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domingo, 25 de janeiro de 2009

Botafogo 2 x 1 Boavista

Se a estréia somatiza e resume em 90 minutos tudo o que acontecerá no ano, então é melhor nos prepararmos para fortes emoções.

A boa notícia é a de que a arbitragem vai ser 'quase' "condescendente" conosco: invalidou gol legítimo e anulou gol irregular. Vamos ver se na final vai se manter isto ou se o árbitro apitará em prol do adversário.

A má notícia, meio óbvia, é que falta conjunto.

Agrava isto o fato de termos perdido o combate do meio de campo que era o nosso forte até então. Sim, senti falta do Diguinho e do Túlio. E não é saudosismos ou o fato de estar acostumado com fulano ou beltrano.

Não senti falta alguma de Wellington Paulista, por exemplo, pois Victor Simões não fez gol, mas mostrou ao que veio - ao menos até agora (lembro-me que WP fez 14 gols no carioca e depois no ano inteiro fez 13).

Outro que senti falta, dois na verdade: Jorge Henrique no ataque endiabrando e driblando, algo que Reinaldo talvez possa suprir melhor que Diego o fez; e Renato Silva - quem diria que falaria isto -, se antecipando no combate. Emerson, sei não...

Maicosuel, o que falar dele? Lúcio quem? Uma partida apenas, mas pelo futebol de hoje e pelas declarações, 'eu quero que a torcida se lembre do Maicosuel, e não mais do Lucio Flavio', Maicosuel mostrou que tem estrela e que veio para ficar: marcou logo os dois, em momentos importantes e decisivos.

Quem se destacou também foi Victor Simões, que se mexeu bem e deu alguns bons chutes a gol, mostrando faro.

O que não pode é perder de bobeira bola no meio e no ataque .

A defesa também esteve aquém e precisa ficar mais alerta para não 'tomar bola nas costas'.

De toda maneira, ainda se precisa objetivar algumas questões que se necessita.

E, sendo honesto: que golaço do Boavista! Visão é fundamental.

SAN

K1

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Falando a verdade - II

Nosso 'Lek' devia ter se encontrado indo jogar no time dos playboyzinhos, mas aparentemente está com vergonha do escudo e das cores, não parece?

Deve ter se dado conta de que não tem estrela...

SAN

K1

sábado, 27 de dezembro de 2008

A hora é de realismo.

Otimismo é bom na hora da bola rolando: apoio incondicional! O otimismo acaba sempre ajudando para dar aquele incentivo a mais.

Agora, na hora de montar o time, o momento é de realismo nu e cru.

Na comunidade do Botafogo no Orkut havia dois tópicos sérios sobre futebol que valem ter seu conteúdo debatido aqui.

O primeiro questionava sobre quem seria nosso goleiro titular.

As respostas variavam um tanto. Das sérias que se revezavam entre Renan, Castillo, tendo até uma menção ao Lopes, às brincadeiras como a menção ao nosso eterno Manga. Na minha opinião deve jogar quem estiver em melhores condições, pois todos os três goleiros tem qualidades e defeitos e ouso até dizer que tem de maneira complementar: Castillo sai bem por baixo e se posiciona muito bem, enquanto Renan sai bem pelo alto. Todos tem bons reflexos.

Mas o que me chamou a atenção foi que teve gente pedindo contratação de goleiro!

Com tanto setor carente - zaga, meio e ataque - questiona-se contratação de goleiros?

Na boa, estamos bem servidos de arqueiros. Garanto que este não será nosso problema nesse ano que tem tudo para ser, digamos, difícil pra gente. Vejamos algumas indagações que podem nos dar pistas do motivo de tanta preocupação:

Qual é nossa zaga titular agora mesmo?

E o meio campo? Laterais?

Ataque vai ser Reinaldo e quem mesmo?

Bem, de banco nem se fala, né?

O segundo tópico tratava exatamente do nível do time para 2009 e as opiniões eram divergentes. Uns dizendo que lutaria para não cair, outros que teremos uma grata surpresa e a maioria afirmando se tratar da manutenção do mesmo nível que tivemos.

Aqui vale reforçar o que foi dito no início do post: é bom ver otimismo... mas ele é bom na hora do campeonato, para dar a base para apoiarmos incondicionalmente... agora o realismo é fundamental para nos estruturarmos corretamente, sem nos iludirmos com o brilho otimista.

Fato é que o time está abaixo dos dois últimos anos, basta comparar os nomes e os rendimentos...

Concordo com quem fala que Carlinhos Bala é atacante, não é o genuíno camisa 10 que tanto precisamos! Mas logicamente é mais que bem-vindo - ainda mais porque parece ter demonstrado muita vontade de vir.

Ter as melhores contratações do carioca nao é lá grandes coisas... ainda mais quando temos também a maior lista de dispensa e debandada.

Estão falando que não temos banco e isso é uma verdade... mas mais verdade ainda é que nem time temos ainda! Como as indagações acima levam a concluir.

Minha maior preocupação é com a zaga - Emerson e ? - e com a armação no meio, que nem nome tem ainda.

Ao menos dispensaram alguns jogadores aquém do nível Glorioso... mas também dispensaram alguns que eu acho que mereceriam uma segunda chance. E venderam quem não devia! Cito nominalmente Jorge Henrique e Diguinho, pra não falar dos nossos zagueiros e de Lúcio Flávio e Túlio. Alexandro e Luciano Almeida são dois outros que eu gostaria de ver ao menos em nosso banco.

E renovaram com Thiaguinho: até que gosto dele, mas será que ele já estará curado e terá boas condições de jogo?

Enfim, depois de até o Bebeto sair antes do prazo, resta dizer que 'o último que sair apague as luzes', porque 'quanto mais escura a noite, mais brilham as Estrelas' (Lenin).

Tenho que confiar nas palavras do revolucionário bolchevique e nas de Nietzsche, quando diz que 'é necessário haver caos aqui dentro para nascer uma Estrela'.

Que 2009 seja um ano surpreendentemente Glorioso para todos nós.

SAN

K1

sábado, 20 de dezembro de 2008

A voz do povo não ecoa em General Severiano - resultado das enquetes

Ambas as enquetes tiveram baixa participação, portanto seu resultado deve ser analisado com cuidado, pois pode não representar a maioria de nossa torcida.

