferecendo as piores condições possíveis e declarando-se guerra ao visitante que de adversário em campo transforma-se sumariamente em inimigo total a ser aniquilado a todo custo.

E, como sempre, lemos aquelas histórias para boi dormir: "Se houve algum excesso, foi do jogador". Depois desta afirmação cara-de-pau o policial deveria ser colocado em treinamento e ter o cargo de comando retirado, pois claramente não tem capacidade de julgamento. Mas nada acontece, lógico.

Não vou aqui deixar de registrar que André Luis errou: ao reclamar demais (como todo o time tem reclamado), ao cometer a falta por trás, ao chutar a garrafa, ao fazer gestos obscenos.

Tudo contornável com a presença, intervenção e diálogo do 4. árbitro. Mas onde ele estava? Que estrago uma garrafa de água chutada para o alto, sem intenção de acertar um alvo específico, pode fazer a ponto de ter a mobilização de todo aquele efetivo? Que direito o soldadinho tem de tacar gás de pimenta nos jogadores que não agrediram ninguém? Este soldado, que aparece ameaçando o Diguinho deve ser colocado sobre supervisão médica, pois não tem controle de seus nervos.

Aliás, o presidente da Federação de Futebol de lá fala o que quer porque não convive com alvinegros, porque senão a declaração jocosa dele teria que provavelmente ser engolida a seco - afirmara de maneira irônica que o descontrole do André Luis se dava pela perda do Estadual e a elimanação da CB.

Aqui duas coisas: o presidente da Federação Pernambucana deveria ter mais respeito pela instituição Botafogo, bem como nossos jogadores e diretoria também. Porque se estão todos fazendo este tipo de comentários é porque estamos deixando - através de nossas atitudes - que isto aconteça. Chega de choro, chega de reclamação, chega de conversa. É hora de contemplar nossos valores, todo nosso potencial e tudo o que já foi realizado até aqui para que não percamos a certeza de estarmos em franca evolução. Evolução esta que incomoda a muita gente.

Uma coisa é a questão ética e de identidade própria, o momento de revalorização da grandeza alvinegra, do reencontro de nossos valores que independem dessa conjuntura externa, onde quem nos sacaneia é o mesmo que usa a PM para nos coagir, que usa os juízes para nos ganhar, o tribunal para nos enfraquecer, a manipulação da estrutura para nos separar.

Outra coisa é a vergonha acima relatada e que atende por realidade brasileira presente também no futebol - e se deixar abalar por ela. Se até o pão e circo em formato diferenciado - cerveja e futebol, respectivamente -, estão desse jeito, aonde iremos parar?

Evidenciam-se as bases para uma revolução - tanto no Brasil, quanto no Botafogo -, mas não do tipo de armas e violência, mas aquela silenciosa e verdadeira que acontece em cada um de nós, que acaba por revolucionar pensamento, postura e ação e que efetivamente muda algo no exterior que nos oprime.

Se nada mudar, sugiro para que o Bebeto leve o Botafogo para disputar campeonatos de futebol de verdade: o alemão, o espanhol, o italiano. Viver de excursão vai acabar trazendo mais prazer do que viver tendo que se questionar se o fato de se ter uma administração transparte e ética é o verdadeiro caminho.

É hora de reafirmar nossos valores, de ostentarmos o orgulho de termos uma Estrela Alva brilhando em um Céu Negro de uma época cinzenta. Somos diferentes, graças a Deus. E como Ele, alternamo-nos como o Fogo, como diria Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático que nos garante nossas raízes helênicas e a alcunha de torcida intelectual desde os primórdios até hoje em dia - mas isto merece um post por si só.

Chega de sermos feitos de palhaços: tal qual o Brasil, o Botafogo merece respeito. Tal qual o brasileiro, o botafoguense já não aguenta mais, mas não entregamos os pontos. Somos os legítimos representantes tupiniquins, não desistimos nunca e nos fortalecemos nas dificuldades, nos unindo e forjando uma nova realidade.

Avante Glorioso! Quanto mais escura a noite, mais brilham as Estrelas! Não há derrrotas para quem nasce Glorioso.

SAN

K1