Uma imagem vale mais que mil palavras - Joel chega de óculos, ciente do brilho de nossa Estrela, apenas com bagagem de mão, pois sabe que a viagem rumo ao título será rápida e se apresenta de cavanhaque, pois vai por os demais pra botar as barbas de molho.terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Joel chega rumo ao título
Uma imagem vale mais que mil palavras - Joel chega de óculos, ciente do brilho de nossa Estrela, apenas com bagagem de mão, pois sabe que a viagem rumo ao título será rápida e se apresenta de cavanhaque, pois vai por os demais pra botar as barbas de molho.quinta-feira, 28 de maio de 2009
Gloriosa transparência alvinegra
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Meia-bomba, de fato!
Acho muito bacana Ney Franco dar entrevista ao final do jogo falando de sua confiança no título e na Libertadores - mesmo ele tendo dito semana passada que 'o título ficou difícil' -, do retrospecto e referência de recuperação e sequência de vitórias, mas o fato é que com esse time do jeito que está não sei não.
Estar ganhando de 1x0 pra mim já passa a ser preocupante - acho que pra todos nós, não?
E se olho e comparo o nosso jogo com o de ontem, vejo que no lado rubro-negro da Força - como diria Yoda - os caras estão perdendo de 1x0 e conseguem virar em menos de 9 minutos. Até no lado rosa da Força, hoje com uma pétala a menos, havia mais empenho que no nosso time. Se quisermos ser algo e conquistar, temos que nos empenhar!
Que minha prima, alvinegra que foi pela primeira vez ao estádio, tenha razão: "calma, foram dois empates, três derrotas e agora veio o empate que vai reconduzir o time às vitórias!". Espero de coração que ela esteja certa, pois o campeonato está há 11 partidas do fim. Tempo e espaço suficientes para que muita coisa aconteça, em todos os sentidos. Podemos continuar nos arrastando e perder oportunidades, cair mais pela tabela ou reagir e buscar a taça.
De fato, estamos apenas a 7 pontos do líder. E a 3 da zona da Libertadores. De fato o título não deixa de poder ser uma realidade, Libertadores então, não podemos perder a fé e a confiança - até o Internacional, embalado pelo massacre sobre o decadente Grêmio fala de G4 e Libertadores.
O que deixa todo alvinegro cabreiro é o fato de termos jogado boa parte do segundo tempo com um a mais, de termos tido o domínio do jogo, de termos feito catimba com o Castillo, metido bola na trave, mas mais uma vez pecado em não ampliar quando podiamos e termos sofrido um gol tolo já nos acréscimos, após infantil expulsão de Zé Carlos, que não sei como iludiu a todos no início do ano e não sei a quem mais agrada: no estádio só se ouve falar mal dele.
Bem, elogiável o gol de cabeça, algumas boas jogadas; reclamável de uma penalidade a nosso favor, não marcada no segundo tempo (tenho certeza de que vi!) e lamentável deixarmos um zagueiro tricolor sozinho no finzinho, só pra dar o gosto a eles de sairem com o empate e ficarem tirando onda dizendo que jogaram com raça. De fato, raça nos faltou no final. E nos faltou aquele gol pra consolidar nossa supremacia: novamente a falha de quem não exerce sua superioridade.
A bola fora do jogo, além de termos cedido o empate já nos descontos, foi a quantidade de cadeiras quebradas pela torcida do Flor, devidamente representada pela torcida FlorMulher, digo, FluMulher. Mais Flor impossível, não?
Valeu pelos prazerosos momentos de lembrar aos tricolores que ainda precisam disputar a segundona para de fato voltar à elite do futebol e que esta realidade está próxima novamente. A música nova era hilária: "Íhhhhh! Segunda divisão, Fluminense vai caiiiiiiir!"
Nem um pouco engraçado é o recente histórico e a repetição do padrão hoje; faltando pouco tempo para acabar o jogo o time dá uma parada e deixa o adversário jogar, a ponto de momentos antes de sofrermos o gol eu ter gritado "dá o sangue! raça!" meio que sem pensar, menos por algo em específico, mais intuindo a partir de uma sensação de acomodação dos nossos jogadores. E não deu em outra.