Contudo, vale ressaltar que todos os resultados são contrários ao que estamos vendo se concretizar em General Severiano. E como a voz do povo é a voz de Deus... tomara que não queimemos no inferno futebolístico ou encaremos um limbo em 2009.

A primeira enquete, sobre a permanência do Ney Franco, indica que 60% não aprovam a permanência do técnico - algo talvez justificado pela queda de rendimento, pela falta de pegada ao comentar o desmonte e por uma conversa fiada sobre 'crença no trabalho e reforços': não há reforços à altura e os resultados não aparecem em 2008.

Na segunda enquete, sobre quem deveria permanecer no elenco a realidade é ainda mais cruel:

Lúcio Flávio - 100%

Diguinho - 25%

Wellington Paulista - 0%

Jorge Henrique - 25%

Zárate - 25%

Lucas Silva - 50%

Nenhum deles - 0%

Como vemos, Wellington Paulista, segundo a torcida, já vai tarde - eu, contudo, sentirei a falta dele! Bem como sentirei - e pelo visto não serei o único - a falta de Diguinho e Jorge Henrique. Aguardemos sobre o futuro de Lucas Silva.

Enquanto isso, o Botafogo passa de vitrine da Ability para vitrine da Traffic... sei não, será que só mudamos de grife?

Temos que mudar de postura! Li que vamos investir mais nas bases. Que seja! Mas pra esse ano de 2009 isso não resolverá. Difícil esperar resultado das bases também em 2010: precisamos aprender que as coisas levam tempo para se consolidar. E que se desfazem num instante. Mas isto aprendemos na veia com esse desmonte instantâneo de nosso time.

SAN

K1

Estrela, não cometa!

O que dizer das notícias recentes?

Melhor apenas ressaltar os destaques e deixar nossa intuição gritar: vai dar merda!
Aqui reforço que estou louco para darem print e eu ter que comer o papel impresso com o mesmo, ou seja: que eu queime minha língua e que sejamos campeões.

Mas é que está tudo muito estranho.

Faltando 20 dias para o início das atividades não temos mais de 11 jogadores, a maioria composta de reservas (!) da temporada passada.

Perdemos todo nosso meio-campo e ataque e parte da defesa e até agora vieram apenas com o Reinaldo como destaque. E a notícia diz que ele vem suprir as ausências de Wellington Paulista e Jorge Henrique - ai que saudades do JH! Vocês verão como ele fará falta aqui e se destacará por lá!

Quanto ao Reinaldo, está certo que o WP não balançava mais as redes e foi omisso nas horas-chave, mas será que ele jogará mesmo por 2? Com quem ele dividirá o ataque? Quem será seu reserva? Zárate? Faz-me rir... o hermano alegou instabilidade emocional por não receber.

Tudo bem, tem os caras vindo dos juniores, mas não podemos colocar cobrança demais neles com a possibilidade de queimarmos a prata da casa... falando nisso, não sabia que o Botafogo estava com um bom trabalho de base. Aliás, pelo contrário, comentários eram péssimos neste sentido. Novamente, aguardemos.

Quem ficará nos lugares de Túlio, Renato Silva, Lúcio Flávio, Diguinho? Sem contar Thiaguinho, Triguinho, Luciano Almeida... aliás, por que dispensaram o Luciano?

Aliás, gostaria de registrar a hombridade e identificação do Túlio e do Lúcio Flávio, que não apenas em discurso - negaram clubes cariocas pela identificação com o Glorioso manto -, mas também em atos mostraram que General Severiano tem que estar sempre de portas abertas a eles, que nunca sairão de nossos corações. Faço votos para que encerrem suas carreiras no Glorioso, seria uma justa homenagem para ambos, merecedores!

Já Diguinho está fazendo leilão entre Flamengo e Fluminense. Pode até ganhar mais dinheiro agora, mas seu valor já depreciou, pois mostrou que tem preço, que varia de acordo com o mercado. É cometa, não Estrela. E falando nisso, Cuca no ninho do urubu? Sem comentários... se acabou!

Lógico que não sei o que se passou nos bastidores e que é fato que os maiores responsáveis pelo desmonte e falta de estrutura são as diretorias, passada e futura: estamos sem time, sem verba e sem motivação, pois nem temos nomes para 'sonhar'.

E não venham me dizer que as sondagens com nomes tipo Vandinho são algo significativo. Pra começar, flamenguista? Não obrigado.

Mesmo com isso tudo, mesmo sabendo ser impossível: FICA DIGUINHO!

Por outro lado, é assim, apenas com o Glorioso nome de Botafogo que jogamos melhor, conferindo aqueles que envergam o sagrado manto um brilho que apenas quem duela pelo alvinegro reflete.

Avante Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém!

2009 pode vir sem medo: não há derrotas para quem nasce Glorioso!

SAN,

K1

domingo, 16 de novembro de 2008

O entardecer de uma Gloriosa Estrela

Com o falecimento de meu Opa - avô em alemão - na quinta, resolvi tirar o dia hoje para caminhar no calçadão, algo que ele adorava fazer: entre as memórias e lembranças, um belo fim de tarde e um reconfortante pôr-do-sol.

Não tão confortável foi ficar acompanhando, entreouvidos, o desempenho do Botafogo, mais uma vez sucumbindo à falta de estabilidade emocional, à ousadia desguarnecida, à falta de pontaria, à penalidade perdida, à falta de marcação simples e à Paulo Baier, sempre ele - dessa vez em dose tripla.

Ney Franco se desculpou, mas o fato é que todos devem pedir desculpas ao Glorioso:

a diretoria que não conseguiu honrar com um planejamento decente e atrasou por demais salários, desestabilizando a estrutura;

a comissão técnica que não soube trabalhar este fator e perdeu o controle do time, errando por diversas vezes nas mexidas durante o jogo;

os jogadores, que começaram a deixar o desempenho cair cedo demais, pois atrasar salário não é bacana, mas atrelar seu desempenho ao vil metal tampouco é profissional - imagina se os médicos, que recebem bem menos, fizessem isso - afinal, mais cedo ou mais tarde serão pagos e o momento era o de união;

a torcida, que em nenhum momento apoiou o time como deveria, deixando de dar o algo a mais que faria toda esse ciclo acima mencionado girar positivamente, contribuindo com mais energia positiva e com mais verba para ajudar a pagar a estrutura...

Pelo melhores momentos de uma partida onde chegamos a perder até penalidade que poderia mudar os rumos do jogo em que tomamos 3 gols por falha grosseira de marcação podemos ver que o ano acabou há algum tempo.

Dispensa quem vai ser dispensado e começa a montar a base pro ano que vem. E, pelamordedeus: não dispensa os melhores.

Diguinho, Jorge Henrique e Túlio devem ficar, não podem sair. Se Lúcio Flavio for sair, algo que também acho prematuro, temos que trazer alguém com o mínimo de sua habilidade e caráter.

Enfim, quero ver o planejamento, porque a diretoria só tem criticado o elenco, mas a sua parte não é vista sendo feita.

Da torcida nem se fala. Ao invés de acreditar - e houve momentos onde era fácil apoiar, como as 6 vitórias consecutivas e a sequência de 11 jogos invictos - ficou no SofáFogo ao invés de lotar o Engenhão. Depois a mulambada vem zoar e nós queremos poder dizer algo... melhor nem ver o maraca lotado na TV, dá depressão saber que as jogadas da CBF - notaram como o Flamengo tem jogos em casa na reta final, dêem uma olhada no início da tabela, a mesma coisa, assim facilita - dão certo e que o torcedor não vê através disto e apoia o Glorioso apesar de tudo.

E apesar de tudo, eternamente AlviNegro será o meu coração: vamos, vamos meu Fogão!

Faltam 3 jogos: vamos vencer para terminarmos bem na tabela e termos algo de bom para embalar o início de ano!

E que 2009 tenhamos um time com mais equilibrio e responsabilidade: na diretoria, na comissão técnica, no elenco e nas arquibancadas uma torcida que 'Bota Fogo' nisso tudo e incendeia o caldeirão do Fogão!

SAN,

K1

domingo, 2 de novembro de 2008

dERROtaS: duas vezes prejudicados

Vi os jogos contra o São Paulo e contra o Atlético Mineiro da TV do hospital do Amparo, que fica na Rua Estrela, pois meu avô fora internado com pneumonia: fui escalado titular do turno noturno e obviamente me senti honrado por ter sido convocado, afinal devo a ele muito mais que 2/3 do meu nome. Dedicação ao trabalho, humildade, força de vontade, simpatia indiscriminada, seriedade e muitas outras qualidades mais vieram a reboque na história que vem sendo escrita há mais de 95 anos e que tanto me inspira.

Menos inspiradora, melhor dizendo, brochante, é a novela dos roubos contra o Glorioso: contra o São Paulo fomos prejudicados pelo gol mal anulado. Aliás, muiiiiito mal anulado. Até a Globo saiu em nossa defesa!

E hoje, contra o Atlético Mineiro também, a transmissão foi clara ao afirmar que o Botafogo não só merecia ter ganho a partida como foi claramente prejudicado com a marcação da penalidade, inexistente, e da expulsão, que valeria ao Rodrigo Sá - que vinha fazendo uma partida a meu ver correta - um cartão amarelo. Só a globo.com é que não registrou nada disso...

O time mostrou força de vontade, correu, se entregou, com destaque a meu ver para Renan - que mostrou que não se abalou com a falha no jogo contra o São Paulo - e fez importantes defesas, inclusive com arrojadas saídas com o pé; Jorge Henrique, sempre incansável e habilidoso ajudando na frente, atrás e executando o que lhe fora pedido taticamente - esse é identificado com o manto e joga, deve ficar para 2009, alô diretoria! -; Diguinho, outro identificado, lutador e que comandou o meio, aparecendo bem na frente; e, Carlos Alberto em uma de suas melhores exibições pelo Glorioso, fazendo jus à faixa de capitão sendo premiado com um golaço.

Destaques negativos, na minha visão foram dois: Wellington Paulista, que nada fez a não ser cair e fazer falta; e Eduardo, que entrou com cabelo estiloso, chuteiras idem e com um jogador a menos do nosso lado quis ficar enfeitando nos dribles e passar por três adversários mais de uma vez, sempre perdendo a bola e enfrentando contra-ataques, sem falar no gol perdido no bico da grande área, que isolou relativamente perto... mas dali, sem marcação, era rede!

Pecamos novamente nas finalizações, tendo acertado o travessão mais de duas vezes e com o goleiro deles fazendo importantes defesas. Decisivo novamente foi o juíz a favor do adversário, inclusive deixando de marcar faltas próximas à grande área mineira e, fiquei na dúvida, uma penalidade em Carlos Alberto logo no finzinho.

Enfim, quarta tem decisão e é o que foi dito na transmissão: o glorioso conta com a torcida e o apoio incondicional para seguir vivo na Sul-Americana.

No Brasileirão é ganhar todas pra beliscar uma Libertadores, cada dia mais distante.

Vamos apoiar! O exemplo dado pelas torcidas do Vasco e do Fluminense hoje deveria nos inspirar.

SAN

K1

sábado, 25 de outubro de 2008

A sorte muda a cada rodada: FOGO!

Cheguei apenas para o segundo tempo no bar ao lado do Itahy, que passava o jogo do Fluminense, Joana Angélica, pois dei aula na barra até 15h30.

Sabia do placar de 2 x 0, mas não havia visto o golaço do Leandro Guerreiro de longe, no ângulo relembrando os velhos tempos dele. Tampouco vi o gol de Diguinho, puro oportunismo surgido da determinação. Ele, Diguinho, foi também o melhor em campo até ser substituído - por cansaço ou dor muscular - no segundo tempo agravado pelo forte calor do interior de Minas.

Quando cheguei, vi Túlio abraçando entusiastica e fortemente Diguinho, de tal maneira a expressar nosso clamour popular: "FICA DIGUINHO!

Vamos disputar a Libertadores ano que vem e conquistar o mundo: aí você vai pra Europa: por cima!

Da mesma maneira que estaremos. E que ficaremos, com o apoio de todos.

Aos 16 minutos do segundo tempo, mesmo com fortíssimo calor que fizera o juíz interromper a partida para hidratação generalizada, Jorge Henrique corre muiiiito para roubar a bola na defesa e levá-la para o ataque, carente da ligação de nosso maestro Lúcio Flávio. Garra. Disposição. Comprometimento. Dedicação.