E é outra postura que precisamos ter e adotar para sermos de fato candidatos ao título e sermos dignos de ir à Libertadores: porque representar internacionalmente o Glorioso para ficar dando mole assim, mais lembrando o jogo contra o River ano passado que a fase glória de Garrincha, melhor não se dar a esse trabalho.
Mas, sinceramente? Eu acredito! Tenho fé e por mais que essas últimas vezes tenham sido meia-bomba, meu tesão alvinegro é maior e sei que vamos conseguir chegar lá, a aplicação e o trabalho sério renderão frutos!
Basta a torcida fazer sua parte também: não adianta ficar falando dos jogadores se em jogo importante não colocamos nem 10 mil alvinegros no Engenhão. O lado rubro-negro do futebol carioca ontem colocou 40mil urubus no Maracanã.
Vamos fazer do Engenhão uma Constelação Gloriosa, lotada de Estrelas Solitárias!
O time precisa crer, querer e fazer.
Estaremos lá, na derrota, no empate ou na vitória, contanto que jogando de verdade, com amor ao manto e vontade de ser campeão, espírito de luta e, de preferência, dando resultados positivos.
SAN
K1
sábado, 27 de setembro de 2008
Túlio neles! Essa é a postura!
Esse é o pensamento!
Mas o pensamento também tem que se tornar ação e é esse domingo que veremos como a coisa se desdobrará!
Pra cima deles, vamos acreditar e fazer a Estrela brilhar!
SAN
K1
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sul-Americana - vai começar com as bênçãos de São Jorge
Fui comprar o ingresso hoje em GS e pelo que o porteiro falou e eu pude constatar a mobilização tá fraca. Parece que menos que mil pessoas compraram. Segundo a previsão do porteiro não dá mais de 10 mil nesta quinta. Pena, tá na hora de mostrarmos a força do conjunto Glorioso. E não se pode reclamar da entrada: R$5 meia e R$10 inteira na Leste Superior, onde fica inclusive a Constelação Gloriosa, BotaChopp, TES, Fúria e a maioria da galera independente.
Já o time promete.
Parece que o grupo está de fato motivado. Mas meu comentário recai mais sobre uma superstição - e afirmo: Jorge Henrique será o craque da competição e fundamental para o título.
Não somente por ter ficado para honrar o manto sagrado, não apenas por estar jogando uma barbaridade novamente, não obstante ao discurso cheio de confiança no grupo e na conquista, mas principalmente por ter sido inscrito com o número 23 - dia de seu aniversário e também número de São Jorge, que o cobrirá com seu manto, o defenderá com seu escudo e o armará com sua lança para que os inimigos tenham pés, mas não nos alcancem, que tenham mãos, mas não nos toquem, que tenham olhos, mas só nos vejam ao final, erguendo a taça. Anotem, São Jorge Henrique será o fator decisivo.
A 7 mágica de Garrincha ficou para o Gil, que, Deus e o Anjo das pernas tortas queiram, será iluminado e agraciado com o novo número, desencantando no Glorioso e sendo co-autor junto ao nosso Ligeirinho da história que escreveremos ao levantarmos a taça da Sul-Americana.
Bola fora para a diretoria que não conseguiu inscrever Zárate a tempo. Sem comentários. A diretoria deveria pedir ressarcimento parcial pelo prejuízo causado pelo atraso do presidente do USF - Unión Santa Fé, clube anterior de Zárate.
Vamos comparecer e lotar o Engenhão!
SAN
K1
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Time Guerreiro, Túlio artilheiro
Apesar da globo.com falar que não jogamos tanto, ao menos a mim o 2 x0 em cima do Goiás me satisfez: tá certo que no segundo tempo poderiamos ter feito mais e ampliado não apenas o marcador, mas também nosso saldo de gols.
Todavia, é hora de analisarmos os pontos fortes de um time que fez 12 gols nos últimos cinco jogos - com quatro vitórias consecutivas no Engenhão e um empate no Maracanã; nenhum gol tomado.