As declarações pré-partida e intervalo também são positivas e reforçam a união do elenco. Desfalque apenas para o gorducho Zárate, que disse estar sem concentração para jogar devido ao atraso nos salários. Posso até entender, mas se estivesse na situação dele, tendo tido a 'colher-de-chá' que recebeu para se recuperar 'recebendo', eu não faria isso nem se tivesse profundamente abalado. Será que é mesmo o caso? Comente.

Se implementarmos o pensamento de que conseguindo a vaga para a Libertadores todos conseguirão uma maior visibilidade e valorização, uma nova realidade é possível.

Precisamos fechar um pacto coletivo em torno:
  1. G4
  2. Título da Libertadores
  3. Campeonato Mundial

Com isso todos ganham, tudo se valoriza.

A diretoria apresenta o planejamento financeiro, a estratégia de contratação e viabilidade financeira, com garantias; os jogadores que ficarão segundo o planejamento traçado confirmam o compromisso e se entregam 120% e param completamente de reclamar do juíz, adotando o Satyagraha. A torcida se compromete a comparecer em massa, com os atuais 7mil se responsabilizando por mais 4 amigos individualmente, totalizando quase 30mil e que já representa uma massa crítica de apoio.

Aos 30 minutos, entra Zé Carlos no lugar Triguinho e Emerson no lugar de Diguinho. Emerson? Quem? "Veio do Cruzeiro", segundo a TV. Noronha ainda comenta: "Diguinho era o melhor em campo. Botafogo perde uma grande arma."

Carlos Alberto driblou e foi pra cima bonito, mas chutou na boa saída do goleiro.

Aos 46, gol de Thiaguinho dá contornos finais à partida.

Estamos 7 pontos atrás do vice, 10 do líder.

Duas vitória e um empate nos separam do segundo colocado. Três vitórias e um empate do líder. É muito pouco para abrir mão de dois anos: do investimento desse e do solo fértil do próximo.

São sete (7) jogos que faltam. Se arrancarmos como quando o Ney chegou, TUDO, ao menos o G4 é possível.

Se Felipe Massa tá na briga pelo título da F1, nós estamos no páreo tanto num, quanto noutro campeonato.

Vamos fazer nossa parte! Vamoooos lotaaaar, o Engenhãããããoooo: TORCER! GRITAR! É CAMPEÃO.

SAN

K1

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Reflexos: assim na Terra, como no Céu

Incrível como a história se repete.

Diretoria sem palavra e sem pulso, time covarde, torcida ausente. E assim se perpetua o ciclo vicioso, alimentado vorazmente com a verborragia de nosso vice, Montenegro.

Não que ele tenha falado errado em afirmar que 'chega essa hora do ano, o time entrega'. Acho que todos gostariamos de mander essa 'real'.

Mas é que ele é dirigente, né? Falar que há racha quando aparentemente não há - duvido que o Lucio Flávio fosse defender o elenco da maneira que defendeu ao invés da confortável posição pró-diretoria, bem como Túlio e Diguinho o fizeram - e dizer que o ano acabou para o Botafogo... peraí!

Temos ainda o jogo de volta. Basta meter 3x0 e vamos rumo ao título!

Otimismo de minha parte? Talvez. Ainda mais quando o possível racha reflete em campo o racha político do clube... quando a 'letra' da apendicite de Carlos Alberto soa estranha desde o início e ecoa mal no contexto da pelada carioca em dia de jogo argentino...

Mas é que com tanta coisa em jogo ou se acredita, arruma a casa e vai pra cima ou se perde o investimento de um ano inteiro. E aí, a responsabilidade de botar ordem na casa é da diretoria que deve honrar seu planejamento financeiro.

Mais que isto, exemplo deve partir de cima: a diretoria tem que falar duro com e sobre os jogadores e cobrar empenho para que todos saiamos juntos dessa. Deve, acima de tudo, pedir para o torcedor acreditar e lotar o jogo de volta.

Além do que, falamos aqui de Sul-americana, mas nem o Brasileiro está decidido. Estamos na disputa sim da vaga para a Libertadores. Faça ele e faça a diretoria a parte que lhes cabe, pagando aos jogadores. Façam os jogadores a parte que lhes cabe, ganhando jogos como já demonstraram que podem fazê-lo - coincidentemente o desempenho começou a cair com a falta de pagamento, mas isto é um outro caso...

E façamos nós a nossa parte: vamos parar de ser torcida de modinha e olhe lá. Vamos comparecer e lotar o Engenhão para mostrar que o BOTAFOGO ESTÁ ACIMA disto tudo, é maior que a diretoria e o elenco, é maior que a própria torcida, do que você e de mim.

O Botafogo é uma Estrela Solitária que brilha ao longe, lá no topo e que se pudessemos alcançá-la e vê-la de perto com toda sua magnitude poderiamos ver que ela é uma Constelação Gloriosa que reflete a união de todos nós.

Vamos acreditar, vamos nos unir pelo Glorioso e fazê-lo brilhar.

SAN

K1

domingo, 5 de outubro de 2008

E o juíz levou...

"Hold on Dorothy, 'cause Kansas is going bye-bye!"

Essa citação de Matrix que faz por sua vez alusão ao clássico 'E o vento levou' representa muito nossa atual fase:

De um time novamente com promessas de dar alegrias... mais uma vez tropeçamos e estamos 10 pontos atrás do líder. Com 10 rodadas acho que já dá para dizer que o título está muito difícil. Mas ainda dá para salvar o ano com a vaga para a Libertadores e não devemos menosprezar isto e sim lutar com afinco redobrado.

O problema é que agora a crise financeira chegou na mídia e os salários de dois meses não chegaram aos jogadores, dando margem a corretos comentários - mesmo que fora de hora - de que 'quem trabalha, merece receber'.

O que me assusta é que o clube deve uma premiação de R$150mil ao grupo por este ter chegado ao G4.

ABSURDO!

Premiação para chegar e não para se manter? Deveria ser algo conferido no final do torneio, não?

E a torcida não comparece a ponto de não termos renda e sermos sacaneados tendo nosso estádio chamado de 'Vazião'.

Ah sim, mas o post era sobre o jogo... diretamente influenciado pelo juíz por ter expulsado injustamente o Jorge Henrique - alô jurídico, vamos recorrer para ele não ficar de fora no próximo jogo! -, além de não ter marcado algumas importantes faltas perto da área. Mas é o que o Diguinho declarou: não foi a expulsão e sim a desatenção no segundo gol que determinaram a derrota.

E digo mais: no primeiro gol também.

Ney Franco até mexeu correto, botando o time pra cima, mas com as peças de reposição que ele tem... Gil? Zárate?

Ele ainda teve a coragem de elogiar o gordinho argentino, que recebeu comentário no bar de que deveria ter perdido o triplo do peso, pois continua visivelmente acima do peso e abaixo do bom nível do futebol. Lembro-me de 3 jogadas: uma boa matada na qual levou falta por trás; uma boa virada para um sofrível chute, melhor, recuo; e um bisonho toque-lançamento muito forte e muito a frente de nosso lateral.

Fato é que não ameaçamos o gol adversário direito, nosso maestro desafinou e além de não bater bem as faltas deixou de aproveitar uma clara oportunidade na qual ia entrar sozinho na grande área, mas não dominou a bola. Carlos Alberto lutava muito, cutucava o adversário e os deixava loucos - aliás, como são violentos! -, mas fato é que rodava de um lado, rodava do outro e nada. Boa chance mesmo foi a jogada do Alessandro, que comeu um, dois - sim, eles gostam! - e chutou prensado em bola que quase morre no canto oposto do goleiro gremista. Se tem um matador ali metia o bico na bola e corria pro abraço.

Enquanto isso, do nosso lado, Castillo e Renan foram bastante exigidos, com destaque para o segundo que saio muito bem tanto por baixo quanto pelo alto, sem culpa no segundo gol, enquanto que no primeiro, por mais que a bola tenha desviado na zaga, o posicionamento muito a frente tenha impossibilitado Castillo de chegar na bola, que passou muito perto e no raio das bolas defensáveis. De toda maneira, falha maior da defesa que deixou o gremista matar a bola, girar, ajeitar e chutar - assim fica fácil.

Difícil é escrever estas parcas linhas, sabendo que bastava pouca coisa pro cenário ser muiiiito diferente.

A começar pela torcida, que comparecendo apoiaria e incentivaria mais o time, garantindo receita pro clube e pressão nos jogadores, o clube teria as finanças mais sadias, os jogadores estariam mais confiantes e até mesmo 10 pontos do líder não nos fariam sentir este desconforto: afinal, temos dois jogos em casa, onde os 6 pontos são obrigatórios. Com dois tropeços dos líderes a diferença já cai pra 4 pontos novamente. No fundo, tudo é possível!

Então o resumo da ópera é que nada está perdido, mas tudo depende do amor que o alvinegro pode demonstrar, lotando o Engenhão: daí começa uma onda positiva que contagiará a todos.

Faltam 3 confrontos de ida-e-volta na Sul-Americana para sermos campeões. E um pouco mais de atenção para figurarmos entre os que estarão ano que vem na Libertadores e lutar sim por algo mais no brasileiro: se até o Flamengo fala em título, porque nós não?

Vamos pensar e agir grande! Vamos lotar o Engenhão!

Saudações AlviNegras,

K1

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Retroceder nunca, render-se jamais!

Vitória convincente.

Isso se não fosse por um detalhe composto por duas variáveis:

1 - O time do América de Cali é muiiiito fraco e não faz mal a ninguém.

2 - Mesmo assim foram 15 minutos de sufoco na etapa final

O Glorioso até que fez diferente hoje: garantiu o placar e mesmo assim partiu pra cima, pra tentar 'matar o jogo'. Fez 3 x 0 e tudo parecia resolvido.

Aliás, 3 golaços.

O primeiro, no primeiro tempo, graças à dedicação e raça de Diguinho, que fez belíssima jogada pela esquerda, cruzou rasteiro e Wellington Paulista completou pro gol. Ele ainda viria a fazer o terceiro, aproveitando cruzamento de Alessandro, que ganhou na raça e habilidade contando com a falha da zaga.

O recheio foi o mais especial: entre os dois gols de Wellington Paulista - que só precisa parar, urgentemente!, de cair a toda hora pra se tornar um bom atacante - houve o primor. Carlos Alberto faz um golaço de bicicleta em meio a dois marcadores.

Mas ao invés de cadenciar o jogo e impor sua clara e evidente superioridade, o Botafogo mais uma vez retrocedeu, recuou e possibilitou o gol que deu um clima meio preocupante em todos após o 31 minuto do segundo tempo - teu passado te condena.

O Glorioso passou a sair apenas com chutão e perdeu completamente o domínio da partida, que é sempre decidida no meio-campo - nosso ficara inexistente/inatuante. Não levamos gol, mas passamos por 3 situações de claro perigo que não devem ser menosprezados em detrimento ao discurso "não levamos gol... estabilidade emocional... etc". Quase levou e como seria pra reagir?

Seguraria? O pensamento deve ser de incremento e melhoria, mas até para isto precisamos ser realistas e verdadeiros quanto à realidade que o time enfrenta. Zé Carlos, por exemplo, não tem qualidade para jogar no Botafogo, estou cada vez mais convencido disto.

Alguém me convence do contrário, por favor.

Vou parando por aqui e complemento amanhã, mais sóbrio e descansado, se necessário!

Esqueci de algo? Deixe seu comentário.

SAN

K1

domingo, 31 de agosto de 2008

De novo faltou marcar: mais gols e a bola parada

Aconteceu, virou manchete. De novo.

De novo o Glorioso entregou a vice-liderança - e no somatório quiça talvez isolada e aproximada do líder - em um jogo com amplo domínio e sem deixar o adversário jogar mais que 90% do tempo, sempre recuado e acuado em seu campo.

E as manchetes poderiam ser diferentes, de novo.

Poderia tratar, por exemplo, do golaço, da pintura, do gol que literalmente mereceria uma placa no Engenhão, do ato brilhante orquestrado por nosso maestro Lúcio Flávio, que voltou a praticar a fina flor do futebol e parece ter reencontrado com Ney Franco a alegria e o espaço necessários para desabrochar... poderia, se não fosse a trave, ora bendita, ora maldita, mas simplesmente uma caprichosa trave do destino que nos pregou mais uma peça, mas, acima de tudo, uma lição -antes de falar do aprendizado, reforcemo-no com mais páginas do mesmo capítulo.