Ney Franco parece que caiu como uma luva. Nada retranqueiro como diziam, vem calando muita gente. Inclusive a mim, confesso.Dois golaços, cada um a sua maneira. Dois de Túlio, criado pelo Goiás, amado e coroado pelo Glorioso.
No primeiro a bola bate na zaga e encobre o goleiro em um daqueles lances espetaculares de se ver: o prazer de saber que vai ser gol, aqueles segundos onde o grito vai se amontoando dentro do peito, pressionando a garganta até estufar as redes e as cordas vocais. Momentos de puro êxtase que o bom goleiro do Goiás mesmo se esticando todo não conseguiu impedir. Um gol bonito para se guardar na memória e contar e recontar algumas vezes, vida afora.
No segundo, um gol de competência pura, sem necessitar de 'sorte'. A começar por ser fruto do esquema tático do Ney Franco, técnico corajoso e ousado, que liberou os volantes para o ataque - fato que resultou nos gols de Túlio -, a primorosa troca de passes não poderia ter conclusão melhor que um chute preciso de nosso Guerreiro e símbolo da raça alvinegra desde 2003: rasteiro, no canto esquerdo do gol de Harlei.
Diguinho, mais uma vez, siniiiiiiistro. Não consigo encontrar outra definição para o 'lek' de nosso time. Se ele botar a cabeça no lugar e continuar seu trabalho assim no Glorioso 'é Seleção'!
Outro que merece destaque - apesar de todo o time estar de parabéns hoje - é Renato Silva: confesso que sempre meti o malho nele e de fato ele não é o jogador que tem lá muiiita intimidade com a bola. Mas como está jogando. Se antecipando bem, se apresentando pro jogo, sem brincar. Parabéns pela evolução.
E evolução me parece ser a palavra-chave do time neste momento: temos dois jogos fora e um no Engenhão. Se fizermos nosso papel estaremos no seleto grupo dos G4, máximo G6 ao final do primeiro turno. Já dá pra sonhar mais alto a cada partida.
Renato Silva dando esporro no Castillo por ele nao ter esperado ele recuar a bola com a cabeça e ter dado um chutão pra fora demonstra o quanto o time tá mordido, o quanto o time tá querendo!
Subimos três posições e agora estamos na oitava posição. Libertadores já passa a ser uma realidade próxima e o título, sinceramente, algo a começar a se sonhar para se traçar o planejamento correto para se concretizar. Sonhar alto, planejar bem, agir preciso.
Nossa parte é fácil, mas nem tem sido feita corretamente: lotar nossa casa. Hoje foram apenas 15mil pagantes de um total de 20mil presentes.
Vamos simbora, pro Engenhão! Torcer! Gritar! É Campeão! Vamos Fogão! Vamos Fogão! Vamos Fogão!
Não se pergunta o que o Botafogo pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo Botafogo!
SAN
K1
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Quem não faz, leva
Quem quer lutar por títulos e Libertadores não pode se dar a esses luxos.
O saldo positivo deste São Paulo 2 x 1 Botafogo, foi o fato de nossa equipe ter se mostrado aguerrida e ter dominado a maior parte do jogo. Mas temos que transformar isto em resultado, em gols, senão continuaremos com o estigma do 'quase'.
Os 'quando' do jogo:
- Quando Castillo saiu para fazer a defesa nos pés do jogador são-paulino já sabia que ia ser penalidade. Tinha que ter saído mais em arco, era evidente que chegaria atrasado e que derrubaria o jogador.
- Quando Carlos Alberto entrou algo me disse que ele mudaria o jogo a nosso favor. Chamou pra si a responsabilidade - algo que nosso maestro, Lúcio Flávio, tem que começar a fazer mais
- Quando se empata um jogo e não se faz mais gols por falta de competência ofensiva, não se pode dar o mole de deixar um jogador, por mais baixo que seja, sozinho na área
O 'se' do campeonato e do ano:
- Se acertarmos mais a pontaria e acertarmos nossa defesa, parando de 'dar mole' em momentos cruciais, esse time tem chance de brigar pela Libertadores e de ser campeão da Sul-Americana.
É crer para ver, torcer para acontecer.
Apoio incondicional.