Este lance do Lúcio Flávio foi o que se destacou como uma Estrela em noite escura - mas houve tantas outras mais formando a Gloriosa Constelação: o time jogou pra cima, convicto de sua força e superioridade. O chute caprichoso de Túlio, após invadir a área, matar no peito e emendar de primeira, raspando a trave. A furada de Thiaguinho, de frente pro gol, ou outra, na qual o mesmo chutou cruzado rente a trave, ambas em enfiadas primorosas de passes açucarados do cada vez mais fundamental Carlos Alberto, dono de nosso tento, símbolo da superação através do foco, da dedicação e do auto-controle e auto-disciplina.

O manto sagrado definitivamente caiu-lhe bem.

Tão bem quanto o time caía pelos flancos e armava as jogadas, variando também com bons chutes de fora da área que proporcionaram excelentes rebotes extremamente subaproveitados. Lúcio Flávio mostrou também neste fundamento estar voltando à grande fase.

E que bênção é ter um meio-de-campo formado por Lúcio Flávio, Carlos Alberto, Túlio e Diguinho - que neste jogo tirou gol certo quase em cima da linha. Ouso dizer - e não estou só nesta ousadia - que é o meio-de-campo do Brasil, ao menos neste brasileiro.

Mas de novo não ampliamos nosso domínio, e de novo nossa soberania não se realizou e se concretizou em gols.

De novo levamos gol mais perto do final do jogo. E de novo em bola parada.

De novo o problema foi não marcar. De novo duplamente: faltou marcar o gol a mais e faltou marcar o ataque adversário em jogada de bola parada - e de novo o adversário estava com um a menos.

De novo - que nem os Teletubbies - estamos garoteando. De novo, até quando?

Ney Franco foi muito lúcido, transparente e calmo ao analisar tudo como uma lição e um tropeço e terá uma semana para consertar este e outros detalhes tão importantes para quem almeja a Libertadores e, quiça - por que não -, o título: o campeonato ainda é longo e temos como chegar. O time mostrou muita evolução, excelente postura, temos elenco e técnico destemido. A hora continua sendo de apoio incondicional. Temos que saber exercer e comprovar nossa superioridae: em campo e na arquibancada. É acreditar e acreditar!

Não é hora de cornetagem afobada. De colocar a culpa no Castillo - nem acho que tenha falhado nesse jogo, pelo contrário, saiu muito bem nos pés do atacante adversário em mais de uma, das poucas situações. Ademais, estão preservando a prata da casa, Renan, para que este pegue experiência com o Castillo, goleiro de seleção - tanto quanto o Renan. Estamos bem servidos e

Coincidência ou não, ambos os empates com gosto de derrota, nos últimos dois jogos acontecem depois da politicagem eclodir na mídia.

É hora de consenso e união em prol do Glorioso. Se liga cartolagem, deixem o ego e os interesses de lado para recolocarmos a Estrela brilhando lá em cima.

E é para lá que rumamos e é lá que estaremos ao fim deste campeonato: crer para ver. Torcer! Gritar! É Campeão!

SAN

K1

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Time Guerreiro, Túlio artilheiro

Venceu e convenceu.

Apesar da globo.com falar que não jogamos tanto, ao menos a mim o 2 x0 em cima do Goiás me satisfez: tá certo que no segundo tempo poderiamos ter feito mais e ampliado não apenas o marcador, mas também nosso saldo de gols.

Todavia, é hora de analisarmos os pontos fortes de um time que fez 12 gols nos últimos cinco jogos - com quatro vitórias consecutivas no Engenhão e um empate no Maracanã; nenhum gol tomado.

Ney Franco parece que caiu como uma luva. Nada retranqueiro como diziam, vem calando muita gente. Inclusive a mim, confesso.

Dois golaços, cada um a sua maneira. Dois de Túlio, criado pelo Goiás, amado e coroado pelo Glorioso.

No primeiro a bola bate na zaga e encobre o goleiro em um daqueles lances espetaculares de se ver: o prazer de saber que vai ser gol, aqueles segundos onde o grito vai se amontoando dentro do peito, pressionando a garganta até estufar as redes e as cordas vocais. Momentos de puro êxtase que o bom goleiro do Goiás mesmo se esticando todo não conseguiu impedir. Um gol bonito para se guardar na memória e contar e recontar algumas vezes, vida afora.

No segundo, um gol de competência pura, sem necessitar de 'sorte'. A começar por ser fruto do esquema tático do Ney Franco, técnico corajoso e ousado, que liberou os volantes para o ataque - fato que resultou nos gols de Túlio -, a primorosa troca de passes não poderia ter conclusão melhor que um chute preciso de nosso Guerreiro e símbolo da raça alvinegra desde 2003: rasteiro, no canto esquerdo do gol de Harlei.

Diguinho, mais uma vez, siniiiiiiistro. Não consigo encontrar outra definição para o 'lek' de nosso time. Se ele botar a cabeça no lugar e continuar seu trabalho assim no Glorioso 'é Seleção'!

Outro que merece destaque - apesar de todo o time estar de parabéns hoje - é Renato Silva: confesso que sempre meti o malho nele e de fato ele não é o jogador que tem lá muiiita intimidade com a bola. Mas como está jogando. Se antecipando bem, se apresentando pro jogo, sem brincar. Parabéns pela evolução.

E evolução me parece ser a palavra-chave do time neste momento: temos dois jogos fora e um no Engenhão. Se fizermos nosso papel estaremos no seleto grupo dos G4, máximo G6 ao final do primeiro turno. Já dá pra sonhar mais alto a cada partida.

Renato Silva dando esporro no Castillo por ele nao ter esperado ele recuar a bola com a cabeça e ter dado um chutão pra fora demonstra o quanto o time tá mordido, o quanto o time tá querendo!



Subimos três posições e agora estamos na oitava posição. Libertadores já passa a ser uma realidade próxima e o título, sinceramente, algo a começar a se sonhar para se traçar o planejamento correto para se concretizar. Sonhar alto, planejar bem, agir preciso.

Nossa parte é fácil, mas nem tem sido feita corretamente: lotar nossa casa. Hoje foram apenas 15mil pagantes de um total de 20mil presentes.

Vamos simbora, pro Engenhão! Torcer! Gritar! É Campeão! Vamos Fogão! Vamos Fogão! Vamos Fogão!

Não se pergunta o que o Botafogo pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo Botafogo!

SAN

K1

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Momento de reflexão e decisão

Após a piaba desconsertante que levamos do Vitória podemos tomar dois caminhos:

Mandar todo mundo tomar ... vergonha na cara, partir pra grosseria e ficar revoltado com Deus e o mundo; ou

Respirar, redobrar a fé em nós mesmos, agradecer a Deus por sermos alvinegros - esta dádiva de termos nascidos assim Gloriosos, deixarmo-nos conduzir pelo brilho da Estrela e com sua Luz refletir o que está acontecendo para encontrarmos a saída.

Opto, como sempre o tenho feito, por respirar e meditar sobre, pois revolta e violência nunca levaram muito longe, por mais que tais sentimentos às vezes afloresçam no íntimo de cada um de nós, devemos ser mais fortes e sábios que estes impulsos primitivos. Afinal, somos de estirpe celeste, devemos nos comportar como tal.

Fato

Há muito, mas muito tempo não levamos uma sova tamanha, estando o time completamente perdido em campo e sem organização para reagir, por mais que tenhamos visto empenho e força.

Variáveis

a) Treinador - é o responsável por dar o conjunto e as diretrizes ao time em um planejamento tático
b) Time e elenco - são os responsáveis por executar o planejado e, em última instância alcançar as glórias
c) Tocida - são os responsáveis por apoiarem incondicionalmente o time, inclusive criticando construtivamente
d) Diretoria - é a responsável pelo planejamento estratégico, garantindo ao nível tático-técnico as armas e ferramentas necessárias

Interpretações

a) O time é o mesmo da Era Cuca, com elenco limitado, mas o quase campeão se tranformou no quase no chão.
b) O que antes vinha sendo o forte deste ano, a defesa, parece um queijo suíço
c) O que era o forte há mais de um ano, o ataque, parou de agir
d) O que antes sustentava o orgulho alvinegro, o futebol bonito e convincente, desapareceu e dá a graça apenas em poucos lampejos

O que é necessário é entender quando isto tudo começou.

Com a chegada de Geninho? De certo este não soube manter o nível e está aquém, ao menos na condução deste grupo, que o Cuca.

Mas não podemos nos prender a isto.

Cuca chegava apenas ao quase porque não tinha elenco que desse sustentação ao seu planejamento tático, que por sua vez não conseguia dar vazão ao planejamento estratégico da diretoria, que não contratou corretamente para este ano, entregando ao Botafogo um elenco aquém da ascenção obtida no ano de 2007 - fomos um dos três times com maior público. Se investissemos corretamente no elenco, continuariamos lotando os estádios, algo longe de acontecer hoje em dia.

A torcida, por mais que tenha pecado aqui e acolá, tem feito seu papel e não pode ser cobrada, apenas incentivada a comparecer e torcer sem parar pelo Botafogo, não por este técnico ou aquele jogador.

E, em se tratando de jogadores, alguns estão bem abaixo do que se espera. Por que será?

Não podemos culpar o Geninho pelo Ferrero fazer duas faltas ridículas, pelo Wellington Paulista ficar tanto tempo sem fazer gols, pelo Jorge Henrique passar mais tempo em vôo e caído do que produzindo. E estou falando de nossos melhores. Nem vou citar os demais com receio de ser injusto. Tanto quanto se foi injusto com o Cuca na Copa do Brasil ou será que foi dele a culpa do Zé Carlos trocar o lado e a altura na hora de bater a penalidade e fazê-lo de maneira tão displicente?

O que podemos cobrar do treinador são jogadas ensaiadas, conjunto, motivação, solidez tática e física. A execução é exlusivamente responsabilidade dos jogadores.

Resoluções

a) mudar o técnico
b) contratar elenco - jogadores que sejam reforços, não remendos
c) fazer promoção para lotar o Engenhão para fazer renda com a massa e a massa fazer o time render

Simples assim.

Dizer que o Vitória estava em noite inspirada é a mais pura verdade, mas não posso fazer a justa enaltação da conquista baiana, pois tenho medo de que isto camufle todas as nossas falhas. Por mais inspirado que tenham sido, 5 a 2 não é placar para nosso Glorioso.

A cena emblemática do jogo é a quem o endiabrado Marquinhos, do Vitória, está cercado por 3 alvinegros e ainda consegue realizar a jogada - parecia de fato haver 3x mais jogadores do Vitória em campo, mesmo com todo o empenho desorganizado do Glorioso.

E não adianta ler que Diguinho acha que o time dará a volta por cima após a goleada: isto é obrigação. Tal qual é deixar de ir à boite em meio ao campeonato; isto é questão de profissionalismo. Parece que o próprio Botafogo está se boicotando.

Castillo não pegaria aquela bola nem com 10 cm a mais - o cara não nunca mais acerta aquele chute - e quase pegou a primeira penalidade. A segunda nem existiu - foi fora da área! -, mas independente disto, fica o esporro: Que m3rd4 é essa Ferrero? Duas penalidade no mesmo jogo?

E na primeira, uma puxada ridícula de camisa, acintosa - cara-de-pau de nossos jogadores ainda ficarem reclamando. Se é homem de fazer a falta, sejam homens de encarar as conseqüências. Foco na vitória - pra cima deles e sem chororô.

De bom ontem apenas a quebra do jejum de Wellington Paulista. Que volte a fazer muitos gols e a nos dar muitas alegrias. Wellington Paulista, nós gostamos de você!

Está faltando o Mestre Cuca na cozinha do Botafogo! Ou alguém que dê um tempero de vencedor a esse feijão do Fogão. Do jeito que está, é sopa pro adversário e restos e migalhas pra gente.

O olé da torcida baiana dava um aperto na gola do manto, uma dor no peito. Sou alvinegro, não tem jeito.

Com fome de títulos e sede de vitórias, no soro da fé e posologia do apoio incondicional,

SAN

K1

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Semana de mudanças

Essa semana foi movimentada.

Vou nem me prender aqui a mais um Maracanazzo, dessa vez tricolor, porque, por mais que tenha zoado, devemos reconhecer que chegaram com méritos à final e jogaram com raça. A postura do Renato, apesar de arrogante - podia ser um pouco menos, menos, beeem menos - penso ter sido fator fundamental para o time conseguir ter 'buscado o resultado' nos confrontos decisivos contra os maiores do continente.

Nem o nosso discurso mega-respeitador que mal transparece nossa vontade de vencer, nem a arrogância e empáfia deles moldades em palavras: o meio termo é o ideal. In medium virtus est - a virtude está no meio, já diziam os gregos e os romanos. Fica aqui o reconhecimento e os parabéns aos tricolores, que pecaram apenas por deixar o artilheiro dos gols bonitos no banco por tempo demais.