SAN
K1
terça-feira, 3 de junho de 2008
Porque sou Botafogo e não flamengo
Mas voltemos ao que me motivou a escrever esta tabelinha de palavras e troca de idéias...
Rascunhou ele no meu orkut:
e ae brow como q tah??/te falei que teu botafogo num ia ganhar nada mais uma vez...mais um ano sem título!hahaha
Minha resposta segue a linha do que venho afirmando por aqui:
calma...
Primeiro porque ainda tem a sul-americana, segundo porque ainda tem o brasileiro e terceiro e mais importante: um clube não é feito só de títulos, uma paixão não é feita de recompensas, o valor não vem a qualquer custo.
Se fosse assim, torceria para o Flamengo, cujos maiores títulos foram na base do roubalheira, da manipulação ou da conveniente conivência do árbitro - e cujo único time que jogou de maneira decente foi o da época do Zico. O resto é repleto de Souzas e demais comparsas.
Eu gosto da beleza, do jogo bonito e isso a história do Glorioso está repleta. E tem muitos títulos também, inclusive os mundiais de ´58 e ´62. ;)
De fato, aos do passado se juntarão os do futuro, pois o presente é de ascensão. E para unir o passado glorioso ao futuro promissor é que conclamamos todos os alvinegros de espírito, nobre por excelência, a fazer esta ponte para caminharmos juntos rumo ao triunfo total.
Não tenho pressa, torço de alma por uma Estrela cujo brilho me aquece e que aos adversários cega para que não possam ver todo nosso resplendor: ser Botafogo é para poucos. Ser Botafogo é ser especial, é saber que ao fim o bem sempre vencerá o mal.
Muitos são os chamados, poucos os escolhidos.
SAN
K1
domingo, 1 de junho de 2008
União das Estrelas Solitárias
A diretoria já mostrou que com planejamento consegue reverter quadros desastrosos e de uma situação de dívida profunda, passamos a ter um dos 10 mais modernos estádios do mundo.
O time mostrou que faz a estrela de cada jogador brilhar ainda mais e temos chegado bem nos últimos 2 anos.
A torcida canta com amor, apóia com paixão.
Falta apenas uma maior união: entender que somos todos um só, que apenas a união de todos fará a Estrela brilhar sem igual.
A torcida tem que apoiar mais, gritar mais, principalmente nos momentos difíceis. E aparecer em maior número.
O time tem que se doar mais, acreditar mais (em si e nas metas), jogar mais atento, jogar os dois tempos.
A diretoria tem que dialogar mais e entender que sem torcida não se ganha título.
Quando se fizer um endomarketing com a torcida - sim, ela está dentro do clube, é um de seus maiores patrimônios - iremos ter resultados mais expressivos.
Fazer pacote de viagens para apoiar o time por todo o país, garantindo que os viajantes poderão ver o jogo e apoiar o time tranquilamente - sim, porque o que aconteceu conosco em São Paulo contra o Corinthians é uma vergonha que a diretoria não pode mais deixar acontecer: viajar 6h de ida e 6h de volta para a PM Paulista ficar nos retendo, deixando-nos assistir somente ao segundo tempo e ao invés de nos proteger descer a porrada (ainda tenho a marca de um cacetete no ombro); termos ficado em um espaço que não servia nem bebida, nem comida, tampouco tinha bebedouro é algo que desmotiva qualquer um.
Criar um plano de sócio-torcedor para organizadas para facilitar a participação de seus integrantes. Adianto que sou contra fazer da venda de ingressos uma forma de custeio das organizadas. Acredito que a organização do Botafogo está sendo exemplar e precisa ser apoiada por todos.
Mas como as organizadas conseguirão pagar seus custos com material para a festa de cada jogo?
Penso que isto deva ser fornecido pelo clube, com os materiais sendo guardados nas dependências do estádio e os integrantes das organizadas tendo carteirinhas de identificação para terem acesso a tudo.
Se a torcida é um dos maiores patrimônios, não tem porque não englobá-las no planejamento e controlar mais corretamente.
Com planejamento até o amor fica mais forte e mais difícil de alguém calar.