E falando nele, Dodô, já tem alvinegro eufórico pedindo a volta dele. Sinceramente? Não sei. Sinto-me meio 'mulher de malandro' quando ouso pensar nisso. E não sei como isso impactaria psicologicamente no grupo e na torcida, que, afinal, o brindou com a maior vaia da história do maracanã. E de que adianta termos um baita atacante se o técnico é retranqueiro?

Aliás, técnico que já se encontra na corda-bamba. Rumores indicam que um insucesso ou até uma má atuação contra o Grêmio este domingo já derrubariam Geninho. De fato, confesso que não me empolga seu trabalho. Não vejo padrão de jogo, empenho do time - e olha que normalmente quando muda técnico assim existe um pique de produtividade e energia de todos em busca de mostrar o seu trabalho. O que mais assusta é que Geninho tem escalado o que o Glorioso tem de melhor, ao menos no papel. Como destaque, ressalto a volta de Ferrero - antes tarde do que nunca!

Com esta mudança - será que só por causa dela? - quem perdeu lugar foi o zagueiro Bruno Costa, que não apenas foi pro banco, mas foi diretamente devolvido para o Boavista. Não achava ele com condições de titular, mas devolver assim de cara? A imprensa afirma que ele não chegou a ter chance. Discordo. Fora titular em 4 partidas e jogou mais 2, num total de 8 possíveis. Fato é que não agradou a torcida que tem em Ferrero e André Luís seus xerifões. Daí a não ser nem banco... até porque temos o intocável Renato Silva, que de fato tem se superado - mas que me passa às vezes uma insegurança devido à sua afobação quando levemente pressionado ao receber uma bola. Ainda penso que - já que tava aqui - podia ser opção no banco.

Quem nem no banco fica mais, passando a integrar o time B que vai à Suiça jogar uns amistosos na tentativa de se desfazer de uns encalhes e arrumar uma verba para melhorarmos as contratações na janela que se abrirá são: Marcelinho e Adriano Felício. O primeiro já se mostra insatisfeito há muito tempo - tanto quanto a torcida com seu futebol até aqui apresentado. O segundo até hoje não fez o que necessita para se manter em nosso time: gols. Sendo assim que consigam, de coração, ter sucesso em seus caminhos mesmo longe da condução da Estrela Solitária.

E pra relativamente longe foi o Abedi, que também não vingou no Botafogo, mas de quem gosto de graça e para quem torço por dias melhores no Juventude.

Reforço que pode estrear é o Lucas Silva. O vídeo abaixo demonstra que tem bom potencial. Está ligado à ability e veio da segunda divisão do campeonato mexicano. Ex-pedreiro, deve estar tranquilo com a pedreira quem vem pela frente. Sucesso no Glorioso.


Pra finalizar os comentários da mudança, os pêsames para todos os envolvidos na tragédia da boate Baronetti - que já não é de hoje é um antro de confusão. Não vou nem entrar no mérito do fato do filho de uma promotora precisar de um segurança pra lidar com pessoas de seu meio - uma coisa é precisar de segurança para viver, refém da posição social da mãe, concordo, outra coisa é ter um capanga armado pra se meter em briga de boate. Pronto, falei.

Mas o que queria mesmo abordar é a irresponsabilidade do Diguinho e do Eduardo. Sobrou pro Eduardo, que ainda não conseguiu se firmar e, além de ter recebido as mesmas punições que Diguinho, ainda foi parar no time B. Injusto. A punição deve ser a mesma para os dois. Eduardo ainda é garoto, precisa ser enquadrado com zelo, tem potencial e não precisa ser negociado por causa deste episódio. Diguinho por sua vez teve boa atuação, mas acho que isto não vem ao caso: profissionalismo tem que estar acima disto; respeito ao clube mais ainda! Será que as ofertas européias já o fizeram balançar mais que os sons das pistas?

De tudo isto, fica a impressão de que estamos 'perdendo peso', ficando mais leves deixando o elenco mais enxuto e tirando uma nhaca que começou há quase um ano com o caso do Dodoping e culminou no episódio da calcinhas.

O que não pode é ficar fazendo coro com falácias da imprensa e ficar reforçando um pensamento medíocre de que se está abalado. Tem que parar com isso e recobrar os brios. Auto-confiança é fundamental. Túlio afirmou que "estamos com medo de errar e por isso perdemos". Pois então ousem. Como diria o filósofo escandinavo Soren Kirkegaard: "Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente, não ousar é perder-se para sempre".

Já perdemos nossa ofensividade, já perdemos nosso jogo encantador. Tá na hora de recuperar nosso terreno, se lançar a uma nova fase e entrarmos novamente em nossa gloriosa órbita.

E pra isso o apoio incondicional da torcida é fundamental: não vamos ao estádio por esse time. Vamos ao estádio pelo Glorioso. É a torcida que demonstra a grandeza de um clube, quão acima dos acontecimentos externos e das paixões ele está: essa sim é a maior declaração de amor que podemos dar.

LOTAR e INCONDICIONALMENTE APOIAR!

SAN

K1

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Vende 5 e traz o André Lima - Campanha Glorioso Já!

Fraternidade Estelar!

Após ler que não temos bala na agulha para trazer o nosso xodó André Lima de volta - o Hertha Berlin quer entre 800mil e hum milhão, enquanto nós estariamos acenando com apenas 100 mil; o que nos mostra que necessitamos saber fazer melhor negócios, já que ele deveria estar ao nosso alcance ou pelo menos mais próximo, uma vez que saiu daqui bombando e está agora esquentando banco - e que Inter, São Paulo e Santos estão interessados em sua contratação, resolvi me mobilizar e criar a campanha: vende 5 e traz o André Lima.

Mas não pode vender o Diguinho! Alessandro e Carlos Alberto são bem-vindos se mantidos também, mas Diguinho é o mais fundamental dos três na minha opinião.

Os 5 vendáveis para trazer o André Lima de volta

- Abedi
- Adriano Felício
- Marcelinho
- +2 (Bruno Costa/Vanderlei/Fabio/Edson - pode escolher!)

Outra alternativa é pedir para o Eike trazer o André Lima por conta e bolso próprios!

Alea jacta est!

SAN

K1