Estrelas de diversas atividades unidas formando uma Constelação Gloriosa que de longe brilha firme e forte como sendo uma única Estrela Solitária. Quanto mais Estrelas se unirem, maior será a Glória.
SAN
K1
Aflitos
foi nesse estádio que demonstramos nosso estado: aflitos.
Tomar de 3 do Náutico, ter mais uma vez penalidade não marcada, jogador expulso e detido, bem como presidente recebendo voz de prisão é algo que não combina com a estirpe alvinegra da ética e boa conduta. O que está errado? Será que somos nós? Será que é o mundo?
Antes de mais nada, confesso que - pela primeira vez no ano - não vi/acompanhei o jogo. Estava fazendo pratica de zazen - meditação zen budista - aqui em Santa Teresa, no Rio. Bacana vivenciar como os ensinamentos de Buda são desenvolvidos e aplicados de maneiras tão distintas, mantendo contudo a unidade de seus princípios, tanto no budismo tibetano - do qual faço parte -, quanto no zen budismo japonês. E o que isto tem a ver com o tema inicialmente abordado?
Tudo. Comentava ontem com o assessor de imprensa do Botafogo, que acabara de conhecer em um open house de um amigo em comum, que estamos - time, diretoria e torcida - vivenciando o arquétipo da jornada do herói - sim, estou completamente enebriado pelas aulas de psicologia junguiana: aprendemos a perder, a sermos roubados, a sermos humilhados, a nos identificar e saber de nosso valor, mas ainda não estamos sólidos nesta etapa. Ainda estamos precisando de uma confirmação exterior, que de fato não precisa vir: já provamos nossa força, que somente não levou a um título devido a fatores externos (roubo). E agora, deixamo-nos abater por outros fatores externos e perdemos para nós mesmos, pois estamos reféns do medo - da zoação, da derrota. E o fato é que isto tudo não importa: só perde quem está disputando, só é quase quem está chegando e nada deve abalar nossa confiança no sólido e correto trabalho que está reerguendo o clube nos últimos anos.
Por isto que é necessário parar, meditar, refletir, contemplar todo o nosso potencial e fazer ajustes leves, mas fundamentais.
É saber se tornar imperturbável, não se deixar abalar por nada, pois NÃO HÁ DERROTAS PARA QUEM NASCE GLORIOSO. Esse deve ser nosso mantra, aí deve residir nossa força, a FÉ de que nada nos tira a glória, pois já nascemos assim: em nossa alma está tatuada a Estrela que nos conduz e cuja Luz deve ser nosso norte para seguirmos para o alto e adiante. Com FOCO e a a certeza de que somos insuperáveis nada nos deterá.
Não marcaram uma falta? Expulsaram injustamente? Dê aquele leve sorriso de quem sabe que estamos sendo prejudicados e canaliza a energia (libido) para jogar ainda mais. Não deixa a raiva, a frustração e demais sentimentos negativos tomarem conta e nos destruírem ainda mais. Precisamos controlar nosso lado negro para fazer a Estrela brilhar cada vez mais: PARA CADA INJUSTIÇA, UM GOL.
E para quem acha que estou viajando, trago citações do livro 'O herói e o fora-da-lei' (ed.Cultrix/M&M). No início da terceira parte do livro, lê-se que "os que deixam sua marca no mundo" são de 3 tipos: "Herói, Fora-da-Lei e Mago".
O lema do Herói é "onde há vontade, há um caminho"; o do Fora-da-Lei é "as regras são feitas para serem quebradas"; o do Mago é "pode acontecer" - daí já consigo pescar que nosso título poderá acontecer somente quando soubermos quebrar o tabu ao encontrarmos o caminho trabalhando diretamente em nossa vontade e ela não pode ser discurso, tem que ser prática cotidiana. Não devemos ter vergonha de sermos o que somos, temos que ostentar com orgulho nossa Estrela, certos tanto das nossas sombras, quanto de nosso eterno brilho. Se continuarmos a nossa jornada guiados por essa Luz, sem nos determos a questões exteriores, venceremos. Primeiro a nós mesmos e depois a qualquer um que passe por nosso caminho.
Vejamos a 'ficha' de cada arquétipo e reflitemos se estamos ou não trilhando o caminho de marcarmos o mundo e escrevermos história, com B de Botafogo.
Herói
Desejo: provar o próprio valor por meio da ação corajosa e difícil
Meta: exercer a mestria de modo a melhorar o mundo
Medo: fraqueza, vulnerabilidade, "amarelar"
Estratégia: tornar-se tão forte, competente e poderoso quanto lhe for possível ser
Armadilha: arrogância, desenvolver a necessidade de que exista sempre um inimigo
Dons: competência e coragem
Conhecido como: guerreiro, cruzado, libertador, super-herói, soldado, atleta vencedor, matador de dragões, competidor, jogador de equipe
Motivação: o desafio o chama
Nível 1: desenvolvimento de fronteiras, competência e mestria, que se expressam por meio da realização e são motivadas ou testadas por meio da competição
Nível 2: tal qual um soldado, cumprir seu dever para com o país, organização, comunidade, família
Nível 3: usar sua força, competência e coragem em algo que faz diferença para você e para o mundo
Sombra: desumanidade e necessidade obsessiva de vencer
Chegamos nos últimos dois anos bem em todos os campeonatos, mesmo sendo claramente prejudicados e com elencos teoricamente menos favorecidos. Contudo nos deixamos abater pela cobrança exterior de títulos (necessidade obsessiva de vencer) e nos descontrolamos - sem contudo nunca termos deixado de ser éticos.
Fora-da-Lei
Desejo: vingança ou revolução
Meta: destruir aquilo que não funciona (para si próprio ou para a sociedade)
Medo: não ter poder, ser comum ou inconseqüente
Estratégia: rebentar, destruir ou chocar
Armadilha: passar para o lado sombrio, criminalidade
Dom: irreprimível, liberdade radical
Conhecido como: rebelde, revolucionário, vilão, selvagem, desajustado, inimigo, iconoclasta
Motivação: sente-se desprovido de poder, com raiva, maltratado, sitiado
Nível 1: identifica-se como marginalizado, dissociando-se dos valores do grupo ou da sociedade de modo tal que foge diante dos comportamentos e da moralidade convencionais
Nível 2: comporta-se de modo chocante ou destruidor
Nível 3: torna-se um rebelde ou revolucionário
Sombra: comportamento criminoso ou prejudicial
"Eu estou furioso e não agüentar mais isto" é uma frase que se identifica tanto com este arquétipo quanto com o que se passou hoje em campo, nos Aflitos - e quem não está? Mas a diferença é como conduzir tudo doravante. Parece-me que o arquétipo do Mago pode nos ajudar em nossa jornada heróica.
Mago
Desejo: conhecer as leis fundamentais do funcionamento do mundo ou do Universo
Meta: tornar os sonhos realidade
Medo: conseqüencias negativas inesperadas
Estratégia: desenvolver uma visão e vivê-la
Armadilha: tornar-se manipulador
Dom: encontrar resultados 'ganha-ganha'
Conhecido como: visionário, catalisador, inovador, líder carismático, mediador, xamã, agente de cura, curandeiro
Motivação: pressentimentos, experiências extra-sensoriais ou sincronísticas
Nível 1: momentos mágicos e experiências de transformação
Nível 2: a experiência em fluxo
Nível 3: milagres, passar da visão para a manifestação
Sombra: manipulação, feitiçaria
Acho que já se pode perceber onde quero chegar não?
Estamos passando por uma experiência de transformação e que deverá nos revelar que a cura está em nós. Para alcançarmos nossa meta de sermos campeões é necessário fazer com que revolucionemos nossa postura e modo de pensar: recriemos nossa ética, continuando a mantê-la limpa, mas mais rigorosa com o adversário para que não tenhamos que ser rigorosos com nós mesmos. Conhecer mais como as regras funcionam e usar tudo a nosso favor, sem perdermos nossa integridade. Parar de reclamar do exterior e focar na superação interior: revolucionemos a nós mesmos para revelar todo o Glorioso Poder que nos levará a fazer a diferença.
Bem, o importante é parar de se abalar com o mundo exterior, se focar e ter certeza de nossa força: seremos campeões.
SAN
K1